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Resenha Do Livro: Cultura Um Conceito Antropológico

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Por:   •  18/9/2014  •  1.555 Palavras (7 Páginas)  •  3.289 Visualizações

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Resenha do Livro Cultura Um Conceito Antropológico

LARAIA, Roque de Barros. Cultura Um Conceito Antropológico. 4ª ed.,Jorge Zahar Editor Ltda, Rio de Janeiro 1989.

A obra esta dividida em duas partes sendo que na primeira parte o autor teoriza sobre o desenvolvimento que o conceito de cultura sofreu ao longo do tempo. E, na segunda parte o autor procura evidenciar a influencia exercida pelos diferentes tipos de cultura sobre o comportamento social do homem.

Iniciando o texto Roque Laraia procura desmascarar as antigas formulas ou conceitos utilizados para explicar os diversos padrões culturais da sociedade. Laraia ao apontar que apesar da presença de homens e mulheres nas diferentes culturas a divisão sexual do trabalho é diferente em cada cultura, portanto, fica assim desmistificada a idéia pregada pelo determinismo biológico onde se acreditava que a formação física e biologia do homem eram determinantes para sua maneira de agir. Laraia ao apontar que muitos povos mesmo compartilhando o mesmo ambiente geográfico apresentam hábitos distintos desmente a teoria de que o meio determina a maneira como a sociedade vai agir defendida pelo Determinismo Geográfico.

Logo a seguir Laraia argumenta sobre como o conceito de cultura começou a ser pensado; destacando entre outros nomes como Jean-Jacques Rousseau, que defendia a teoria de que a educação era determinante para a existência da cultura entre os homens, Edward Tylor o primeiro a pensar um conceito para o termo cultura e Alfred Kroeber que aboliu de vez o determinismo biológico como motivador da definição da cultura de uma sociedade,

Continuando o trabalho Laraia trata o desenvolvimento do conceito cultura ao logo do tempo. O autor procura em diversos autores a resposta sobre o tema. Destacando a contribuição do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss que considerava que o surgimento da cultura se da a partir da criação da primeira regra pelo homem, ou seja, a proibição do incesto, comportamento comum a todas sociedades humanas como padrão, ainda se percebe também a contribuição de Taylor que teorizava a existência de uma uniformidade dos comportamentos sociais entre as raças. Sobre isso Laraia afirmava que Taylor preocupava - se mais com a igualdade existente na humanidade do que com a diversidade cultural

É relevante apontar que apesar de serem baseados na teoria evolucionista todas essas contribuições não podem ser descartadas, pois, foram estes estudiosos que com seu trabalho modificaram a maneira de pensar de toda uma época promovendo a igualdade inter-racial. Mesmo que estes estudiosos acreditassem que os avanços na evolução do homem determinassem a difusão da diversidade cultural, ao mesmo tempo em que reconheciam que a o continente europeu ao passar por esse estagio evolutivo e difundindo essa mentalidade igualavam todas as sociedades como humanas; entre estes estudiosos o trabalho de Franz Boas começa a modificar essa maneira de pensar da academia ao reconhecer que a sociedade não pode adotar o mesmo padrão como meio de avaliá-los, pois ao contrario desse pensamento são os eventos históricos vivenciados os responsáveis pela diversidade cultural de cada sociedade e a partir desta premissa é fundada a Escola Cultural Americana com o particularismo histórico.

Neste momento Laraia tem como principal argumento a teoria Evolucionista para explicar o surgimento da cultura entre a humanidade. Ele defendia que com a evolução do homem e o desenvolvimento da capacidade do pensar surgiu então a cultura. Nessa linha de pensamento acreditava – se que a evolução do homem proporcionou uma nova maneira de ver o mundo e isto possibilitou o surgimento da cultura. Pode – se citar pensadores como Lévi-Strauss (surgimento da cultura com a criação da primeira regra – proibição do incesto), Leslie White ( surgimento da cultura com a criação de símbolos com significados). O autor finaliza sua argumentação sobre o tema citando Geertz que afirma “a maior parte do crescimento cortical humano foi posterior e não anterior ao início da cultura”, portanto, o desenvolvimento da complexidade cultural implica em maior desenvolvimento do cérebro. Sendo assim para Laraia o homem não é simplesmente o gerador de cultura, mas também produto da mesma.

Finalizando a primeira parte do livro, Laraia utiliza o artigo “Theories of Culture” do antropólogo Roger Keesing para retratar os conceitos modernos de cultura. Keesing considera que pode – se definir cultura como: a cultura como sistema adaptativo – difundida por neo revolucionistas como Leslie White e posteriormente Sahlins Harris, Carneiro, Rappaport, Vayda, entre outros modificaram essa teoria e apesar de divergirem entre si concordavam que: culturas são sistemas – de padrões de comportamento socialmente transmitidos; mudança cultural é primariamente um processo de adaptação equivalente a seleção natural – o homem é um animal e, como todos os animais, deve manter uma relação adaptativa com o meio que o cerca para sobreviver; a tecnologia, a economia de sub existência e os elementos da organização social diretamente ligado a produção constituem o domínio mais adaptativo da cultura – é onde usualmente se iniciam as mudanças adaptativas que depois se ramificam, porem existem divergências sobre como opera esse processo; os componentes ideológicos dos sistemas culturais – podem ter conseqüências adaptativas no controle populacional, na subsistência, na manutenção do eco sistema.

Keesing ainda se refere às teorias idealistas de cultura e adota três diferentes tipos de abordagem que são: cultura como sistema cognitivo – é um sistema onde o conhecimento sobre como opera a cultura

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