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Resumo Do Livro "Comunidade - A Busca Por Segurança No Mundo Atual" - Bauman

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Por:   •  18/5/2013  •  688 Palavras (3 Páginas)  •  4.442 Visualizações

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Em “Comunidade: A busca por segurança no mundo atual” Bauman discorre sobre os anseios e desejos que temos enquanto comunidade, porém são desejos de um mundo que na realidade não esta ao nosso alcance, mas que todos gostariam de experimentar. Um lugar aonde você pode ter segurança, aconchego, conforto, confiança nos outros etc. é um ideal irreal, a realidade é “não comunitária”. Coloca também em destaque os paradoxos enfrentados na questão da busca de identidade, a qual, por exigir singularidade e diferença, já é em si, uma abertura na perspectiva de unidade e compartilhamento que a noção primeira de comunidade faz referência.

Bauman descreve e critica determinados pressupostos de comunidade, diferença e desigualdade. Onde aborda inclusive a defesa da igualdade de direitos por recursos à população a qual a distribuição é injusta.

Alerta o leitor sobre as diferentes concepções de comunidade, no que se refere a quem a utiliza e como é construída. Logo, a comunidade elitizada é totalmente distinta da outra comunidade, dos fracos e excluídos, por tanto, a noção de “comunidade” para cada grupo corresponde a experiências inteiramente diferentes e a pretensões contrastantes.

Faz críticas também ao modo como vivem essas elites, cada vez mais distantes do ideal de comunidade. Algo que ele chama de “secessão dos bem-sucedidos”, o distanciamento, a indiferença, o abandono do compromisso com a comunidade, com as pessoas mais humildes. Essas elites criam simulacros de comunidades, que são intensamente vigiadas com a finalidade de não deixar passar os intrusos. Criam uma sociedade “meritocrática” por excelência, onde o importante é o status, o dinheiro, as pessoas valem pelo que possuem e não pelo que são. Uma comunidade estética.

Para o autor, a vida no gueto não contribui para a comunidade, são verdadeiras prisões que implicam a negação da liberdade para aqueles excluídos e marginalizados uma vez que o compartilhamento do estigma alimenta o desprezo e o ódio, em síntese o gueto representaria a impossibilidade de comunidade.

Um grande dilema é que a balança entre segurança e liberdade não encontra uma média exata e consequentemente, uma tende para cima enquanto a outra tende para baixo. Segurança e liberdade nunca vêm nas mesmas proporções e por isso não podemos ter ambas ao mesmo tempo e na quantidade que quisermos. “Segurança sacrificada em nome da liberdade tende a ser segurança dos outros; e a liberdade sacrificada em nome da segurança tende a ser a liberdade dos outros.”

O autor mostra que atualmente a desigualdade é olhada pelos culturalistas de modo compassivo, como sendo um direito inalienável que toda comunidade deve viver segundo sua preferência. Sendo que, a desigualdade é a maior causa das diferenças, e isso não é um direito de escolha e sim uma das maiores barreiras à liberdade.

Acerca de noções que podem estar a esconder à manutenção das relações contrárias a produção de comunidades éticas, Bauman destaca a questão da justiça social, e dos próprios direitos humanos, e é abordada sobre tudo a crítica de que, atualmente, as demandas por reconhecimento tendem a ser apresentadas sem referência à justiça distributiva; já o multiculturalismo é tensionado em sua aceitação passiva da diversidade e em seu risco de um descompromisso em relação a todos os demais

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