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Representações Utópicas do Ensino de História

Por:   •  3/2/2017  •  Resenha  •  1.385 Palavras (6 Páginas)  •  19 Visualizações

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

METODOLOGIA DO ENSINO DA HISTÓRIA

MANAUS – 2016

MARIA PAULA DE S. PINHEIRO

Trabalho solicitado pela Profª. Dra. Patrícia Rodrigues da Silva como requisito básico para obtenção de nota referente à disciplina Metodologia do Ensino da História.

MANAUS – 2016

RESENHA CRÍTICA

  • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

NETO, Antônio Simplício de Almeida. Representações Utópicas no Ensino de História. – São Paulo: Editora Unifesp, 2011.

  • CREDENCIAIS DOS AUTORES

“Possui Bacharelado (1987) e Licenciatura (1989) em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP (1987); Mestrado (1996) e Doutorado (2002) em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - FEUSP, áreas de Didática e História da Educação e Historiografia, respectivamente.

          Atualmente é professor da Universidade Federal de São Paulo, campus Guarulhos, curso de História. Tem experiência na área de História, com ênfase em Ensino de História e História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de história, formação de professores, educação e ensino, história, memória, representação e cultura escolar. ” (Texto informado pelo autor - lattes)

        Além do livro Representações Utópicas no Ensino de História, Antônio é autor de artigos, textos em jornais de notícias/revistas; tem trabalhos completos publicados em anais de congressos e outros. O autor tem uma extensa produção e publicação na área de Didática e História da Educação.

  • RESUMO DA OBRA

O livro tem como objeto de estudo, um tema que tem sido bastante pertinente e atual: O ofício do professor. Vivemos em um período de crise no âmbito escolar onde os professores enfrentam os grandes dilemas da educação, que são justamente as dificuldades encontradas que bombardeiam os profissionais diariamente ao exercer o seu papel como professor.

Ao se deparar com a rotina dentro da sala de aula, o professor passa a acreditar que sua profissão é impossibilitada de criar e conforma-se com as técnicas saturadas e automatizas, é nesse momento que é necessário um olhar crítico para que se enxergue fatores que passam despercebidos.

O texto consiste em relatos orais de professores que lecionaram em um período de mudanças na sociedade brasileira, que baseado em suas complexas vivências, culminaram em práticas reprodutivas e criadoras, produtos e obras. E através dos relatos ao decorrer do texto, podemos observar as representações dos professores no que se denomina área de conhecimento e disciplina escolar, cotidiano dos professores, qualidade de ensino e por fim, a dimensão utópica.

  • RESENHA CRÍTICA
  1. UTOPIA, REPRESENTAÇÕES E MEMÓRIAS.

I.1 Anseios de transformação.

Podemos considerar a interpretação de Walter Benjamin como uma ótima ilustração das condições dos professores nas últimas décadas. Um olhar cauteloso para o passado, vontade de juntar todos os fragmentos, ânsia pela reconstrução e uma vontade incansável de transformação. Essa comparação pode ser confirmadas através dos relatos dos professores, não somente dos que estão presentes neste texto, mas nos demais profissionais da área.
          A ideia principal desse primeiro capítulo, concentra-se em ajudar “o aluno a entender o homem como agente de história.” Provendo através deste, um pensamento crítico dos acontecimentos passados e presentes.  Como consequência dessa crise na educação, nos deparamos com um profissional da história totalmente impossibilitado nas suas tentativas de olhar para o passado sem que a junção de todos os seus fragmentos seja inútil. O que nos leva a observar que existem dois lados, os que estão totalmente desacreditados e aqueles que acreditam que por meio do ensino da história, pode ser possível regular consciência e comportamentos e acelerar movimentos de transformações, porém, para o autor,  tudo isso soa como uma grande ilusão.

I.1.1 Crise das utopias.

Essa crise das utopias, está contextualizada naquilo que chamamos de crise da modernidade e da pós-modernidade; essas discussões traz consigo queixas dos pós-modernistas a respeito da descrença de utopia. E segundo Ricoeur: “não podemos imaginar uma sociedade sem utopia, porque seria uma sociedade sem metas.” Com essa rejeição as utopias, o homem cederia a ideia de moldar a história e com ela sua oportunidade de compreensão. O ensino de história tem como objetivo apostar nas transformações positivas e esboçar um novo futuro por meio do resgate das críticas ao passado.

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