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ATPs - Fundamentos Históricos E Teóricos - Metodológicos Do Serviço Social I

Por:   •  23/11/2013  •  2.414 Palavras (10 Páginas)  •  509 Visualizações

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA- UNIDERP

Polo de Campo Verde

Serviço Social

ATPs – Fundamentos Históricos e Teóricos – Metodológicos do Serviço Social I

Nome do tutor presencial: Rosana Fuzette de Freitas Arruda

Nome do tutor a distância: Elaine Cristina Vaz Gomes

Nome e RA de cada participante:

Esmaelda Nascimento Silva

Jennifer Granel

Marlene Silvana da Fonseca

Elizângela Malta do Carmo

Marco Pires de Oliveira

RA: 7584643608

RA: 413615

RA: 429031

RA: 7535650690

RA: 413189

Cidade e Data, 30/09/2013

QUESTÃO SOCIAL

No filme “Tempos Modernos” se retrata a questão trabalhista em que o trabalhador não possui algum valor a não ser a sua força de trabalho e que por meio dela, conseguia ganhar sua renda e sustentar sua família. Com o avanço do capitalismo surgem modelos como o taylorismo criado por Frederick Taylor em 1911, defendia os princípios científicos para administrar as empresas , na prática a empresa planeja e o funcionário executa apenas as tarefas concedidas a ele. O Fordismo , criado por Henry Ford em 1922, consiste em organizar a linhas da fábrica para cada vez mais aumentar com a produção. Sendo assim o trabalhador é manipulado pelo capitalismo, assim aumento a alienação do operário com os meios de produção e sua força de trabalhado exacerbada.

O Serviço Social se iniciou em meio às conturbadas lutas de classes, desde a Revolução Industrial, já que eram extremas situações, poucos na riqueza e muitos na pobreza, enfrentando serviços pesados, muitas horas de trabalho sem horas extra, situações de riscos nas fábricas, baixos salários. Com tudo isso surgiram mulheres da alta classe, a fim de ajudar e apoiar as pessoas menos favorecidas

Durante muito tempo o Serviço Social foi de caráter pouco profissional e auxiliado pela Igreja Católica. Ao mesmo tempo em que se desenvolveu na Europa, seguindo concepções semelhantes, o Serviço Social também se desenvolveu nos Estados Unidos, que se tornaram o centro de referência do capitalismo, logo no início do século XX. Tanto na Europa, quanto nos EUA, foram desenvolvidos esforços no sentido de viabilizar a profissionalização do Serviço Social.O profissional da América não apresentava o mesmo perfil do Europeu.

Com o inicio da industrialização no Brasil, era visto que o serviço social obtinha uma missão que era de controlar a massa operária. Através de uma legislação social e salarial, o governo federal ampliou as bases do reconhecimento da cidadania social (IAMAMOTO, 1998).

De acordo com Maciel, Tepedino e Campelo (2001), durante o período da ditadura do Estado Novo foram criadas várias instituições de assistência social no Brasil, das quais destacam-se as seguintes:

a) Conselho Nacional de Serviço Social (1938): com o objetivo de centralizar e organizar as obras assistenciais públicas e privadas;

b) Legião Brasileira de Assistência (1942): com o objetivo de prover as necessidades das famílias, cujos chefes haviam sido mobilizados para a II Guerra Mundial.

O Serviço Social logo de início, caracterizou-se pela formação de profissionais ligados a problemas sociais, que envolveram todos os setores da sociedade, como uma consequência das transformações econômicas e industriais, surgidas a partir da segunda metade do século XIX.

Hoje o Serviço Social é desenvolvido por profissionais, com nível superior , sempre enterrados nos problemas sociais, mais frequentes, prontos para auxiliar, mostrar um caminho, para que o cidadão não fique a mercê de um mundo capitalista e desumano, mas sim para que ele tenha direitos de usufruir de bens e serviços públicos como saúde, cursos profissionalizantes, lazer, alimentação, trabalho, e colaborações para uma vida estável.

MOVIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL FRENTE AO FORTALECIMENTO DO CAPITALISMO

O capitalismo mudava a face, a estrutura e a dinâmica da sociedade, tendo como meio de expansão do capital a exploração dos trabalhadores. A Revolução Industrial no século XIX possibilitou a ascensão do capitalismo industrial o que significava para os operários a exploração de suas próprias vidas, foi aí que o proletário começou se reconhecer como classe. O capital, como relação social de produção, tem como característica e condição a expansão de valor, em face de classe assalariada. Diante de tamanha exploração surgiu uma onda crescente de manifestações operárias, que deram ao mundo um testemunho vivo de seu espírito de luta, mas ainda não tinham força organizativa, nem objetivos centrados, daí percebeu-se a importância das associações. Porém, só através da união massiva dos trabalhadores, em 1824 na Inglaterra eles ganharam o direito de se reunirem em associações. O movimento dos trabalhadores tornara-se cada vez mais organizado politicamente e o proletário era uma presença marcadamente significativa no cenário social. Isso e os enormes problemas sociais produzidos pela expansão do capitalismo causaram uma inquietação na burguesia, no sentido de desestabilizar sua ordem social. A burguesia usou como estratégia as práticas assistenciais como forma de ratificar tais sujeições e apareceu com um falso discurso humanitário baseado na igualdade e na harmonia entre as classes, na verdade ela queria se apropriar da prática social para submetê-la aos seus desígnios. O Serviço Social surge, portanto como criação típica do capitalismo, articulada com um projeto de hegemonia do poder burguês.

Os efeitos da questão social ultrapassavam os limites das vilas operárias, tornando-se uma pesada nuvem sobre o horizonte burguês e denunciava a falência da ordem social burguesa. As formas de assistência vigentes eram repudiadas pelo proletário, que lutava por medidas mais amplas de política social. Temerosa e assustada, a classe dominante procurava pensar em estratégias que contivessem as ameaças que colocavam em risco as suas propriedades. Assim, diante de tamanha expansão da pobreza, já não se podia mais restringir a assistência aos pobres às iniciativas de particulares ou da Igreja; era preciso mobilizar o próprio Estado. Foram conferidas às práticas assistenciais novos padrões de eficácia e racionalidade. A expansão do número de agentes foi notável no último terço do século XIX.

No início do século XX, o Serviço Social estava presente na maioria dos países europeus e nos EUA. Porém, sua identidade profissional era cheia de contradições e antagonismos, como o próprio regime que o criara. Sua prática mecânica com identidade atribuída havia impedido o assumir coletivo do sentido histórico da profissão, transformando a prática social em uma prática indefinida. A prática social era, na verdade uma prática abstrata. Se o início do século XX havia trazido a esperança da recuperação econômica e da melhoria do quadro social, a I Grande Guerra se encarregou de violentá-la brutalmente, substituindo-a pelo temor do que estava por vir. O final da terceira década deste século foi marcado por uma crise econômica mundial, o desemprego e todo o conjunto de problemas sociais a ele associados cresceram de forma assombram-te. Numa busca de reerguimento do capitalismo, o Estado foi assumindo um papel destacado na expansão dos investimentos e do mercado e a industrialização capitalista passou a se fazer com um elevado grau de monopólio, que foram fortalecendo-se. O fortalecimento do poder burguês resultou uma grande pressão sobre os trabalhadores para impedir sua marcha organizativa. Toda essa onda de repressão, porém, só fez o poder de organização e a capacidade de luta da classe trabalhadora aumentar.

A prática do Serviço Social era uma expressão do poder hegemônico da classe dominante, sua identidade era aquela atribuída pela parte superior do formulário.

O ponto de partida para mudança é, antes de tudo, a adoção de um novo enfoque, de uma nova maneira de olhar os problemas de uma determinada sociedade, revendo hierarquias de decisão consagradas pelo tempo e pelos hábitos políticos do passado, que sempre relegaram o atendimento da população em geral a um lugar secundário nas estratégias de governo.

Mudar implica em evoluir, melhorar. Toda mudança implica em movimento e movimento é VIDA! A vida não é estagnada, parada. Tudo está em movimento o tempo todo.

As consequências do desemprego desencadeiam o aumento da criminalidade e favelização urbana. No país são, antes de tudo, de ordem estrutural; quer dizer, ele é visto pelo sistema econômico, pelo capitalismo como parte do próprio sistema. Podendo incluir outras causas imediatas como as de ordem social, política e econômica. Graves consequências para a sociedade como a violência, a criminalidade, entre outros. Os índices de violência, crescentes no país, são ligados diretamente ao aumento da taxa de desemprego.

Quando se fala na questão relacionada ao desemprego dificilmente a vida do trabalhador e as consequências para o desempregado são levadas em consideração. Muitos desempregados ficam deprimidos, se sentem desvalorizados. Prejudica o sono, a alimentação, a pessoa se sente dispersa e tem ansiedade.

A pessoa sem trabalho pensa que é inútil e acaba interpretando a situação de desemprego somente como algo particular, não conseguindo ter uma dimensão de que o problema trata-se de uma questão social que atinge milhares pessoas no país.

O conhecimento especializado é importante porque determina requisitos de qualidade e relevância da informação e o desenvolvimento de modelos e sistemas de suporte à inteligência.

Conhecimento, definido como um procedimento operacional, uma técnica de verificação de um objeto qualquer, isto é, qualquer procedimento que torne possível a descrição, o cálculo ou a previsão controlável de um objeto. A fragmentação deste fenômeno multidimensional é fruto da própria organização da nossa cultura, nossa ciência, e nosso conhecimento.

O objetivo é o desenvolvimento do conhecimento mediante uma cultura e uma formação adequada. Somente desta forma é possível interpretar corretamente a informação recebida. É necessário que as pessoas aprendam a utilizar de forma adequada todo o conhecimento teórico de que dispõem, atendendo às condições específicas. O conhecimento transmite-se de uma maneira constante e tem efeito acumulativo.

PROCESSO DE RECONCEITUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL

O Serviço Social foi uma das profissões mais impactadas pelos fatos históricos a partir da ditadura, pois sua ação sempre foi colocada sob a tensão da relação capital versus trabalho. De um lado os dominantes, Estado e Instituições, querendo mais poder e lucro e de outro os trabalhadores, lutando contra a exploração a alienação e a mais valia, deste antagonismo surgiu a questão social, resultantes das lutas no combate as desigualdades e exploração social.

É neste contexto que é impossível o profissional se manter dentro da neutralidade tão difundida no início da profissão, e assim a categoria pode identificar a ideologia política dos dominantes e dominados. Outro grande impacto foi que os profissionais se tornaram mais progressistas, vendendo a sua força de trabalho, se reconheceram como trabalhadores, e com compromisso de defender os direitos dos trabalhadores:

“Esse processo desvela o caráter contraditório da prática profissional, uma vez que remete, sobretudo o espaço institucional, à necessidade de questionamento das normas institucionais que, via de regra, orienta a clientela para um processo de adaptação social, numa perspectiva de controle e dominação, preconizando a ruptura com esta prática, tendo em vista os interesses dos setores populares.” (Ozanira, pág.87)

Temos que relacionar também ao III congresso a reinserção da classe operária na política, portanto a importância deste movimento para a construção do Projeto Ético Político do Serviço Social.

Foi fator também da criação de uma nova identidade profissional baseada em uma dinâmica profissional crítica, com análise da realidade, da totalidade, reconhecendo todo cidadão como sujeito de direitos, e não de favores, promovendo ações para o favorecimento de toda a sociedade, principalmente quando passou a trabalhar com comunidades.

O movimento de reconceituação representou um marco decisivo no desencadeamento do processo de revisão crítica do Serviço Social, foi também um saldo qualitativo que foi se estruturando uma profissão interventiva no combate das desigualdades sociais e também um marco no processo de politização e mobilização de profissionais e estudantes com participação nos sindicatos em todo o país:

“ A profissão assume as inquietações e insatisfações deste momento histórico e direciona seus questionamentos ao Serviço Social tradicional através de um amplo movimento, de um processo de revisão global, em diferentes níveis: teórico metodológico, operativo e político.”

Para melhor entendimento do nosso trabalho não poderíamos deixar de responder as seguintes perguntas, o que realmente significa a reconceituação, como se constitui e como se caracteriza e qual o seu impacto hoje?

De 1960 até hoje se caracteriza movimento de reconceituação. O seu significado foi e é principalmente a ruptura com o conservadorismo e o tradicionalismo do serviço social.

Este movimento se constituiu dos documentos citados na introdução deste trabalho como o de Araxá e outros e também os congressos principalmente o III, além de transformações socioeconômicas, políticas e culturais ocorridas na sociedade.

Seu impacto hoje na profissão representa um marco histórico dividindo o serviço social em “antes e após” a reconceituaçao.

Concordamos com Netto quando afirma que “a reconceituação só pode ser adequadamente situada se se considerar que se inscreve num processo muito mais amplo de caráter mundial”(p 6, revista)

A construção do Projeto ético Político que é uma proposta ideológico construído diariamente, é constituído de três documentos: Diretrizes Curriculares, Código de Ética de 1986 e Lei 8.662/92, só foi possível a partir da reconceituação, pois teve sua gênese na segunda metade da década de 1970. Atrelado com a teoria social de Marx possibilitou nova visão da categoria, para Netto:

“A existência deste Serviço Social crítico que hoje implementa o chamado Projeto Ético Político é a prova conclusiva da permanente atualidade da Reconceituação como ponto de partida crítica ao tradicionalismo; é a prova de que, 40 anos depois a Reconceituação continua viva”. ( p. 18 revista).

Com a reconceituação tornou possível a formação de profissionais com novos perfis, criticando as vertentes individualistas, procurando embasamento científico e ético para sua intervenção, além de uma formação continuada, para respaldar o caráter moderno e atuante da profissão, formando uma nova identidade profissional. Representou para o Serviço Social o início de uma nova práxis um novo modo de refletir pensar e agir de maneira a criar vínculos com ações transformadoras que vai muito além do capital, como a “defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo”.

PROBLEMAS SOCIAIS

Em Campo Verde foram destacadas as condições de saúde, falta de UTI e aparelhos, falta de transporte publico, falta de saneamento básico, falta de creches.

Destacando as condições de saúde como, ”por exemplo,” a dificuldade em marcar consultas especializadas, falta de aparelhagem para a realização de exames como mamógrafo, tomógrafo e UTI local.

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“De 0 a 10, índice do governo dá nota 5,4 à saúde pública no Brasil” Parece absurda, mas a informação é verídica, segundo pesquisa , revelou também que 1,9% da população brasileira vive nos 347 municípios cujos serviços públicos de saúde têm notas acima de 7,0, segundo o Índice de Desempenho do SUS (IDSUS). O problema não persiste só em cidades grandes, mas sim em grande maioria do Brasil.

A falta de creches , é um dos grandes problemas, já que pais necessitam trabalhar e precisam deixar seus filhos em lugares apropriados como creches municipais, com a falta de vagas, acarretam o numero de pessoas desempregadas , e aqueles que resolvem trabalhar ou deixam seus filhos sozinhos ou inviavelmente pagam pessoas para que as cuidem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/de-0-10-indice-do-governo-da-nota-54-saude-publica-no-brasil.html

http://www.seeacep.com.br/

http://geografiaem360graus.blogspot.com.br/2011/10/o-sus-e-precariedade-do-atendimento.html

http://www.construindoahistoria.com/2010/08/historia-social.html

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