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SÉRIE: SEGUNDO ANO - ENSINO MÉDIO “ALMA E MENTE”

Por:   •  13/9/2020  •  Trabalho acadêmico  •  1.294 Palavras (6 Páginas)  •  7 Visualizações

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INSTITUTO EDUCACIONAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

DISCIPLINA: FILOSOFIA

PROFESSOR: NEYLOR DE PINHO GENEROSO

SÉRIE: SEGUNDO ANO - ENSINO MÉDIO

“ALMA E MENTE”

TAUÃNA NUNES

SERRO-MG

OUTURO,2019

INTRODUÇÃO

Se procurarmos no dicionário o significado de alma e mente encontraremos que ambas podem ser fundamentadas como partes fundamentais para a construção do pensamento, afetividade, entendimento e sensibilidade do homem. 

A constatação da existência de duas dimensões presentes no ser humano é uma questão resolvida. O ponto de desencontro consiste no modo de conceber a relação que há entre as duas dimensões. Então, como é a correlação delas com o ser humano? Há uma supremacia de uma em relação a outra? Que tipo de relação vigora entre o corpo e a alma?

Assim sendo, em busca de responder à essas perguntas e caracterizar a alma e a mente, será apresentado nesse trabalho argumentos baseados em filósofos como Platão, Descartes, Aristóteles e nas escrituras bíblicas.

DESENVOLVIMENTO

Desde os primórdios da Filosofia, já se debatia sobre a afinidade entre a alma e a mente/corpo.  Podemos dizer conforme Wikipédia, que a alma é uma Energia Divina; é essência além da matéria. Existe além do seu corpo e de seus sentidos, não podendo ser tocada ou vista. Já a mente é o sentido que damos as circunstâncias da nossa consciência ou subconsciência referente ao aglomerado de pensamentos originados pelo cérebro humano.

Para Platão, fundador da primeira Academia, estamos sempre em contato com duas realidades: uma inteligível (mundo das ideias/ imutável) e outra sensível (mundo sensível/ mutável), estando isso diretamente ligado à sua teoria da alma contida na parte IV, do seu livro “República”, onde o filósofo concebe o homem como corpo e alma. Segundo ele, enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina. Através do corpo, o homem é impedido de alçar o seu conhecimento devido aos impulsos amorosos, tornando-o uma fonte do mal. Já a alma é vista como o inicio do movimento para o conhecimento dos fatos verdadeiros, e dividida por ele em três lados: racional, localizado na cabeça e responsável pela sabedoria e prudência; irascível, situado no coração e responsável pela coragem; e o concupiscente localizado no baixo-ventre, com o objetivo de satisfazer os desejos sexuais e responsável pela aquisição da moderação.

Aristóteles determina que a alma e o corpo se adaptam de tal forma que um não sobrevive sem o outro. Para ele, qualquer coisa individual que existe, necessita de ‘forma’ e ‘matéria’ para ser o que é. Isto é, precisa ser feita de algo, sua ‘matéria’, e essa matéria deve ser organizada de forma apropriada para que seja relevante ao que ele denominava de sua ‘forma’. Assim sendo Aristóteles, ressaltava que o importante era o ser humano por inteiro cuja alma era a ‘forma’ e o corpo/mente a ‘matéria’.

Ele acreditava que o que faz cada um de nós um ser humano é, em particular, a presença da alma envolvendo não apenas poderes nutritivos e perceptivos, mas também funções intelectuais ou racionais: isto é, somos criaturas vivas de certo tipo, capazes de alimentar a si próprios, de caminhar sob nosso próprio ritmo, de responder ao mundo que nos cerca e, acima de tudo, de pensar e raciocinar sobre nossa experiência.

 Definida por Aristóteles, em seu sentido mais amplo, pelas funções nutritivas, perceptivas, intelectuais e pelo movimento, a alma tem a mente como uma de suas partes mais importantes, sendo entendida como a determinante da nossa humanidade. Dentre essas três espécies de funções da alma citadas, a intelectiva é a que precisaríamos, mais naturalmente, identificar com a mente, visto que é a capacidade de pensar e raciocinar, de refletir e se engajar, de controlar nossas paixões mediante de princípios racionais, e assim por diante. Para o filosofo, somente os seres humanos possuíam almas que envolviam essas capacidades racionais. Essas almas, no entanto, compartilhavam a mesma função com as plantas e os animais no que tange à nutrição e, somente com os animais, a capacidade de movimento e de percepção. Nesses termos, podemos dizer que uma alma, em um sentido amplo, é a forma de um corpo vivo.

De acordo com a Bíblia, o ser humano é criado por Deus como uma unidade na pluralidade de suas dimensões (alma, mente e espirito). A concepção da existência dessas dimensões no ser humano é considerada uma verdade irrefutável para os cristãos, porém, esse assunto foi motivo de árduos debates no curso da história do pensamento cristão. Para os autores dos primeiros séculos, foi um desfio fazer a passagem da visão unitária da antropologia bíblica para o cenário cultural Greco-latino, marcado pela influência da filosofia platônica. A enculturação da antropologia bíblica neste contexto antropológico exigiu muita perspicácia reflexiva dos autores da época para não prejudicarem as verdades basilares sobre o ser humano (integralidade antropológica, unidade pluridimensional, etc.).

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