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Redes Sociais E Informais

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Por:   •  7/5/2013  •  1.076 Palavras (5 Páginas)  •  658 Visualizações

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A teoria da cognição social é neste estudo utilizada como base para compreender

os fenômenos organizacionais. Mais precisamente, o referencial sócio construtivista

utilizado enfatiza o papel ativo dos agentes na construção da realidade. Afirmar que

nossas idéias sobre o mundo são construções não quer dizer que o universo seja um

“objeto mental”, mas que, ao conhecer, não podemos desconectar nossas próprias

categorias de conhecimento, nossas histórias, experiências e sensações.

Quando partimos das significações atribuídas ao mundo, precisamos de modelos

que abarquem esta complexidade. Najmanovich (2003) considera que trezentos anos

depois da síntese newtoniana e do fracasso na busca de partículas elementais,

começamos a usar outras metáforas e a conceber modelos mais complexos e ricos. Todo

o universo físico é hoje como uma imensa rede de interações onde nada pode definir-se

de maneira absolutamente independente, é o que se chama do efeito mariposa (cuja

versão popular diz que quando uma mariposa bate a sua asa no mar da China pode

causar um maremoto em Nova York).

Passamos de uma concepção estática para uma concepção dinâmica que nos fala

de uma rede ou padrão de interações. As redes não só existem como grupos de

cognições individuais nas cabeças dos indivíduos, nas organizações, mas também como

estruturas que oportunizam negociação, persuasão e reforço entre interações individuais

(Kildulf e Tsai, 2003).

O nível de complexidade das relações vem se ampliando e o trabalho nas

organizações tornando-se cada vez mais dinâmico. Para Castells (2000), o próprio

capitalismo passa por profundas reestruturações, caracterizando-se por flexibilidade de

gerenciamento, descentralização das empresas e sua organização em redes tanto

internamente quanto em suas relações com outras empresas. Nesse mundo de mudanças

confusas e incontroladas, segundo o autor, as pessoas tendem a se reagrupar. A difusão 14

das tecnologias de informação promoveu uma aceleração da transformação do processo

de trabalho. Castells (2000) sugere que, em resposta às novas demandas, as organizações

adotaram, de forma heterogênea, modelos baseados em flexibilidade e atuação em redes.

Assim, apesar dos obstáculos da administração autoritária, as tecnologias de

informação exigem maior liberdade para os “trabalhadores mais esclarecidos” atingirem

o pleno potencial da produtividade. Para o autor, o trabalhador atuante na rede é o agente

necessário para a empresa em rede, possibilitada pelas novas tecnologias de informação.

Neste estudo, as organizações são compreendidas como sistemas interpretativos e

os processos cognitivos são centrais para entender atitudes, comportamentos e decisões

organizacionais. As organizações são construções ou ferramentas sociais, produtos de

ações individuais e coletivas. Esta forma de analisá-las altera a forma de apreender os

seus fenômenos e processos.

Adota-se aqui a noção de organização como “sistema frouxamente unido” de

Weick (1987). O autor concebe a ação como fonte para cognições e estímulo para as

pessoas desenvolverem teorias sobre o que elas fizeram nas organizações. Deste modo,

os processos organizacionais consistem de comportamentos interligados em um sistema.

As organizações enquanto sistemas interpretativos têm seu sentido construído, quando as

pessoas interagem umas com as outras. Assim, toda organização pode ser entendida em

termos de redes de relações e interações. A compreensão da sua formação e dinâmica

são fundamentais para a investigação da organização como um fenômeno socialmente

construído e cuja base se encontra nas interações entre os seus agentes ou atores.

As incalculáveis transformações nas sociedades pós-modernas não poderiam

deixar de afetar as organizações de trabalho. As mudanças organizacionais são

incontestáveis no que tange à tecnologia, aos processos e às pessoas. Verifica-se, na

literatura, atenção especial ao papel das pessoas na mudança organizacional (Silva e

Vergara, 2002). Estes autores defendem a possibilidade de tornar o processo de mudança

menos traumático para os indivíduos. Sob esta perspectiva, a mudança organizacional

não pode ser analisada apenas no nível das estratégias tecnológicas, sendo necessário 15

discutir o papel dos indivíduos construtores deste processo, bem como o significado que

as mudanças têm para eles, sendo o mesmo compartilhado socialmente dentro da rede

relacional.

O foco deste trabalho está na investigação

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