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Resenha Por Uma Outra Globalização: Do Pensamento único à Consciência Universal. Rio De Janeiro: Record, 2001. (Páginas: 17 à 78)

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Por:   •  10/12/2014  •  2.762 Palavras (12 Páginas)  •  502 Visualizações

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Vivemos em um mundo confuso e confusamente percebido, onde é mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas e ao mesmo tempo as vertigens criadas pela própria velocidade. Temos que considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo como nos fazem vê-lo, o segundo o mundo como ele é e o terceiro como fábula, a globalização como perversidade e outra globalização. A globalização como fábula se dá por nos fazermos acreditar que a difusão instantânea de notícias realmente informa as pessoas, se difunde a noção de tempo e espaço contraídos. Torna-se mais distante o sonho de uma cidadania verdadeiramente universal, o culto ao consumismo é estimulado. Para a maior parte da humanidade a globalização está se impondo como uma fábrica de perversidades. Aumenta o desemprego, a pobreza, a classe média perde em qualidade de vida. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médios e da informação. Temos em primeiro lugar uma globalização mais humana. Fatos novos indicam a emergência de uma nova história. Verificamos a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos em todos os continentes. Outro dado de nossa era, que indica uma possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. Através de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta ultima uma verdadeira revanche ou vingança. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada homem. É isso também, que permite conhecer as possibilidades existentes e escrever uma nova história.

Para entender a globalização, há dois elementos fundamentais a levar em conta: o estado das técnicas e o estado da política há muitas interpretações a partir das técnicas e a partir da política. Na verdade nunca houve na história humana separação entre as duas coisas. A Globalização não é apenas a existência desse novo sistema de técnicas. A unicidade da técnica, a convergência dos momentos, a cognoscibilidade do planeta e a existência de um motor único na história, representado pela mais-valia são os fatores que contribuem para explicar a arquitetura da globalização atual. Kant dizia que a história é um progresso sem fim; acrescentemos que é também um progresso sem fim das técnicas. Cada sistema técnico representa uma época, por exemplo, a foice, a enxada, o ancinho representa, uma época. A técnica atual é a era da informação, por meio da informática, da eletrônica. Esse fenômeno não permite que as outras técnicas existam, mas o novo conjunto de técnicas passam a ser usados pelos novos atores hegemônicos, enquanto os não hegemônicos continuam utilizando conjunto menos atuais e menos poderosos. O sistema dominante do mundo de hoje tem a característica de ser invasor, busca espalhar-se por territórios. Há uma relação de causa e efeito entre o progresso técnico atual e as demais condições de implantação do atual período histórico. Há uma confluência dos momentos como resposta àquilo que, do ponto de vista da física, chama-se de tempo real e , do ponto de vista da física, chama-se de tempo real e do ponto de vista histórico, será chamado de interdependência e solidariedade do acontecer. Nunca houve esta possibilidade em ter em mãos o conhecimento instantâneo do acontecer do outro. Essa grande mudança na história tornou-nos capazes seja onde for de ter conhecimento do que é o acontecer do outro. Porém a informação instantânea e globalizada por enquanto não é generalizada e veraz porque atualmente intermediada pelas grandes empresas da informação. A mais valia universal, é o motor único hoje. Esse motor único se tornou possível porque nos encontramos em um novo patamar de internacionalização, com uma verdadeira mundialização do produto, do dinheiro, do crédito, da dívida, do consumo, da informação. Esse sistema de forças pode levar a pensar que o mundo se encaminha para algo como uma homogeneização, uma vocação a um padrão único, o que seria devido, de um lado à mundialização da técnica, de outro, à mundialização da mais-valia. Em nenhum lugar houve completa internacionalização. A cada avanço de uma empresa, oura do mesmo ramo solicita inovações que lhe permitam passar à frente da que antes era campeã. Por isso tal mais-valia está sempre correndo, quer dizer, fugindo para frente.

O período atual diferente de qualquer outro vai permitir o que nenhum outro período ofereceu ao homem, a possibilidade de conhecer o planeta profundamente. Isso se deve aos progressos da técnica devido aos progressos da ciência. Isso não quer dizer quer dizer que tenhamos assim, os processos históricos que movem o mundo, mas ficamos mais espertos mais perto de identificar momentos dessa evolução. O verdadeiro valor das coisas é o fundamento da correta interpretação de tudo o que existe. Períodos antecedidos e sucedidos por crises, isto é, momentos em que a ordem estabelecida entre as variadas, mediante uma organização é comprometida. O período atual, as suas variáveis características instalam-se em toda parte e a tudo influenciam, direta ou indiretamente. Este período e esta crise são diferentes daqueles do passado, porque os dados motores e os respectivos suportes que constituem fatores de mudança, nem são privilégios de outros continentes e países, como antes. Então neste período histórico a crise é estrutural. Tirania do dinheiro e tirania da informação são os pilares da produção da história atual do capitalismo globalizado, daí o papel avassalador do sistema financeiro e a permissividade do comportamento hegemônico. Como, porém as atividades hegemônicas tendem a uma centralização, consecutiva à concentração da economia, aumenta a inflexibilidade dos comportamentos no corpo social. Grandes mudanças testemunhadas a partir do final do século XX. As novas condições técnicas, e as condições favoráveis para uma ação humana mundializada, torna um mundo unificado. A competitividade resultada da tirania, do dinheiro e da informação, é a fonte de novos totalitarismos que são aceitos devido à confusão dos espíritos. Contamina também as formas de agir dos estados, das empresas e indivíduos. Há um verdadeiro retrocesso em função do bem público e de solidariedade. O aumento da pobreza e agravos da soberania enquanto se amplia o papel das empresas na regulação da vida social. O caráter perverso atual se dá melo forma como a informação é oferecida

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