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A temática da surdez em seu aspecto médico, cultural e social, e sobre Libras e a Cultura Surda em seus aspectos

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Por:   •  17/11/2013  •  Pesquisas Acadêmicas  •  1.254 Palavras (6 Páginas)  •  436 Visualizações

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1- A temática da surdez em seu aspecto médico, cultural e social, e sobre Libras e a Cultura Surda em seus aspectos.

Podemos considerar a surdez mais do que uma condição médica onde os indivíduos que são surdos pertencem a uma comunidade e a uma cultura, neste sentido a surdez é única entre os tipos de deficiência. Já no sentido cultural, a surdez é mais forte entre aqueles que a linguagem gestual é o seu idioma principal.

Na medicina a surdez caracteriza-se através da perda ou da diminuição da percepção auditiva que dificulta a aquisição da linguagem oral de forma natural, por esse motivo os médicos interessaram-se em pesquisar a causa da surdez bem como tentar descobrir a cura dessa anomalia. Pontuaram e classificaram a surdez em quatro categorias: os que nasceram surdos; os que adquiriram antes de falar ou escrever; depois de falar; e depois de falar ou escrever. Assim puderam concluir que a surdez por si mesma, não modifica a inteligência da criança, assim provou que elas são capazes de aprender, por meio da associação do som aprendido pelo surdo através do tato e da vibração da laringe, e ou através da utilização de imagem das palavras escritas. As causa da surdes.

Culturalmente os surdos utilizam de uma comunicação espaço visual como principal meio de conhecer o mundo em substituição a audição é a fala, tendo ainda uma cultura característica interdisciplinar compartilhada pela sociedade ouvinte em geral. Já outros por viverem isolados ou em locais onde não exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos, existem surdos que por imposição familiar ou opção pessoal prefere utilizar a língua falada. Os surdos estão incluídos no movimento da história da humanidade, assim são sujeitos sociais que modificam sua cultura.

O conjunto de referências à história dos surdos, o conjunto de estratégias sociais e de códigos sociais utilizados pelos surdos para viverem em uma sociedade feita por e para os ouvintes é definido como biculturalismo.

No campo social, a surdez tem sido no Brasil um desafio na inclusão dos portadores de necessidades educativas especiais, no qual na maioria das vezes, a sociedade alheia a estas questões, enxerga a surdez como uma deficiência que futuramente há de ser abolida através dos “consertos” neurocirúrgicos prometidos pela pesquisa médica, ou pela engenharia genética, ou pela prevenção a doenças (principalmente as que surgem mais nas classes desfavorecidas). Infelizmente o aparecimento da surdez muitas vezes é visto como um mal, um contágio, resultante das más condições sanitárias da classe desfavorecida ou da falta de cuidados familiares ou médicos, ou mesmo como uma fatalidade, como “castigo, punição, ou situação a que se estaria exposto pela purgação de culpas, da própria pessoa ou dos que a cercam”. É certo que cada surdez e cada surdo têm uma história pessoal, onde geralmente a surdez é encarada de maneira pejorativa, como fruto uma falha, uma culpa, uma pobreza, uma fatalidade. Na verdade, sabe-se que a surdez estritamente genética é bastante incomum, onde os cientistas afirmam que 25% da população humana carregam o gen da surdez. Posto á margem das questões sociais, cultural, e educacionais os surdos são vistos e julgados pela sociedade não por suas potencialidades, mas pelas limitações impostas por sua condição. São definidos erroneamente como deficientes e, portanto incapaz, isso acontece por causa de um atraso na aquisição da linguagem que os surdos tem no seu desenvolvimento, já que, na maioria das vezes, o acesso a ela é inexistente ou até mesmo insuficiente.

Atualmente buscasse aos portadores de necessidades especiais o acesso a uma escola para todos, sem separações de sexo, raça, classe social para uma abordagem de educação inclusiva que está aberta para colher e acolher as diferenças. Isso significa atentar para as mudanças onde inclusão é visto como um direito adquirido no cenário brasileiro.

A Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 que regulamenta a Libras como primeira língua da comunidade de surdos, foi criada devido à luta pela conquista de direitos dos surdos em espaços de cidadania a exemplo de: escola, sociedade, igreja e outros que os levem a adquirir independência. A linguagem dos sinais é constituído como elemento identificatório dos surdos, e o fato de constituir-se em comunidade significa que compartilham e conhecem os usos e normas de uso da mesma língua, já que interagem cotidianamente em um processo comunicativo eficaz e eficiente. Isto é, desenvolveram as competências lingüísticas, comunicativa e cognitiva por meio do uso da língua de sinais própria de cada comunidade de surdos. O papel da língua de sinais nas escolas vai além da sua importância para o desenvolvimento

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