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A Escola Que Sempre Sonhei

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Por:   •  17/11/2014  •  1.394 Palavras (6 Páginas)  •  1.347 Visualizações

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A Escola da Ponte de Rubem Alves Abordagem Sócio-cultural (Paulo Freire)

Fazendo uma reflexão sobre o método de Ensino de Paulo Freire a proposta era a prática de despertar a consciência dos “Oprimidos”.

O trabalho de alfabetização faz com que o professor se inteira do que o aluno conhece, para melhor ensinamento. Também a exploração das questões dos temas distribuídos em aula, permite o aluno criar o caminho do senso comum. Acontecendo a visão crítica da realidade e finalmente a conscientização do aluno. O conhecer é interferido na realidade. O professor é animador evitando ser autoritário para não minar as relações.

Com textos próprios dos alunos. Implica no amor à liberdade, que auxilia no aprendizado.

A crítica da “Pedagogia do Oprimido”, livro escrito por Paulo Freire mostra a parceria com a Escola de Ponte de Rubem Alves. Revolucionário como educador, Paulo Freire mostrou que cada um tem a sua realidade e ensinar é respeitar os saberes do aluno com suas diferenças. E que cada uma pode gerar bons frutos.A Escola com sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir

O Livro “ A Escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir”, escrito por Rubem Alves após ter visitado uma escola em Portugal , denominando-se a Escola da Ponte, com mais de trinta anos de existência.

A Escola da Ponte mostra a qualidade do professor e do aluno e sua atuação no ambiente educacional. Os professores são companheiros dos alunos e não tem notas nas avaliações porque os alunos não mostram nas provas o que pensa..

O autor do livro e educador Rubens Alves ao entrar em contato com a Escola da Ponte pôde presenciar a realização de todos os seus anseios educacionais. De forma com que a Escola apresentasse uma prática pedagógica focada totalmente no aluno e em suas necessidades. Fazendo dela um verdadeiro laboratório de novas experiências e aprendizado. Na qual a relação entre educador e educando é repensada e trabalhada de forma bilateral, ou seja, os dois lados são beneficiados

Neste modelo escolar não existe o pensamento de “eu professor sou o detentor do saber”, mas existe sim uma relação dialógica, no qual saberes são trocados e através de experiências reais e do exercício da responsabilidade os educandos tornam-se personagens principais e com isso sentem-se motivados a aprender, participar ativamente deste processo e realizar novas descobertas.

A Escola da Ponte possui uma equipe sólida na qual atua a mais de vinte anos na escola totalizando cento e vinte e cinco alunos. Passaram por um processo de construção incessante de forma coletiva e através de um estudo bem desenvolvido e de erros, seus educadores juntamente com a comunidade criaram as bases de uma proposta pedagógica focada e comprometida com o aluno e com o desenvolvimento de sua criatividade. Partindo da ideia de que o aprendizado pode acontecer de forma prazerosa.

Assim, a Escola da Ponte não apresenta a clássica divisão de salas e aulas, não existe um único espaço partilhado por todos e desta forma a lição social é “todos partilhamos de um mesmo mundo”. Os espaços são amplos, as salas são multisseriadas e o que determina a ação pedagógica são os temas escolhidos que possibilitam o agrupamento dos alunos de acordo com seus interesses em determinados projetos. Um modelo de escola onde todos se ajudam, não existe competição e sim a cooperação.

Rubens Alves avaliando essas experiências relata que a escola da ponte não almeja que a cidadania seja um alvo a ser atingido, mas sim que permita que seus alunos vivam efetivamente a cidadania.

O encanto do autor por essa experiência dá-se pelo fato de o mesmo ser um severo crítico de forma como a escola está organizada. E por isso o mesmo vê a escola da ponte como uma autêntica experiência na qual estimula a inclusão de todos os alunos, agrega valores que permite a vivência real da cidadania. E que forma o aluno considerando a sua totalidade e não apenas o fragmento como normalmente fazem as escolas que seguem modelos tradicionais.

Rubem Alves sempre enfatiza que precisamos ter uma educação que seja ligada com a vida para aprender a viver. Nas escolas comuns não se ensina o prazer. E isso que é a vida, que a move, que a faz melhor. Fazer com que os alunos tenha o prazer de aprender, partilhando de um mesmo mundo, com todos se ajudando, sem competições, sem egoísmo. Sem aquela corrida de quem é o melhor, quem sabe mais. Simplesmente com cooperação e amizade. Sem cronogramas, organizando e colocando regras aos que não seguem o programa. Como um espaço para o jogo.

Lá se compartilha espaços e ambientes, conhecimentos. Tudo em conjunto. Autônomos, colaborando-se entre alunos e professores, sendo solidários mutuamente.

Quando Rubem Alves cita “escola dos sonhos” é porque ela não existe. Nossas escolas são vistas como egoístas, onde cada um vive por si, e são obrigados a cumprir tudo que é estabelecido.

A Escola da Ponte é um espaço onde vive o que se aprender e aprende o que é vivido. Existe uma essência construída a cada dia, em cima do respeito e ajuda com todos. Onde as atitudes, saberes e valores são iguais.

O conhecimento é como uma árvore que cresce e produz frutos. É construído através da realidade vivida pelas

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