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Psicologia Geral

Por:   •  11/5/2014  •  2.067 Palavras (9 Páginas)  •  333 Visualizações

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Trabalho de psicologia geral

Este trabalho tem o objetivo ressaltar a trajetória e história, mexendo sempre com o psicológico de meninos e meninas que fazem da rua a “casa”, tentando extrair daí uma nova forma de pensar e tratar a questão. Ao mesmo tempo, interpelam da assistência esses meninos na sua relação com a rua e a mudança de um lugar que sucedem e da função do psicólogo no âmbito dessa assistência na atualidade.

O mundo hoje vive uma múltiplas transformações e mudanças, para apresentar menino e meninas de rua, que fazem da rua seu espaço de moradia e subsistência, os chamados “meninos de rua”, causa um certo constrangimento. Não obstante, se as ruas ainda nos emprestam estas cenas, se ainda nos avistamos aflitos e irritados, enlaçados em bandos, muitas vezes trôpegos pelos efeitos das drogas e marcado com o sofrimento no corpo, não temos outra alternativa que a de conversar e aconselhar sobre seus destinos e, essencialmente, sobre nossa possível contribuição, como psicólogos, na mudança de sua rota.

Essas crianças e adolescentes produziam multiplicidade de invenções: a rua como casa; a ausência de uma rotina e presença de um cotidiano comum; o bando em detrimento do grupo; chega a falar sobre código; o laço social é de agressividade e violência; enfim, os traços dessa trajetória e o seu impacto sobre sua subjetividade. Mas sabemos que os seus atos tem conseqüência na constituição subjetiva.

Os educadores sociais são chamados a intervir frente aos fenômenos ligado a essas crianças e adolescentes – uso de drogas, problemas com furtos, contraversão às normas institucionais, formas de laços sociais, sexualidade precoce, dispersão no tempo e muitas outras questões. São convocados a responder a essas questões a esse tipo de comportamento desses meninos e meninas que escolheram a rua como seu destino.

Essas clientelas que, tendo a rua como sua “casa”, faz com que os espaços de atendimento passe a se constituir numa certa” extensão” da rua. Nenhuma linha imaginaria para demarcar esses fronteiras...Algo escapa ao planejamento colocando em questão não só a vida do seu cotidiano dificultando o trabalho dos educadores sociais o que seriam chamados aí de uma ação disciplinadora e assim estariam trazendo algo novo para a resolução dos problemas exposto.

E daí um outro risco, sempre presentes nesse tipo de abordagem que é permitir uma leitura psicologizante que é nada, mas que mascarar questões políticas – sociais para empenhar e determinar miséria em que vive essas crianças e adolescentes. ”Para além da contraposição rua-casa, público ou privativo, apontam para um déficit que a contabilidade do Édipo não inclui: a rua brasileira, o modo brasileiro de (dês) considerar o espaço público, dizem respeito a determinações econômicas e políticas de uma sociedade como a nossa”.(Lobosque,1993:10).

Assim o trabalho tem um olhar de como fazer se conduzir pela diferença e não pela discriminação; pela lei e não pela autoridade e como não tornar possível uma inserção comprometida com o acesso dessas crianças e adolescentes ao processo de cidadania.

DESENVOLVIMENTO

Na verdade quem nunca se deparou com um menino ou menina de rua nas nossas cidades, hoje é comum vermos esse tipo de problemas com crianças de rua porque elas acham que nas ruas elas podem tudo, mas nem sempre é assim, na minha cidade por enquanto, não tem crianças de rua tem casas de apóio a desamparados ou andarilhos, tem também o abrigo de idosos e crianças, mas órfão.

Sabemos que os termos casa e rua fazem mais que separar contexto e configurar atitudes, mas ditam éticas particulares. Aprendemos muito cedo que determinadas atitudes só podem ser tomadas no aconchego da casa e ali mesmo, há uma demarcação de espaços que definem ações e comportamentos. Alguns sentimentos e moralidade presentes na rua são excluídos da casa. “““ “““ Há um saber produzido na rua que não é bem - vindo em casa “isto você deve ter aprendido na rua” algumas expressões exprimem a relação drástica entre a rua e a casa: “vá para o olho da rua”,” a porta da rua é serventia da casa”, ”não traga desaforo para casa”, ”roupa suja se lava em casa”... O simbolismo da casa é extremamente forte. Da palavra casa deriva – se “casal, casamento “ valores apreciados em nossa cultura, talvez seja um dos motivos a levarem essas crianças a saírem de casa e escolherem a rua como casa se não acha na família o amor,o carinho,a compreensão e até mesmo a atenção que esperava.

Além das crianças e adolescentes que fazem da rua seu local de moradia e sobrevivência, compartilham ali outro grande número de crianças que vou denominar aqui “Meninos Trabalhadores” ou “Meninos

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