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A Batalha Pela Vida

Por:   •  24/11/2013  •  477 Palavras (2 Páginas)  •  221 Visualizações

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12 de Maio de 2013

A vida não é escrita sem luta e sangue.

Se a sua é, então você não vive, mas sobrevive. Deus me livre de ser como você. Gosto da minha vida com lutas e ultimamente, elas tem sido diárias e com direito a bolsas de sangue.

Se você está lendo esse livro atrás de aventura e sonhos de outro, feche-o. Dê a alguém que mereça le-lo por que aqui não tem sonhos. Há muito eu não sonhos. Aventuras talvez tenha, mas depende do que você considera aventuresco.

Eu não considero esse momento da minha vida uma aventura, mas uma batalha para ver mais um sol nascer. Eu tenho um câncer que outrora era impossível de tratar, hoje, impossível.

Essa é a histórias de alguém que não se contentou em deixar uma carta para a família e amigos e decidiu escrever um livro. Só Ele sabe quantas paginas serão escritas. Os médicos acreditam em 5 meses, mas acho uma morte lenta demais. Viver tudo isso.

A todo o momento que escrevo paro para tossir, o câncer já atingiu meu pulmão, mas o transplante é inviável por que já se espalhou por boa parte do meu abdômen, meu estomago já era e eu só tenho um rim.

Desculpa se sou direta demais e não floreio meus dizeres, mas não tenho tempo para frescuras. Eu usava esse notebook antes apenas para manter um contato com o mundo lá fora, mas depois do que vi ontem... foi horrível.

Quando chegue aqui Dona Sonia já estava aqui e já era desenganada pelos médicos, mas ela tinha uma força incrível. Ela sorria quando os filhos vinham vê-la e não transparecia qualquer dor que estivesse sentindo, mas ontem ela resmungou e se contorceu na cama. Perguntei se queria que eu chamasse as enfermeiras e ela começou a resmungar baixinho, mas disse não. Eu sei que ela não sente dor física, pois assim como eu a medicam para isso, mas ela resmungava e rezava ao mesmo tempo.

Ela era devota de Nossa Senhora e murmurar a oração a Ave-Maria foi as suas ultimas palavras. Eu virei as costas e fiquei ouvindo a sua oração até que tudo cessou e eu podia ouvir até o som das gotas de soro caindo.

Não chamei ninguém e quando vieram medicar-nos pela manhã contei a enfermeira. O medico contou agora a pouco para o marido dela e pra uma das filhas. Eles não choraram, estavam preparados.

Depois vieram recolher as coisas dela aqui e deixaram a santinha dela para mim. Eu não contei que ela morreu rezando, mas eles deixaram a mini imagem da santa aqui, mas não sou devota e vou deixar ai.

Minha mãe perguntou como foi e os olhos dela ficaram úmidos, mas saiu antes que eu a visse chorando e foi assim que decide escrever sobre como é ficar aqui esperando a morte, mas não sei se me contento a esperar quieta.

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