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O filme “Precisamos Falar Sobre o Kevin” e o Transtorno da Conduta.

Por:   •  29/5/2019  •  Dissertação  •  918 Palavras (4 Páginas)  •  148 Visualizações

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO MARANHÃO – UNIFACEMA

BACHARELADO EM PSICOLOGIA

O filme “Precisamos Falar Sobre o Kevin” e o Transtorno da Conduta.

Disciplina: Teorias da Personalidade

Professor: Pedro Wilson Ramos

Aluna: Maria Derislane de Oliveira Santos

Matrícula: 18271209

CAXIAS, MARANHÃO

2019

O filme inicia com uma lembrança de uma das protagonistas, Eva, durante suas viagens pelo mundo. Kevin é o personagem que dá nome ao filme, que assim como a cena inicial, é preenchido com diversas memórias de Eva. Quando o filme se inicia, são mostradas mais memórias, dessa vez com toda a família na casa em que Eva mora. Logo após isso, Eva sai para uma entrevista de emprego, onde tem memórias deixando o antigo emprego angustiada, e saindo da empresa onde estava procurando emprego, Eva é agredida por uma senhora desconhecida, que afirma que Eva “é culpada”, mas não fica evidente o quê.

Ao voltar para casa, Eva tem mais uma lembrança parecida com a anterior, que é ela chegando no mesmo local que carros da polícia estavam. Eva agora mora sozinha, mas frequentemente tem lembranças com seu marido, e a cena seguinte mostra o contato sexual que gerou o filho Kevin. As memórias da gravidez não mostram Eva animada com a gestação, nem mesmo após o parto, é exatamente o contrário.

Como todo bebê, Kevin chora, mas chora muito alto e constantemente, o que deixa Eva muito cansada e frustrada por não conseguir acalmá-lo (ela até mesmo é julgada por pessoas na rua). Na cena seguinte, Eva se encontra em uma rua com um barulho ensurdecedor de homens trabalhando, e pelo barulho suprimir o som do choro de Kevin, Eva se sente aliviada, ignorando totalmente a exposição do bebê ao barulho.

Mais adiante no filme, as cenas da infância e desenvolvimento de Kevin mostram que os choros de Kevin só cessam quando está perto ou no colo do pai, que apesar disso, é ausente no cotidiano do filho. Quando maior, Kevin é mais complacente e obediente com as ordens e vontades do pai, do que com a mãe.

Eva engravida novamente, e dessa vez não parece estar tão angustiada com a gestação e logo após o parto, demonstra amorosidade com o bebê, mas Kevin não fica tão animado, implicando diretamente com sua irmã (Lucy) ainda na maternidade ao jogar respingos de água em seu rosto.

Quando todos já estão em casa, Kevin adoece, e recebe os cuidados de sua mãe, que, ao receber um pedido de desculpas do filho, passa a ter mais cuidado e carinho com ele, chegando a ler histórias para ele dormir. O que Eva não imaginava é que haviam outros motivos que despertavam o interesse de Kevin nessa situação, como é visto nas cenas seguintes: Kevin volta a se comportar mal na presença da mãe.

Já se aproximando da adolescência e treinando arco-e-flecha, Kevin convida Lucy para brincar com ele, onde acerta propositalmente Lucy, que têm o olho esquerdo machucado por uma flecha. Antes da agressão direta à Lucy, Kevin demonstrou crueldade com o bichinho de estimação dela, triturando-o na pia da cozinha.

Após esse ocorrido, Kevin começa a comprar objetos em grande quantidade pela internet, e a justificativa não causou questionamento nos pais. Contudo, os mesmos equipamentos foram usados para isolar a escola em que estudou, onde cometeu um atentado, matando e deixando pessoas feridas.

Logo no começo do filme, podemos identificar um fator ambiental comum para o transtorno da conduta: a negligência parental – a ausência do pai de Kevin e o fato de Eva não lidar muito bem com a gestação. A cena de Eva com o carrinho na rua barulhenta pode ser entendida como cuidados parentais inadequados e negligência, fator comum no transtorno da conduta que abrange a primeira infância. Kevin mostrava demora em se desenvolver (a fala, responder ao que se pedia...), mas não é possível o atraso ao transtorno da conduta, podendo Kevin evitar obedecer e falar porque quem o estimulava era sua mãe, pessoa pela qual Kevin mantinha frequência perseguição.

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