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RESENHA CRÍTICA DA ANIMAÇÃO - "MARY AND MAX"

Artigos Científicos: RESENHA CRÍTICA DA ANIMAÇÃO - "MARY AND MAX". Pesquise 800.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  17/10/2013  •  631 Palavras (3 Páginas)  •  789 Visualizações

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1. INTRODUÇÃO

A animação feita em stop-motion com massinha e poucos diálogos (o filme é praticamente todo narrado), o longa apresenta temas bastante pesados como a solidão, o suicídio, o alcoolismo, a obesidade e a depressão. Misturando drama e humor sarcástico o diretor e roteirista australiano Adam Elliot se inspirou em histórias reais para compor seus personagens.

Adam Elliot estreou com maestria o seu primeiro longa-metragem com “Mary and Max”. E sua direção mais uma vez surpreendeu. Através de uma linguagem simples e com grande sensibilidade o longa chama atenção para a dificuldade de todos os tipos de relacionamentos humanos e nos faz refletir sobre as diferenças e a importância de se conviver com elas.

A encantadora trilha sonora instrumental é um dos pontos fortes do filme. Mas a fotografia também foi muito bem utilizada com apenas duas cores predominantes: o marrom, para o mundo de Mary (propositalmente a cor preferida da menina) e cinza no universo de Max, refletindo tudo que ele considerava caótico. É interessante notar também como no meio desse universo de cores uniformes, os objetos que simbolizam a amizade dos dois aparecem como os únicos coloridos e contrastantes com o cenário, como o retrato de Mary desenhado por ela mesma para presentear o amigo e o pompom vermelho que Max usava em cima do quipá.

2. DESENVOLVIMENTO

A animação conta a historia de Mary Dinkley uma menina de oito anos gordinha e solitária que não tem amigos e que vive no subúrbio de Melbourne, na Austrália. E de Max Horovitz um judeu de 44 anos, obeso que vive com Síndrome de Asperger (um tipo de autismo) na cidade de Nova York. Ignorada pelos pais, Mary escreve uma carta aleatoriamente para um endereço nos Estados Unidos com o intuito de matar a sua curiosidade sobre a origem dos bebês. Assim, alcançando dois continentes, ela conhece Max, que apesar da diferença de 20 anos em suas idades, acabam descobrindo paixões em comum e continuam se correspondendo por quase duas décadas.

Max pesa 160 quilos, é viciado em cachorro quente e chocolate e seu sonho é morar na Lua só para não ter contato com as pessoas. Ela, Mary não recebe a atenção e o amor dos pais e seu único amigo é um galo. Sua mãe, Vera, é uma mulher um tanto desestruturada emocionalmente que se afoga na bebida e no cigarro e se refere à filha como sendo “um acidente”. É justamente por essa falta de carinho e apoio que eles se apegam tanto um ao outro.

A amizade de Mary e Max sobrevive a todos os altos e baixos da vida. Enquanto Mary cresce, Max envelhece. E um apoia o outro em suas dúvidas e conflitos mesmo que nunca tenham se visto pessoalmente. Mas, talvez a característica mais bonita de ambos seja a inocência, a dela normal de uma criança, talvez acentuada pelos problemas e a dele provocada pela doença. E é justamente essa característica que faz com que eles não escondam ou manipulem seus sentimentos, que é exposto por eles sem medo.

3. CONCLUSÃO

Apesar de ser um pouco denso, “Mary e Max” tem uma capacidade incrível de emocionar e mostra de forma original e direta como a vida é repleta de dificuldades e injusta aos nossos olhos. É o que diz uma frase dita no próprio filme pelo médico de Max: “A vida de todo mundo

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