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Fundamentos da Comunicação

Por:   •  4/4/2016  •  Trabalho acadêmico  •  754 Palavras (4 Páginas)  •  81 Visualizações

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  • No período entre guerras, surgiram as 1ªs correntes de estudo sobre a comunicação de massa, que falaram coisas bem elementares.  No contexto norte americano, a primeira teoria a surgir foi a teoria hipodérmica, que é total behaviorista. Lembrando que o poder dos meios de comunicação dessa época era muito forte, realmente moldavam o comportamento das pessoas. Essa teoria, também conhecida como “teoria da bala mágica” ou “teoria da agulha hipodérmica” dizia que você pode injetar a informação e ela se instala na pessoa (=receptor), fazendo uma lavagem cerebral. Para essa teoria, não havia poder do receptor, porque, para eles, o emissor comanda tudo, e todas as mensagens que ele envia para o receptor, seja ele quem for, vão ser recebidas da mesma maneira.
  • Um pouco mais tarde, um cara chamado Lasswell , que criou vários grupos de estudo, foi importantíssimo para a transição do pensamento da teoria hipodérmica, e assim surgiu a teoria funcionalista. Não tinha uma pegada tão radical quanto a hipodérmica, e Lasswell montou um modelo que considerava que, se você quer estudar os MCM, precisa fazer pelo menos 4 perguntas básicas: “Quem diz?”  “Diz o que?” “Através de que canal?” “ Sob que efeito?” ou seja, ele começa a considerar de que emissor > receptor não é tão certeiro e incontestável quanto os caras da teoria hipodérmica achavam. E, para eles (funcionalistas), a sociedade é como um organismo vivo que tem partes fundamentais: Igreja, Estado e escola. Começaram a perceber que os MCM influenciam/moldam as pessoas, chegando a ser considerado um órgão. Mas, qual a função dos MCM? R: informar e formar opinião do público. Os funcionalistas perceberam que os MCM, assim como podem dar ordem, podem desordenar também, o que levaria a sociedade a entrar em um colapso, ou seja, uma “disfunção”. Começaram a realmente considerar que algo pode dar errado, seja intencional ou não previsto. (Exemplo de não previsto: campanha da gripe suína – as pessoas relacionando com carne suína e deixaram de comer carne de porco, não tinha mais álcool em gel para vender em lugar nenhum, ninguém podia tossir que todo mundo ficava em choque..)
  • Surgiu também a Teoria da Informação (ou teoria matemática da comunicação), que tinha totalmente outra pegada das anteriores: era formada por engenheiros, físicos e matemáticos, surgiu no período entre-guerras também, e queriam avaliar, medir e quantificar a comunicação (medir se uma comunicação era boa ou não). Entraram com o conceito de “ruído”, e a meta deles era eliminá-lo, para obter a comunicação perfeita. Emissor é chamado de fonte.
  • Uma das mais importantes, que é citada até hoje, é a Escola de Toronto, que formou a teoria do meio como mensagem, que teve como principal o McLuhan. Ele fazia engenharia/tecnologia (do ponto de vista humano também, não só matemático), surtou e foi cursar literatura. McLuhan era fissurado por tecnologia, e era um cara futurista (há +-65 anos atrás ele já estava falando de comunicação em rede!!!). Nessa teoria, dizia que, por a tecnologia mudar o modo como a gente vê as coisas, pode-se dizer que são extensões do nosso corpo: o óculos, por exemplo, é uma extensão.
  • Depois, veio a Escola de Frankfurt com a teoria da indústria cultural (ou teoria crítica). Foi formada por um grupo de sociólogos, antropólogos etc, neomarxistas, e inicialmente na Alemanha. Era uma teoria muito pessimista, e muito crítica. Dizia que os MCM fazem parte de uma indústria muito perigosa, sendo um produto também, que era a indústria cultural. Por seguirem a linha de raciocínio de Marx, encaravam o emissor como dominante, e o receptor como o coitadinho que era explorado.
  • Por último, na transição das décadas de 50 e 60, veio a Escola Britânica, com sua teoria culturológica (ou teoria dos estudos culturais), dizendo que tínhamos que valorizar o cotidiano, dar ênfase na “atividade humana”, na produção ativa da cultura, ao invés de seu consumo passivo. 
  • “Há uma convergência prática entre os sentidos antropológico e sociológico de cultura como “modo de vida global” distinto, dentro do qual percebe-se, hoje, um “sistema de significações” – Williams”.
  • Queriam ampliar o conceito de cultura, que não existia cultura boa nem cultura ruim, porque tudo é cultura. E cultura não significa sabedoria recebida ou experiência passiva. Entende que o receptor responde, é visto como ativo, porque atribui significado à mensagem, não é apenas algo que só recebe informação e não interpreta nada. A recepção de uma mensagem é sempre diferente, já que o significado dela não é único.


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