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IMPERALISMO NO CONTINENTE AFRICANO

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Por:   •  12/7/2014  •  991 Palavras (4 Páginas)  •  446 Visualizações

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Descrição da atividade

Considerando os estudos realizados, desenvolva uma pesquisa em sites e/ou bibliotecas sobre o imperialismo. Em seguida, elabore um texto breve contemplando as seguintes questões:

1) O que foi o Imperialismo e como foi implantado?

2) De que modo o Imperialismo marcou o continente africano? Quais suas principais

justificativas?

3) Escolha uma das nações imperialistas e analise como essa nação marcou a cultura

e a sociedade que dominou na África, bem como de que modo os povos africanos dominados por essa nações obtiveram suas independências.

Até o século XIX, o litoral do continente africano era a única região em que tínhamos a presença colonial europeia. Em suma, as atividades nessas regiões se resumiam ao lucrativo tráfico negreiro que marcou o desenrolar da economia mercantil. Num segundo momento, a presença europeia se deu de forma muito mais enfática e estabeleceu a desarticulação de várias comunidades diferenciadas por suas características culturais e linguísticas. Uma vez que a Europa passava pelo processo de Revolução Industrial, e por tanto necessitava de matérias-primas e novos mercado consumidores para as mercadorias produzidas pelas indústrias europeias, obteve como solução para esse problema a exploração de regiões da Ásia e África.

Assim na segunda metade do século XIX, a África foi colonizada e explorada por nações europeias, principalmente, Reino Unido, França, Holanda, Bélgica e Alemanha, ficando esse período conhecido como neocolonialismo.

Para tanto o continente africano foi “repartido” entre os países europeus que implantaram um sistema imperialista, desrespeitando a cultura e diversidade étnica na região.

O primeiro evento de ocupação imperialista ocorreu entre 1830 e 1857, quando os franceses realizaram a conquista da Argélia. Em linhas gerais, essa conquista recuperou o prestígio francês perdido após as guerras napoleônicas e assegurou grandes lucros às empresas do país. Logo em seguida, foi a vez dos franceses se afixarem na Tunísia e afixarem seus domínios na África Ocidental Francesa e na África Equatorial Francesa. Tal domínio também contou com a conquista de Madagascar e Marrocos.

Os britânicos realizaram sua incursão imperialista promovendo a conquista do Egito e a consequente obtenção do Canal de Suez. Do ponto de vista econômico, o Canal de Suez permitia a integração entre os grandes centros industriais europeus e as colônias asiáticas através da ligação entre o mar Mediterrâneo e Vermelho. Logo após o domínio do Egito, o Sudão também foi incorporado como mais uma das parcelas do território imperial da Inglaterra.

A continuidade do projeto imperialista inglês aconteceu com a conquista da Rodésia, Uganda, Zanzibar, Quênia, África Oriental Inglesa, Serra Leoa, Costa do Ouro, Nigéria, Gâmbia. Para controlarem a rica região sul-africana, os britânicos tiveram que entrar em conflito com os colonos de origem holandesa na chamada Guerra dos Bôeres, que ocorreu entre os anos de 1899 e 1902.

No ano de 1876, o rei belga Leopoldo II promoveu a anexação de toda a bacia do Congo, que foi transformada em território de ingerência pessoal. Com tudo, em 1908, o governo da Bélgica decidiu que a possessão seria reintegrada ao Estado, tendo em vista o terrível morticínio provocado pela dominação do monarca. Nas últimas décadas do século XIX, Alemanha e Itália, após a tardia unificação de seus respectivos Estados Nacionais, também avolumaram o imperialismo na África.

Os alemães promoveram a formação da África Oriental Alemã, composta pelos territórios de Ruanda-Burundi e Tangancia. Já na porção ocidental do continente, os germânicos controlaram Camarões, Togo e a atual Namíbia. Os italianos foram responsáveis pelo controle do litoral Líbio, da Eritreia e da Somália. O controle absoluto do “Chifre Africano” só não ocorreu por causa da derrota italiana na batalha de Ádua, vencida por um mal preparado exército etíope.

Como características desse processo os países europeus forçaram os povos africanos a seguirem aspectos culturais europeus, justificando que estavam

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