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Seminário: Micro-História. LEVI, Giovanni. "Sobre A Micro-história". In: BURKE, Peter (Org.). A Escrita Da História: Novas Perspectivas. Págs. 133-162. São Paulo: Editora UNESP, 1992.

Por:   •  26/11/2014  •  1.430 Palavras (6 Páginas)  •  1.049 Visualizações

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A Micro-história, inicialmente, a partir da década de 1970, surge de um movimento de historiadores italianos, associados a uma determinada linha editorial, a Einaudi. Esses historiadores apontam para a riqueza de possibilidades proporcionada pela micro-análise social. Esta perspectiva constituiu-se uma espécie de reação contra metodologia e conceitos consagrados por produções da história social dimensionadas pelo paradigma de uma abordagem macro-social totalizadora. Logo essa "nova" perspectiva de narrativa da história a partir do micro ganha adeptos em outros lugares.

As proposições metodológicas da Micro-história baseiam-se no recorte temático em um assunto bastante específico.

Abordagens da Micro História para Giovanni Levi

A micro-história tem como proposta uma história experimental. No lugar de fazer uma leitura do passado já de antemão estruturada, trata-se de explicar o passado a partir de elementos retirados “empiricamente” do próprio contexto recriado entre configurações constantemente em adaptação. O sistema são estruturas compostas por elementos micros. A diferença disto para um relativismo é que ainda se procura explicações maiores.

Revel define a micro história como a tentativa de estudar o social, não como um objeto investido de propriedades inerentes, mas como um conjunto de interrelacionamentos deslocados, existentes entre configurações constantemente em adaptação.

Um dos problemas que queremos levantar aqui é o da Revisão Teórica, ou seja, como a Historiografia se apropria dos conceitos das Ciências Sociais: Conceitos nas ciências sociais imprecisos e utilizados metaforicamente.

Caracterização da Micro-história (P. 133)

A micro-história é essenciamente uma prática historiográfica em que suas referências teóricas são variadas e, em certo sentido, ecléticas. O método está de fato relacionado em primeiro lugar, e antes de mais nada, aos procedimentos reais detalhados que constituem o trabaho do historiador, e assim, a micro-história não é definida em relação às microdimensões de seu objeto de estudo.

Nesse sentido, Levi define a micro-história como um trabalho experimental por não ter uma ortodoxia estabelecida para dele se servir (crítica ao marxismo e estruturalismo, modelos na História da Historiografia até então anteriores). Com efeito, ter-se-ia um movimento epistemológico do fato para teoria e não da teoria para o fato como objetivos últimos. Essa perspectiva apareceu em História no contexto político da década de 70 em resposta dos Historiadores aos grandes sistemas funcionalistas e marxistas que até então dominavam a História Social. Tal como Levi nos fala de uma revisão do aparato conceitual e um deslocamento no que diz respeito à falência dos sistemas e paradigmas existentes para uma completa revisão dos instrumentos de pesquisa atuais.

O que interessa tanto o historiador neste movimento e que permitirá qualificá-los segundo apresentação de Burke de neopositivistas, pode ser visto a partir da ênfase na pesquisa que Barth tão bem expressou em sua teoria da etnicidade colocada diretamente do campo antropológico dando destaque para o empírico.

Críticas ao movimento da mudança social. (P. 134)

Progressão regular pelos agentes sociais conforme dois modelos: ou conforme as solidariedades ou conforme o conflito (dialética marxista) em algum determinado sentido, naturais e inevitáveis. (P. 134

Ao Processo Histórico possuindo um sentido único, aqui também cabe a palavra História, mas com outro valor semântico que não o da Disciplina.

A crise, outras respostas e justificação. (P. 135)

Levi coloca que a micro-história com certeza não foi à única resposta a esta crise aos postulados da História Social. Havia, contudo, várias reações possíveis para a crise, e a micro-história em si nada mais é que uma gama de possíveis respostas que enfatizam a redefinição de conceitos e uma análise aprofundada dos instrumentos e métodos existentes. (P. 135)

A justificação de Levi mostra sua posição perante as outras formas de resposta à crise deste contexto que, segundo o autor , são: ‘absolutamente mais drásticas, que com freqüência desviam para um relativismo desesperado, para o neo-idealismo ou mesmo para o retorno a uma filosofia repleta de irracionalidade.’. (P. 134)

Sujeitos que praticam a Micro-História. (P. 135)

Aqueles historiadores que aderiram à micro-história em geral tinham suas raízes no marxismo, em uma orientação política para a esquerda e em um secularismo radical com pouca

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