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O CICLO VITAL - TRABALHO FINALIZADO

Por:   •  13/9/2021  •  Trabalho acadêmico  •  1.754 Palavras (8 Páginas)  •  12 Visualizações

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UNIVERSIDADE PAULISTA

PSICOLOGIA

JULIA ALVES DA SILVA – F3136G6

NICHOLAS DIAS SALAS – F251730

SAMANTHA DE PAULA – F19EJI6

STEFFANY CASSURU – F262JG1

THALITA MONTEL – N568062

ANÁLISE DE SITUAÇÃO PROBLEMA

SÃO PAULO

2020

Introdução

Este trabalho tem como objetivo análise da situação-problema e a compreensão no que diz respeito ao desenvolvimento infantil na fase que corresponde à Terceira Infância. A partir do estudo das informações, será desenvolvida uma hipótese diagnóstica com embasamento teórico, eliminando o senso comum e o julgamento.

O caso se refere a Salim, uma criança de 8 anos, cujo os pais estão em fase de divórcio e buscam orientação para enfrentar este processo. Os pais contam que Salim vinha apresentando problemas no comportamento familiar e escolar mesmo antes da separação, e cabe a nós avaliarmos a situação e entregarmos uma devolutiva que promova o bem-estar da criança.

Desenvolvimento Teórico

O presente trabalho está dividido em duas seções. A primeira trata dos aspectos teóricos no que dizem respeito ao aspecto físico, familiar, social e psicossocial, personalidade, aspecto cognitivo e linguagem. A segunda discorre a respeito da reflexão sobre o caso.

Aspecto Físico

O desenvolvimento físico ocorre a partir da primeira infância, período que abrange o nascimento e os três primeiros anos. É esperado um crescimento avançado que segue o principio cefalocaudal, de cima para baixo - cabeça e membros superiores; e o princípio próximo-distal, centro do corpo para suas extremidades - cabeça e tronco.

Ao final da primeira infância, em média, a criança já cresceu quase um metro no comprimento, adicionou quase quinze quilos à balança e completou sua dentição com o desenvolvimento de todos os vintes dentes.

Durante a segunda infância, período que abrange o intervalo entre três e seis anos, a criança passa por importantes alterações no crescimento tanto em altura quanto em peso. O crescimento muscular e esquelético avança, a criança torna-se mais forte e resistente enquanto o sistema nervoso propicia que uma grande variedade de habilidades motoras seja desenvolvida.

Além das alterações corporais, o grande avanço ocorre nas áreas sensoriais e motoras do córtex cerebral, permitindo uma melhor coordenação entre o que a criança quer fazer e o que ela consegue fazer. É nesse período que a criança desenvolve as habilidades motoras grossas, como a capacidade de correr e saltar, e as habilidades finas, como a capacidade de abotoar a camisa e desenhar.

O desenvolvimento físico na terceira infância acontece entre os seis e os onze anos, e de uma maneira mais lenta se comparado aos outros períodos. No entanto, é surpreendente a diferença entre as pequenas crianças de seis anos e os adolescentes de onze anos.

Além das alterações corporais, o desenvolvimento envolve as habilidades motoras, a agilidade e a competência social das brincadeiras. A separação por gênero dos interesses se torna mais evidente: os meninos se interessam mais por jogos físicos e as meninas por jogos que envolvem expressão verbal.

Aspecto Familiar

Desde os primeiros momentos de vida a criança é educada informalmente, aprendendo normas, hábitos e valores que guiarão sua conduta ao longo de sua existência. O sujeito desenvolve suas habilidades, expressa seus sentimentos e adquire exemplos de comportamentos adotados pelos familiares. Compreende-se que a família, como base da sociedade, deve assegurar que os direitos da criança sejam priorizados para que esta se torne um indivíduo atuante na sociedade.

No entanto, vale ressaltar que é um sistema muito complexo que passou por várias transformações ao longo de sua trajetória. Deste modo, o conceito que antes era unicamente vinculado às tradições do casamento, hoje se tornou bastante diverso: o Estado deixou de interessar-se apenas pelo ato formal do casamento, preocupando-se, sobretudo, em resguardar o grupo familiar.

Os princípios de afeto, gestos de cuidado e respeito, uns com os outros, precisam ser garantidos. A comunicação e o relacionamento frequente entre pessoas envolvidas no processo educativo refletem diretamente no desenvolvimento da criança. Chalita (2001, p. 21), afirma que:

“Nem a indiferença, nem o amor exagerado, opressor; a grande conquista é o equilíbrio, a serenidade, o bom senso. O respeito é que faz com que o tom de voz seja brando, que os espaços não sejam invadidos e a liberdade ensaie seus primeiros voos em casa.”

Papalia e Feldman (2013, p.303) apresenta a pesquisa de Baumrind com três tipos de parentalidades:

  1. Parentalidade autoritária: possui seu foco no controle e obediência sem questionamentos, a criança possui um rigoroso padrão a ser obedecido com punições severas caso isso não ocorra. Os filhos tendem a ser descontentes, retraídos e desconfiados.
  2. Parentalidade permissiva: se baseia em autorregulação e autoexpressão, os pais fazem pouca ou nenhuma exigência, consultam a criança na tomada de decisão e raramente há punição.
  3. Parentalidade democrática: enfatiza a individualidade da criança com restrições sociais, ou seja, os pais orientam o filho respeitando a individualidade da criança, são amorosos e tolerantes, exigem bom comportamento, porém são firmes para manter os padrões.

Aspecto Social e Psicossocial

A teoria sociocultural de Vygotsky possibilita entender como o contexto cultural afeta as primeiras interações sociais da criança. Isto porque a interação mútua com adultos ajuda a estruturar as atividades da criança, sobretudo nas brincadeiras compartilhadas e atividades do dia a dia. As interações guiadas com os pais e cuidadores são aspectos essenciais no desenvolvimento cognitivo e devem ser trabalhadas na leitura em voz alta, nas brincadeiras de esconder e na aprendizagem da linguagem.

Durante a primeira infância, quando a criança se encontra em uma situação confusa ou não familiar, ela orienta o seu comportamento por meio da informação emocional em seu cuidador. Em outras palavras, a criança interpreta as reações emocionais dos pais às suas atitudes e entende quais condutas eles aprovam.

Neste período, ocorre o desenvolvimento das bases dos conceitos morais e o progresso depende da internalização dos padrões da sociedade. A criança consegue decidir o que é certo porque acredita nisso e não porque alguém lhe disse, e ao passar pelo método de socialização com qualidade será mais propensa a obedecer a regras.

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