Trabalho Grau 18
Por: Henrique Empke • 2/9/2026 • Abstract • 1.304 Palavras (6 Páginas) • 2 Visualizações
[pic 1] | UNIVERSI TERRARUM ORBIS ACHITECTONIS AD GLORIAM INGENTIS ORDO AB CHAOSUPREMO CONSELHO DO GR.·. 33 DO RIT.·. ESC.·. ANT.·. E AC.·. DA MAÇ.·. PARA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASILFundado em 12 de março de 1829INSPETORIA LITÚRGICA DA 4ª REGIÃO DE SANTA CATARINASUBL∴CAP∴ROSA CRUZ “MONTE SINAI” Vale de Balneário Camboriú – SC[pic 2] |
GRAU 18
PEÇA DE ARQUITETURA
CAVALEIRO ROSA-CRUZ
GRAU 18º
“FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE”
Ir∴ HENRIQUE ANTONIO EMPKE - Cadastro nº 38 076
Vale Itajaí, 12 de Julho de 2025 da E∴V∴
INTRODUÇÃO
As virtudes teologais fé, esperança e caridade têm suas raízes na tradição cristã. Elas são chamadas de teologais porque têm Deus como seu objeto imediato e moldam a relação do indivíduo com o G∴A∴D∴U∴. Aparecem na 1.ª Epístola de Paulo aos Coríntios 13:13 na seguinte citação: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor".
Na maçonaria, aparecem desde o Grau 1º, Aprendiz Maçom no Painel da Loja de Aprendiz Maçom adotado pelas Grandes Lojas, onde na “Escada de Jacó” aparecem a Cruz, a Âncora e o Cálice representando as três Virtudes.
Segundo Kennyo Ismail em Ordem Sobre O Caos: “... é neste grau que ele encontra a palavra, mas em uma nova forma, por ser uma nova era sob uma nova lei. Nesta nova lei, os três pilares maçônicos originais, que sustentaram o antigo Templo, de Sabedoria, Força e Beleza, são agora substituídos pelas três virtudes teologais de Fé, Esperança e Caridade. Elas são inculcadas de forma profunda, coroando a Caridade (Amor) como mestre das demais e, por isso, obrigação maior de todo Cavaleiro Rosa-Cruz.”
DESENVOLVIMENTO
No Grau 18º, as Virtudes aparecem nas três viagens do iniciando:
a. A primeira se inicia com o recipiendário levado para a frente da Coluna FÉ e lê esta palavra em voz alta para que entenda o porquê das palavras que são ouvidas e representam a fé dos homens, as crenças facilmente aceitas, as doutrinas facilmente seguidas. O 2º Vig∴ esclarece ao Neófito que se alguma dessas crenças lhe dizer algo à consciência que a siga ou que espere por uma nova Fé inspiradora.
À primeira viagem foi dado o nome de Fé, mas qual Fé? Porque a Fé se tem prestado aos maiores absurdos; na Fé há o perigo constante da superstição; aceitar uma verdade fabricada pelos homens, dourando-a para que seu aspecto se torne aceitável, é permanecer sem Lei e sem Verdade. É a fé cega, porque crê sem saber, responsável por milhões de mortes em guerras e massacres ao longo da história.
A fé pode ser admitida em um ideal, em uma causa ou em uma obra realizada para o bem da humanidade, portanto, a Fé pode ser considerada uma virtude maçônica, ou mesmo uma atitude que corresponda a uma postura reflexiva e crítica diante da vida. Mas que Fé é essa? A Fé baseada no conhecimento, no estudo ou na gnose, que é a compreensão da manifestação da verdade, uma fé mais intelectual, mais próxima do pensamento; isto é, entender o que foi percebido, é a percepção daquele que conseguiu se libertar da caverna de Platão, uma fé de quem vê e acredita, porque conhece e percebe a verdade.
Essa é a Fé no Grau 18 e na Maçonaria como um todo, a fé que se manifesta na crença em um Princípio Criador e também na confiança na fraternidade, no progresso da humanidade e no aperfeiçoamento individual.
b. Na segunda viagem, o recipiendário: é colocado frente à Coluna onde está escrito ESPERANÇA que ele lê, em voz alta. O 1º Vig∴ faz uma alocução sobre as situações em que a ESPERANÇA nas verdades da Fé são colocadas.
A palavra "esperança" tem origem no latim "spes", que significa confiança em algo positivo ou expectativa de algo bom que irá acontecer. Da mesma origem deriva o verbo "esperar" que adicionado do sufixo "ança", formam o substantivo "esperança".
Por sua própria raiz, a esperança pode indicar a espera passiva de que algo aconteça, algo que pode nunca acontecer, ou que quando acontecer não sai como esperado.
É interessante que para o budismo, a “Esperança” não é uma virtude, mas uma atitude negativa comparável ao medo, uma vez que ambos, esperança e medo, implicam em relação a algo que ainda não aconteceu ou pode nunca acontecer. Na verdade, um dos objetivos do Nirvana é libertar-se do medo e da esperança.
Então, qual Esperança? A do homem que acredita na construção de um mundo melhor e no poder transformador da virtude e do conhecimento. Caridade é uma virtude sobrenatural pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas – por quem Ele é – e ao próximo por amor a Deus. É tida como a virtude primordial, a maior de todas. A Caridade é um sentimento ou uma ação altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Amor ao próximo; bondade; benevolência; compaixão; é um sentimento que pode ter dois sentidos, o sentimento para si mesmo e ao próximo. É a ESPERENÇA no resultado da construção de um futuro mais justo e fraterno.
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