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Quais são Os Conceitos De Abordagens Desenvolvimentais Que Nos Auxiliam A Entender A Origem Dos Transtornos Mentais

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Por:   •  30/3/2014  •  1.670 Palavras (7 Páginas)  •  652 Visualizações

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Introdução

A psicopatologia desenvolvimental é um campo do conhecimento dinâmico e em evolução, integra perspectivas sociais, genéticas e desenvolvimentais e testa suas hipóteses através de métodos epidemiológicos e estatísticos específicos, buscando entender as origens e o curso dos transtornos mentais. Neste artigo, são discutidos conceitos e abordagens utilizados por esse modelo para compreender como e por que determinados indivíduos desenvolvem transtornos mentais, visando estimular que o leitor considere esta abordagem na sua busca individual por ferramentas para entender o processo de desenvolvimento dos transtornos mentais.

Quais são os conceitos de abordagens desenvolvimentais que nos auxiliam a entender a origem dos transtornos mentais?

As maiores explicações para os investigadores caminham para que os transtornos mentais sejam possíveis desfechos do processo de desenvolvimento, e inter-relações dimensionais complexas, e múltiplos níveis , entre a características específicas do individuo. Dentro dessa linha surgem fatores biológicos genéticos e psicológicos, como também características ambientais que são cuidados parentais relacionados a fatores interpessoais, exposição a eventos estressores e sociais rede de apoio social, vizinhança, nível socioeconômico etc.

Destacam-se quatro conceitos de abordagem desenvolvimentais. Primeira, continuidade no processo de desenvolvimento dos transtornos mentais, é garantido que quando identificada a descontinuidade o atendimento é melhorado. Segundo, existe uma grande adaptação ao ambiente por parte do individuo, se patológico é provável que a adaptação também seja. Terceiro, a idade e o momento do desenvolvimento interferem nos outros fatores. Quarto, o individuo com transtorno mental deve ser acolhido, ser somado.

É necessário que os transtornos mentais sejam, notados quando ocorrem, dentro dos quatro fatores pode-se entender que quanto maior a trajetória do desenvolvimento do transtorno, maior a trajetória de regresso.

Buscando fatores ambientais com efeito causal

Riscos ambientais atuam através de vários mecanismos e usualmente estão correlacionados a uma cadeia de fatores de riscos, analisa-se também as origens dos mesmos. Necessita-se que os fatores sejam baseados em um conceito sólido, com evidências para provar os mecanismos que os eventos operam. Dentro dessa linha de raciocínio explica-se que existe uma serie de evidências neurológicas que apontam o mecanismo através do qual abuso e maus tratos na infância alteram o funcionamento do eixo hipotálamo-hipótese-adrenal, podendo levar um individuo a depressão na idade adulta.

Estudos longitudinais são fundamentais para esse objetivo, como o estudo de eventos que ocorrem cronicamente, atuando através de diferentes mecanismos ou que mudam de intensidade ao longo do tempo. Deve-se diferenciar a causa do transtorno mental se é um processo psicopatológico ou se iniciou anteriormente e foi causa do evento ambiental. As interpretações de resultados gerados por estudos transversais apresentam maiores limitações, é necessário rigor na afirmação de fatores de riscos e desfechos através de medidas especificas e determinais.

Experimentos são oportunidades para entendermos as origens dos transtornos mentais. Esses são estudos que utilizam diferenças que ocorreram naturalmente na exposição a determinado fator entre diferentes indivíduos, como a institucionalização e privação de estímulos de crianças na Romênia, os atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA ou o furacão Katrina. Um ensaio natural em particular buscou entender a relação entre psicopatologia e pobreza, testando se pobreza é causa de psicopatologia (social causation) ou se psicopatologia leva à pobreza (social selection).

Uma amostra representativa de crianças de origem indígena vinha sendo avaliada anualmente para transtornos mentais. Durante o período de estudo, um cassino foi aberto na reserva indígena, e cada família que vivia na área passou a receber uma renda. Nos 4 anos seguintes à abertura do cassino, algumas famílias nunca saíram do nível de pobreza, mesmo com a nova renda; outras saíram da pobreza depois da abertura do cassino; e um terceiro grupo de famílias nunca havia sido pobre. As crianças continuaram sendo avaliadas anualmente, e observou-se que, ao final desse período, os níveis de sintomas de conduta e oposição entre as crianças de famílias que saíram da pobreza foram reduzidos para os mesmos níveis daqueles que nunca foram pobres. Entretanto, os níveis de tais sintomas entre as crianças provenientes de famílias persistentemente pobres permaneceram altos. Assim, evidenciou-se o efeito da pobreza como causa de sintomas de transtorno de conduta e oposição. Entretanto, os mecanismos através dos quais a pobreza leva à psicopatologia não foram revelados nesse estudo. Especificamente, seria bastante informativo entendermos quais os fatores intermediários que respondem ao aumento da renda e levam à redução da psicopatologia. Nesse sentido, o estudo de fatores de risco proximais ao desenvolvimento da psicopatologia, como qualidade do cuidado parental, melhores condições nutricionais ou de habitação, são mais informativos para o entendimento dos mecanismos e, consequentemente, para a elaboração de estratégias de prevenção do que fatores de risco distais, como pobreza.

É preciso estudar corretamente os eventos ambientais, por exemplo, a demissão em um emprego pode ter significados completamente distintos para duas pessoas diferentes. Apresenta-se efeito causal nas abordagens epidemiológicas utilizadas para eventos ambientais, pois existe complexidade nos processos e principalmente existem diversidades de variáveis a que confundem.

Entendendo o mecanismo de ação dos agentes causais

O texto relata que é preciso entender se um determinado fator atua por via ambiental ou genética.

Devemos compreender o mecanismo através de fatores supostamente ambiental e onde atua. Enquanto outros estudos indicam que fumar durante a gestação é considerado psicopatologia materna associada a fatos genéticos, que são herdados pelas crianças, levando então a psicopatologia.

Foi comparado o efeito do tabagismo materno em relação ao peso de nascimento e comportamento entre crianças e não geneticamente relacionadas as suas mães. O peso de nascimento foi menor ao grupo de crianças expostas ao tabaco.

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