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Papel Do Professor Na Prevenção Da Violência No Ambiente Escolar

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Por:   •  11/8/2013  •  1.675 Palavras (7 Páginas)  •  515 Visualizações

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Conceito de Violência

A violência faz parte do nosso dia-a-dia e está há atingir á integridade física e psicológica das pessoas. Ela está amplamente espalhada na sociedade em geral e aparece com bastante ênfase nos meios de comunicação. Nos noticiários são constantes os relatos de assassinatos, roubos, assaltos, agressões físicas e verbais, entre outros, as quais parecem não causar mais reacções de perplexidade nas pessoas. Hoje, quase todos os programas televisivos reproduzem cenas de ou actos de violências e até os programas infantis não fogem a essa conotação violenta.

Como futuro profissional da área da Educação Física acredito ser tarefa de todo educador comprometido com a educação e a formação humana, procurar estratégias de sensibilização para a prevenção desses males.

Para a filósofa alemã Hanna Arendt, (1994) citado por Miriam Abramovay e Mary Garcia Castro a violência age de tal forma no ser humano que não deixa registo simbólico, não sustenta a memória. Fica um registo quase sensorial, uma angústia difusa. Algo semelhante ocorre com jovens que vivem só violência. Viver e não viver, não existir e não pensar.

Segundo Chauí (1999, 3-5), citado pelas mesmas autoras, define violência como: tudo o que age usando a força para ir contra a natureza de alguém (é desnaturar); todo ato de força contra a espontaneidade, a vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar); todo ato de transgressão contra o que alguém ou uma sociedade define como justo e como direito. Consequentemente, violência é um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjectivas e sociais definidas pela opressão e intimidação, pelo medo e pelo terror (...).

Seguindo na mesma linha a Wikipédia, enciclopédia livre define a Violência como um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objecto. Invade a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim violentia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa ou ente

Na perspectiva de Dias (1996), citado por Ricardo tucci (2004) a violência se representa de várias formas em substantivos - por exemplo, cólera, ressentimento, ódio, hostilidade, prevenção, exasperação, irritação, aborrecimento, e em alguns verbos – por exemplo, destruir, maltratar, vingar-se, ferir, arrebentar, humilhar, insultar, ameaçar e intimidar – que se referem a acções de natureza agressiva.

Vários autores têm tentado explicar as causas deste fenómeno. Freud é da opinião que o Homem tem uma predisposição inata para a violência, nasce e cresce num ambiente violento, porque também a sociedade é violenta.

Freud (1987,162) alude ao facto de o equilíbrio interno ser perturbado, da personalidade, do meio onde se inserem. Estudos realizados a delinquentes comprovaram que graves distúrbios da socialização acontecem quando a identificação com os pais é desintegrada através de separações, rejeições e outras interferências com os vínculos emocionais existentes entre a criança e as figuras parentais. Reforça ainda que o cidadão normal, perante a lei, perpetua a posição infantil de uma criança ignorante e complacente, em face aos seus pais omniscientes e omnipotentes. O delinquente perpetua a atitude da criança que ignora ou menospreza, ou desobedece à autoridade parental e actua em desafio desta.

Durkeim é da opinião que a densidade demográfica, o desenvolvimento económico, social e cultural de uma sociedade fomentam as desigualdades e consequentemente os desvios à norma.

Por outro lado, Arregi Goenaga (1998,50) é da opinião que avançando no caminho da igualdade, da solidariedade, pode a sociedade observar um decréscimo da violência em geral.

As crianças assistem a desenhos animados televisivos nas quais as personagens utilizam a violência para conseguir os seus intentos, por vezes são actos nobres tais como salvar um amigo em perigo ou para salvar o planeta. O poder de sedução da televisão e a capacidade de imitação das crianças formam uma cumplicidade que pode actuar perigosamente na formação cognitiva destas. Neste sentido, Pino Juste (1998, 133) é da opinião que para estas crianças a violência é "algo normal", utilizam-na como "arma quando consideram que ela é eficaz para conseguir os seus propósitos".

Para outros autores como Abramovay e Rua (2002) violência é toda acção que impede ou dificulta o desenvolvimento, na qual a pessoa fica limitada em sua liberdade. Os mesmo autores ainda Citam que Chesnais classifica a violência em vários tipos: violência física (que pode resultar em danos irreparáveis à vida dos indivíduos, exigindo intervenção do Estado); violência económica (que se refere somente aos prejuízos causados ao património); à propriedade, especialmente aqueles resultantes de actos de delinquência e criminalidade contra os bens, como o vandalismo, e o último tipo, chamada de violência moral ou violência simbólica

1.3 - Violência na Escola

A violência na escola nos dias actuais, é um fenómeno que passou a chamar a atenção dos educadores, educandos, professores, direcção da escola e ainda das autoridades governamentais

Hoje, os meios de comunicação tentam explicar a causa desse fenómeno, que está á crescer de forma exorbitante e tem atingido em massa as escolas, materializando-se em graves ferimentos e mortes entre os alunos.

Bullying”, ou mais conhecido como violência verbal e/ou física gerada na comunidade escolar, tem vindo a aumentar de ano para ano, cada vez mais intensificada e sem fim à vista. O nome “Bullying”, que provém do Inglês, foi inserido na nossa língua há relativamente pouco tempo, tão recente até que muitos ainda desconhecem tal palavra. O “Bullying” não escolhe idades, nem sexos, nem países...

A escola é uma instituição criada com objectivo de educar, desenvolver valores e princípios éticos na formação humana, entretanto, está a se tornar palco de constantes manifestações de violência, desencadeadas através de brigas, agressões físicas e verbais.

No livro Violências nas Escolas, lançado pela UNESCO em 2003, demonstra-se que, além dos danos físicos, traumas, sentimentos de medo e insegurança que prejudicam o desenvolvimento pessoal dos alunos, a violência impõe graves consequências para o desempenho escolar dos alunos que, diante de

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