TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

"A CULINÁRIA AFRO-BRASILEIRA NAS OBRAS DE JORGE AMADO".

Por:   •  23/3/2015  •  1.313 Palavras (6 Páginas)  •  447 Visualizações

Página 1 de 6

“A CULINÁRIA AFRO-BRASILEIRA NAS OBRAS DE JORGE AMADO”

1- Os ingredientes-base escolhidos a partir dos textos são: a pimenta, o azeite de dendê e a mandioca.

A PIMENTA- é um ingrediente em vários pratos baianos, africanos e indígenas. As africanas quando chegaram ao Brasil já conheciam e usavam. As mucamas das senhoras dos engenhos encontraram as pimentas na cozinhas, pois as mesmas já eram usadas pelas indígenas, elas podiam ser as de cheiros ou as malaguetas. (Radel, p.41)

A pimenta é usada no cozimento da comida baiana, com exceção do acarajé, do abará, do aberém e da passarinhada, que recebem a pimenta depois de pronto. Cuidado se for pedir a alguma vendedora de acarajés e de abarás se perguntar se você quer quente ou frio, se for quente vira com muita pimenta e frio um pouco menos, muitas vezes turistas desavisados pensam que o frio ou quente se refere à temperatura do bolinho e não na quantidade de pimenta. A pimenta é uma oferenda nos terreiros de Exu, orixá bravo, guerreiro, que gosta de comida quente e de cachaça. A pimenta e a cachaça se juntam a farofa de dendê, feijão, inhame e pipoca para o padê que lhe será oferecido na intenção de que ele não venha perturbar os trabalhos de qualquer cerimônia.

Acarajé da Tendas dos Milagres

Ingredientes: 1 kg de feijão-fradinho

1 kg cebola

1 cebola para a fritura

Sal a gosto

Azeite de dendê (o quanto baste para a fritura)

Modo de fazer: Bata o feijão-fradinho seco rapidamente no liquidificador, só para quebrar o grão, mas sem esmigalhar.

Ponha o feijão de molho n’água – água suficiente para cobrir os grãos – de um dia para o outro.

Escorra a água e lave o feijão retirando toda a sua casca.

Passe o feijão todo descascado no moedor de carne (para fazer pequena quantidade pode-se bater no liquidificador).

Rale o quilo de cebola.

Coloque a massa de feijão num caldeirão e misture nela o sal e, aos poucos, a cebola ralada, batendo tudo com uma colher de pau até que esteja bem incorporado.

Numa frigideira coloque bastante azeite de dendê – que ultrapasse a metade do acarajé durante a fritura – e deixe esquentar bastante. (Neste azeite de dendê coloca-se a cebola inteira descascada).

Dê a forma aos acarajés com duas colheres, colocando-os a fritar no azeite de dendê quente (para facilitar o trabalho passe as colheres por água a cada acarajé colocado no dendê).

Quando um lado estiver frito, vire com a ajuda de uma escumadeira para fritar o outro.

Pode ser servido puro, ou cortado ao meio só com molho de pimenta ou recheado de vatapá e molho de camarão seco. (Costa , p. 7).

O AZEITE DE DENDÊ – a palavra dendê tem origem na palavra dendê do quimbundo, linguagem dos bantos de Angola, que significa palmeira e sem azeite de dendê não se tem axé . O azeite consumido na Bahia é resultado da retirada do óleo do fruto da palmeira Elaeis guineensis, o dendezeiro, o azeite é retirado da sua polpa do fruto. O azeite primeiramente foi usado na Bahia para fins de iluminação, e com a entrada das mucamas na cozinha elas foram aos poucos substituindo o azeite de oliva, por razões econômicas e logísticas, já que o azeite de oliva sofria com as irregularidades do transporte e as várias guerras européias (Radel, p 32).

A MANDIOCA – “a mandioca foi uma dádiva de Deus para os indígenas e a grande herança que eles deixaram para a alimentação dos brasileiros” (Randel, p.43). A mandioca ou aipim, a chamada mandioca mansa ( Maninhot esculenta), a forma mais comum de se comer à mandioca no Brasil e por meio da farinha, farinha seca, como é conhecida no Rio Grande do Sul. Serve para acompanhar churrasco, no preparo de farofas, de pirão, de papa, nos bolos, nos mingaus, nos cuscuzes, nas pamonha de carimã e nas tapiocas.

Nos pratos típicos baianos só participa diretamente de dois pratos: o olubá e o qibombo, nos outros é adjunta, como nas feijoadas, nos sarapatel, do cururu, do curu, do abofe e do ochinchim de bofe. A farinha é usada nos terreiros para homenagear Omulu e Exu, na farofa de dendê para Ogum, para Ossãim.

Toda essa mistura de sabores e crenças foi espalhando-se é hoje os sabores da Bahia são conhecidos e valorizados, chegando

...

Baixar como (para membros premium)  txt (8.4 Kb)  
Continuar por mais 5 páginas »