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Colonialidade do Poder

Por:   •  13/4/2019  •  Abstract  •  458 Palavras (2 Páginas)  •  5 Visualizações

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3) A colonialidade do poder constitui-se como um conceito chave para se pensar a constituição de “Estados Independentes e sociedades coloniais” na América Latina. Discuta em linhas gerais a divisão entre negros, brancos e indígenas no Brasil e a presença do mito da democracia racial.

        A globalização, tal qual se vê atualmente, é o resultado do processo de conquista da América pela Europa e a consequente imposição de padrões tanto culturais, ideológicos e políticos quanto de noções de poder. O eixo de sustentação fundamental desse novo padrão de poder é a constituição da ideia de raça – que torna-se uma interpretação simples e pobre da dominação colonial: conquistadores, justamente por terem conquistado, tornam-se de algum modo “superiores” aos conquistados. Essa representação da ideia de raça transforma-se no principal elemento que dita as relações sociais estabelecidas durante a conquista e estão que em vigência, mesmo que relativamente, até hoje.

        A percepção desses novos povos a partir dessa ideia de raça, produziu identidades sociais que até então não existiam: índios e negros, além de redefinir a noção de outras identidades. Conforme as relações de dominação, alicerçadas na concepção de raça, avançavam, as identidades raciais foram associadas à noção de pertencimento e classificação social. Assim, o conquistador – branco – foi colocado numa posição de superioridade em relação ao conquistado – negro e índio – que foi inferiorizado pelo dominador nas mais diversas formas.

        Com o avanço do processo de dominação, a ideia de raça passa a legitimar as relações estabelecidas entre dominador e dominado, ao mesmo tempo que todas as formas de controle e de exploração dos povos inferiores são articuladas em torno dessa ideia. Dentre essas formas de dominação, a relação capital-trabalho, em que os ofícios exercidos pelos negros e índios não eram considerados nobres e dignos de pagamento, se mostra parcialmente ativa no Brasil até hoje, quando o mercado nacional apresenta-se altamente excludente, o que força a população negra e indígena a buscarem setores informais de emprego que, por consequência, possui uma menor remuneração.

        Desse modo, a Europa passa a controlar o cenário mundial e com isso pode impor sobre as regiões dominadas e seus respectivos povos sua autoridade e superioridade de dominante concentrando toda forma de controle da cultura e do conhecimento em seu território/povo. Essa característica do colonialismo, confere a naturalização de atitudes racistas na sociedade, embasadas no discurso de que faz parte da cultura, e sustenta o mito da democracia racial no brasil - um mito da sociedade brasileira que tenta criar uma imagem positiva, de que não é racista, porém que não coincide com a realidade.

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