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Resenha Livro CASA GRANDE E SENZALA - Gilberto Freire

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Por:   •  4/4/2014  •  3.208 Palavras (13 Páginas)  •  1.291 Visualizações

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RESENHA

Capítulo I: Características gerais da colonização portuguesa do Brasil: formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida.

Em 1532, quando se organizou a sociedade Brasileira,econômica e civil, teve como base a agricultura, por meio do trabalho escravo, primeiro com o índio e depois com o negro. Da união do português com a índia, iniciou a cultura econômica e social do invasor.

Essa predisposição dos portugueses para a colonização hibrida vinha de seu passado étnico, antes cultural, de um povo indefinido entre a Europa e a África. Período esse, onde as influencias africanas ferviam na Europa, acentuado à vida sexual, à alimentação e à religião. Eram os negros e seus costumes desfazendo a dureza moral e doutrinária da igreja medieval. Com toda essa influencia, apesar do constante estado de guerra, não impediu a miscigenação nem a atração sexual pelas índias, fazendo com que uma nova raça surgisse, uma raça hibrida, com maior resistência ao clima e a alimentação, o que favoreceu a colonização. No período colonial, somente quem poderia adquirir a sesmaria eram os cristãos (católicos) sem se importar com caráter, procedência, doenças, declarando-se cristãos, poderiam requerer a sesmaria. O Brasil colonial foi de um povo totalmente desnutrido, tudo aqui eram cana e café, poucos animais nem verduras e legumes, a fartura pintada e escrita por artistas não passam de fantasias para enfeitar a obra, os que eram melhores alimentados sempre foram os escravos, pois precisavam deles fortes e saudáveis para o trabalho duro. (Taylorismo).

Sem a preocupação com as doenças, os europeus infestaram o Brasil colônia com a sífilis, pesquisas afirmam que foram os franceses, pois exatamente nesse período a França sofreu um surto de sífilis, e também com os portugueses, pois foram os responsáveis pela inseminação da doença na Índia. Pode-se dizer que o colonizador português, foi de uma mobilidade, pois conseguiu se adaptar e colonizar o Brasil, apesar das condições adversas.

Capítulo II: O indígena na formação da família brasileira

Com a vinda dos europeus, toda estrutura em que viviam o índio se desmoronou, o contato de uma civilização de uma cultura adiantada com uma civilização de cultura atrasada, ou infantil, podemos assim dizer, desorganizou totalmente o sistema em que viviam. A relação dos portugueses com o índio foi mais tranquilo do que ocorreu com os hispânicos na colonização Inca e Maias. O índio e toda a sua cultura foram modificados para que esse servisse de maquina (escravos) para os senhores de engenho. A igreja teve participação especial nessa desestruturação, impondo ao índio suas crenças e crédulos religiosos, modificando todo o pensamento indígena. O tupi guarani, foi o idioma utilizado para a unificação da identidade indígena. A cultura indígena era de uma riqueza nos costumes, crenças cheio de magias e ritos, e a igreja não aceitavam e proibiam mesmo catequizados, os índios não perderam seus traços. A humanização dos animais, a criação de um ser derivado do cruzamento de homem e animal, dava-se fundamento para lendas com seres dotados de poderes. O inicio da puberdade indígena era marcado com rituais preparando-os para a vida adulta. As mulheres indígenas eram responsáveis pelo trabalho agrícola, pelo cuidado com os filhos, preparo de alimentação, artesanatos, quanto ao índio ficava responsável pela caça e proteção de seu território. Os índios viviam de forma sedentária. Tiveram um papel fundamental na história da colonização, protegendo e auxiliando os primeiros colonizadores a defender o território nacional de embarcações piratas. Porém, na agricultura, pela sua vivencia nômades, não conseguiram se adaptar na monocultura.

A índia, belas mulheres, de cor dourada, com uma higiene fora do comum, e sua nudez, encantaram os portugueses, e esses eram vistos por elas como deuses, e se davam a eles sem pudor e censura, e pela suposta divindade dos portugueses isso seria natural. Os índios não tinham muita noção de sexualidade, a poligamia era normal entre eles, e os colonizadores não estavam acostumados a isso, e ficaram fascinados, e com isso a mortalidade infantil e as doenças (inclusive sexuais) cresceram vertiginosamente. A higiene do índio também foi reduzida, acostumados a andarem nus, quando se vestiram, suas roupas chegavam a apodrecer em seus corpos. O conhecimento médico indígena persiste até os dias atuais, com seus chás e ervas milagrosa. Muitas são as contribuições indígenas em nossa cultura atual, dentre várias se destacam a alimentação baseada em leite, frutas e peixes.

A índia passou de mera espectadora do que estava acontecendo, para peça fundamental da colonização, pois ao se juntar ao homem branco, muitas vezes como esposa, criou uma raça hibrida saudável e preparada para enfrentar o clima e a alimentação, e trouxe consigo a cultura alimentar do índio, como a mandioca, e seus derivados.

Capítulo III: O colonizador português: antecedentes e predisposições

A figura do português, não se dá nem duramente como o espanhol, nem aristocrata como o inglês. O escravocrata terrível que foram os portugueses foi, por outro lado o que melhor se adaptou e confraternizou com as raças chamadas inferiores, pela dificuldade de se firmarem como aristocracia, se não pela falta de homens, mais pela falta de mulher branca, facilitando assim o contato com a mulher exótica. Foi no norte do Brasil, que o processo de colonização se firmou aristocraticamente. O português se fez senhor de terras e homens. Apesar da grandeza de seus latifúndios, os grandes senhores de engenho vivam maltrapilhos, só se arrumando impecavelmente quando saiam “Um português para inglês ver”, isso por causa das criticas que sofriam. Desde que se estancaram as fontes asiáticas, continuou Portugal com seu ar opulento, a não deixar transparecer seus fracassos, mostrando-se ao mundo como é poderoso e importante. Devido às condições de colonização criadas pelo sistema político, das sesmarias e das grandes lavouras, os senhores de engenhos passaram a ter mais poder que a igreja, chegando a ser chamados de coronéis, quem se apadrinhasse com um senhor de engenho tinha proteção até mesmo da policia. A igreja mais poderosa que o próprio Rei, seria substituída pela casa grande do engenho, e vencida pelo oligarquismo e nepotismo dos grandes senhores de terras e escravos. Os padres se acomodaram a situação confortável de sendo parte da família.

No período da colonização,

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