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Santo Agostinho E São Tomas De Aquino

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Por:   •  27/3/2015  •  3.208 Palavras (13 Páginas)  •  410 Visualizações

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INTRODUÇÃO

Este trabalho conta um pouco da vida e da obra de dois reconhecidos filósofos cristãos que dedicaram suas vidas na busca incessante dos ideais cristãos: Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.

Tomás de Aquino ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos existentes até os dias atuais. O pregador da razão e da prudência; Doutor da Igreja, inverteu prioridades no pensamento medieval, dando ênfase ao mundo real e ao aprendizado pelo raciocínio.

Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante filósofo, escritor, bispo cristão e teólogo, responsável pela elaboração do pensamento cristão. Escreveu 113 trabalhos, 224 cartas e mais de 500 sermões. Analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina.

Se abordará neste trabalho com mais ênfase as obras “Suma Teológica” de Tomás de Aquino, onde deixa claro sua posição sobre o Tratado da Lei e “Cidade de Deus”, escrito por Agostinho quando da queda de Roma, onde chegou à conclusão de que havia uma cidade espiritual e uma temporal, significando para ele uma ordem civil e uma ordem religiosa, uma laica e uma sacra, pela relevância que apresenta para o curso de direito.

SÃO TOMÁS DE AQUINO.

Tomás de Aquino nasceu em 1225 na Itália, no castelo de Roccasecca, mas precisamente perto de Aquino (comuna italiana da região de Lácio) na Campânia, da família feudal dos condes de Aquino. Começou seus estudos no grande mosteiro de Montecassino, da ordem de São Bento de Cassino, passando a estudar no studium generale, em Nápoles, em 1239, como aluno daquela universidade, recebendo grande influência em filosofia e teologia nesta instituição por parte de seu professor Pedro da Ibérnia e de um pregador dominicano que procurava adeptos para a Ordem dos Pregadores, João de São Juliano.

Em 1244, depois de ter estudado as artes liberais, com dezenove anos de idade Aquino entrou na ordem dominicana, renunciando a tudo, menos à ciência. Com essa renúncia radical por parte de Aquino, sua família demonstrou uma forte reação, chegando a prendê-lo no castelo da família por um ano, entretanto, não conseguiram influencia-lo e Aquino fugiu de sua prisão indo para Nápoles e depois Roma, se dedicando ao estudo assíduo da teologia, junto com João de Wildeshausen, mestre geral da Ordem dos Pregadores.

Com medo de que sua família tentasse influencia-lo novamente, Aquino foi enviado para a faculdade de Artes da Universidade de Paris, tendo como mestre Alberto Magno, primeiro na universidade de Paris (1245-1248) e depois em Colônia, onde foi nomeado studentium general. Passou a viver nesta época no convento de Saint Jacques.

Aquino lecionou em Colônia como professor aprendiz, instruindo seus alunos nos livros do Antigo Testamento e passou a escrever “Comentário Literário sobre Isaías”, “Comentário sobre jeremias” e “Comentário sobre as Lamentações”.

Aquino sempre foi uma pessoa muito reservada, falando pouco e, por esse motivo, passou a ser chamado por seus colegas de aula de “Boi Morto”. Quando o professor Alberto Magno viu seus apontamentos, disse a um dos colegas de Aquino que: “Chamais Tomás de “o boi mudo”, mas vos asseguro que seus mugidos ouvir-se-ão por toda a terra”. O que se profetizou.

Ao se tornar “bacharel das sentenças”, escreveu “Comentário sobre as sentenças para seus amigos dominicanos de Paris.

Em 1252 Aquino voltou para a universidade de Paris, onde deu aulas na Unidade do Intelecto, a qual era a favor da existência individual da faculdade de pensar e do caráter essencial e exclusivo das pessoas. Ensinou até 1269, quando regressou à Itália, chamado à corte papal.

Aquino foi nomeado regente principal em teologia em Paris em 1256 e escreveu “Contra aqueles que Ameaçam a Devoção a Deus e a Religião”, defendendo as ordens mendicantes que estavam sob ataque por Guilherme de Saint-Amour.

De 1256 a 1259, Aquino escreveu diversas obras, dentre elas: “Questões em disputa sobre a verdade”, “Comentários sobre “De trinitate” de Boecio” e “Comentário sobre “De hebdomdibus” de Boecio”.

Retornou a Nápoles em 1259 e foi nomeado em 1560 como pregador geral pelo capítulo provincial. Em 1561 foi enviado a Orvietto como leitor conventual responsável pela formação dos frades que não podiam frequentar um studium generale. Onde escreveu a “Suma contra os Gentios”, “A corrente de ouro” e escreveu obras para o papa Urbano IV, como a liturgia para a festa de Corpus Christi e “Contra os Erros dos Gregos”. Também constam da lista de obras escritas em Orvietto “Resposta ao irmão João de Vercelli sobre os 108 artigos retirados da obra de Pedro de Tarentaise”.

Foi teólogo papal do Papa Clemente IV em 1265. No mesmo ano foi ordenado para ensinar no studium convertuale do Convento de Santa Sabina, que pouco tempo depois passou a ser o primeiro studium provinciale e hoje é chamado de Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, famoso "Angelicum", como era conhecido Tomás de Aquino.

Em Santa Sabina Aquino escreveu sua famosa e interminada obra “Suma Teológica”, dedicada aos estudantes em seus primeiros anos.

Aquino escreveu também a obra “Do Poder”, que foi retirada dos inúmeros debates sobre o poder de Deus conduzido por ele.

Entre os anos de 1259 e 1268 Tomás de Aquino instruiu-se na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas explanações a respeito da Física, da Metafísica (parte da Filosofia que estuda a essência dos seres), da Ética (esfera da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana) e da Política defendida por Aristóteles; na sequência dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”, finalizada no ano de 1242.

Ficou no convento de Santa Sabina até 1268 quando foi chamado de volta a Paris sendo nomeado como regente mestre da Universidade de Paris pela segunda vez, onde lutou contra o averroísmo de Siger de Brabante. Nesta época escreveu duas obras, "Sobre a Unidade do Intelecto, Contra os Averroístas", onde ataca o averroísmo, que crescia muito nas universidades da época, como sendo incompatível com a doutrina cristã; terminou a segunda parte da "Suma" e escreveu "Dos Virtuosos" e "Da Eternidade do Mundo", esta última tratava do controverso

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