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Os Negros E O Samba Em Madureira E Oswaldo Cruz No Rio De Janeiro

Por:   •  13/8/2014  •  4.744 Palavras (19 Páginas)  •  286 Visualizações

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RESUMO:As práticas cotidianas, sejam em um projeto ou em sala de aula, ainda carrega a lógica de que cada área deve dar conta de suas especificidades , trazer a discussão assuntos referente a cultura afro em especial ,o samba, que e´ o foco desta pesquisa ainda é um tabu , pois

alguns profissionais entendem que tal discussão não faz parte de sua formação acadêmica ,ou seja ,não é de seu domínio, por questões relacionadas a formação. A literatura afro-brasileira se apresenta em desvantagens em nossa sociedade ,algumas formações docente não dão o enfoque necessário para contribuir para tal conhecimento na graduação, contribuindo para a formação de um profissional críticos e difusor da cultura afro de sua cidade e de seu país .As contribuições de Amâncio,Gomes e Jorge(2008,P.01) aponta que:” Até quando os cursos de Pedagogia e de licenciatura continuarão negando ou omitindo a inclusão do conteúdo da Lei nº. 10.639/03 nos seus currículos ? O que fazer diante das lacunas que comprometem a implantação dessa Lei?”. É importante ressaltar que a Lei não se destina ,só para o conhecimento do negro , mas também para toda a sociedade brasileira de forma que esta venha mudar o seu olhar para as contribuições dadas pelos africanos na identidade brasileira. De acordo com o exposto o objetivo desta pesquisa é trazer discussão a tona, junto aos profissionais que atuam na Vila Olímpica Clara Nunes , dando um tratamento pedagógico e social para os assuntos relacionados a formação afro cultural existente no entorno , bem como os hábitos de convivências que existem nesta geografia da cidade que acontecem até os dias de hoje, através de encontros festivos, que ocorrem nas adjacências de Madureira e Oswaldo Cruz de forma que estes profissionais se sintam pertencidos a este espaço e sejam difusores deste legado deixado pelos africanos e afro- descendente que deram a origem a este jeito de ser e viver do carioca do subúrbio da central .

Palavras Chaves- Samba- Negro afro-carioca –Madureira

1

Trabalho apresentado no II congresso Baiano de Pesquisadores Negros –GT Culturas, africanidades e etnia .

2

Graduação Pedagogia e História- Universidade Unificada de ensino Augusto Mota

3

Aluna de Pós- Graduação Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro –Curso Diversidade Étnica Brasileira

4

Orientador Valter Filé

Introdução

A cidade do Rio de Janeiro, no século XIX foi marcada por muitas visitas estrangeiras e estes eram recepcionados pelos negros escravos que os conduziam do navio por botes até as acomodações que poderiam ser em residências ou hotéis , o interessante que geralmente este mesmo navio traziam negros escravos para serem comercializados. A visão que estes visitantes tinham de uma cidade de dentro do navio ao chegar na baia de Guanabara, era de casas cobertas por montanhas e cercadas pelo mar, mas que destoavam da carga humana que o navio trazia e também dos negros que os serviam em sua chegada ,que tinham na aparência física traços de sofrimento e maus tratos . Ao permanecerem e se ambientarem na cidade estes turistas estrangeiros , tinham a impressão de está em um país da África, em determinado horário do dia quando os brancos ficavam reclusos devido o forte sol de meio dia . Conforme cita Karasch (2000),o Rio era único não só em sua beleza natural, mas também por sua grande população africana escrava.

A História carioca sempre nos deu a impressão de uma cidade branca com traços europeus e trajes muito refinados dando ênfase apenas a população européia , provavelmente isso se deu devido as escritas dos lusos que por aqui viviam que ignoravam a presença dos negros na sociedade urbana do Rio de Janeiro. Karasch (2000) apud Coaracy.

O Rio de Janeiro por receber muitos viajantes estrangeiros, neste período, conta com uma literatura, que deve ter uma análise cuidadosa, porém que apresenta a história da população negra não só nas lavouras e minas , mas também nos serviços domésticos , comerciais , artesanais e até mesmo na arte musical , tais registros foram também identificados em obras artísticas como por exemplo Debret que retratou o cotidiano dos negros de forma real.

“Não apenas escravos ocupados no comércio se movimentavam continuamente

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