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Resenha Crítica - O líder coach

Por:   •  9/2/2019  •  Resenha  •  2.527 Palavras (11 Páginas)  •  14 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

PÓS GRADUAÇÃO EM LIDERANÇA E COACHING

RESENHA CRÍTICA

MARCELLO TRIGUEIRINHO ALARCON

Trabalho da disciplina O Líder Coach,

                                                 Tutor: Profa. Célia Lima Paradela

SÃO PAULO

2018


Estudo de Caso:

O LÍDER COACH

FOXCONN TECHNOLOGY GROUP

REFERÊNCIA: Eccles, Robert G.; Serafeim, George; Cheng, Beiting. Foxconn Technology Group. Harvard Business Review, 01 de fevereiro de 2012.

        O texto se inicia apresentando o caso de um jovem operário de 19 anos que saltou de um prédio em uma fábrica da empresa Foxconn, em Shenzhen, China, em 23 de janeiro de 2010. Segundo apresentado, diversos casos de suicídio ocorreram nos anos que se antecederam e mais de 16 tentativas no último ano.

        Com a globalização, às EMS, sigla em inglês para Serviços de Fabricação de Eletrônicos chegaram a movimentar montantes na casa de 223 bilhões de dólares em 2008 e 221 bilhões em 2009 e, apesar de uma queda na casa de 0,9% entre 2008 e 2009, a expectativa apresentada é que se estabilizasse na próxima década com um crescimento médio de 8% ao ano, com países como Índia, Vietnã e Malásia entrando como concorrentes de mercado aos EMS chineses.

        Aponta-se ainda que neste mercado mais que competitivo, as empresas operavam com margens muito estreitas e que, com dificuldade de obter uma diferenciação com relação aos concorrentes em termos de produção e certificações de qualidade, basicamente os EMS competiam em preços.

        Os chamados OEM – sigla em inglês para Fabricantes de Equipamentos Originais possuíam vantagem na contratação das fabricas EMS pois tinha uma crescente opção de parceiros e, por outro lado, as EMS ainda se viam obrigadas a adquirir os componentes de fornecedores provenientes de uma lista limitada, aprovados ou recomendados pelos OEM, tornando a conta da manufatura ainda mais apertada.

        O histórico da Foxconn Technology Group começa com a sua fundação em 1974 por Terry Gou. A empresa tinha inicialmente o nome de Hon Hai Precission Industry Company Ltd, sendo na época da elaboração do texto a maior empresa do setor de SEM, já sob nome de Foxconn Technology Group, adquirido em 2000 quando passou a ser uma subsidiária da empresa em vez de apenas um nome fantasia, como era antes.

        A Foxconn fornecia serviços de projeto conjunto, desenvolvimento conjunto, fabricação, montagem e pós-vendas. Tinha parceiros como Apple, Nintendo, HP e Motorola, fazendo até mesmo peças para celulares Nokia, computadores Dell e Consoles Playstation 2 para a Sony.

        Desde que atingiu o primeiro lugar entre as SEM, em 2005, a Foxconn teve sua receita crescente até que, em 2009, superou os 60 bilhões de dólares, respondendo por 26% do mercado de EMS, mas freando em 2009 para uma taxa de crescimento de apenas 0,5% ante um crescimento de 14,5% do ano anterior.

        Apesar de ser uma empresa de origem taiwanesa, a Foxconn estabeleceu a sua primeira fábrica na China continental em 1988 para aproveitar os custos baixos de terra e de mão de obra. A fábrica começou com alguns milhares de empregados mas já em 1995 foi ampliada, formando o parque de ciência e tecnologia de Longhua, com 3km2, sendo essencialmente uma cidade-empresa com linhas de montagem, dormitórios, restaurantes, bancos, brigada de incêndio, hospital, piscina, supermercado e um Internet café para os funcionários.

        O Sr. Gou, fundador da empresa, era conhecido por trabalhar 16 horas por dia, andar a noite por todo o campus da empresa e inspecionar as linhas de produção ou até mesmo ajudar a reparar equipamentos.

        O texto apresenta alguns detalhe como: a empresa lidava com programas relacionados ao trabalho, criados pela equipe de produção televisiva e transmitido em mais de 500 monitores espalhados pela empresa, o culto a um livro do fundador da empresa intitulado como “Citações de Gou”, ser proibido conversar no meio da linha de montagem e o fato que as idas ao banheiro eram limitadas a 10 a cada duas horas, além de ser frequente gritarem com os operários.

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