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Reflexões atuais sobre a adultescência

Por:   •  12/5/2019  •  Pesquisas Acadêmicas  •  571 Palavras (3 Páginas)  •  13 Visualizações

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REFLEXÕES ATUAIS SOBRE A ADULTESCÊNCIA

Odete Barboza da Silva¹

Resumo: Esse artigo tem por objetivo discutir a adultescência. Atualmente, não é fácil descrever um adulto, pois a complexidade, a diversidade e as singularidades da cultura contemporânea nos revelam diferentes manifestações do ser adulto. Essa sociedade está impregnada de jovens adultos que se esqueceram de crescer. É necessário, então que se faça algumas reflexões sobre o que é ser um adultescente, bem como seu estilo de vida, os prejuízos e benefícios que se obtém através dessa cultura tipicamente do século XX.

Palavras-chave: Adultescência. Estilo de vida. Comportamento.

INTRODUÇÃO

Adultescência é um neologismo, surgido na Inglaterra, que expressa a permanência de valores adolescentes na vida adulta. Quer dizer que um adultescente é um adulto (particularmente de meia-idade) que mantém estilo de vida próprio de adolescente. Eles adotam facilmente modas, comportamentos e estados de espírito adolescentes.

José Ottoni Outeiral, psicanalista e psiquiatra, afirma que

[...] como se não bastasse invadir a infância, a adolescência invade o mundo adulto. A meta de muitos adultos é se tornar adolescente, tanto que já existe, no dicionário Oxford de língua inglesa, a palavra adultescente, que se refere aos adultos que tem comportamento de adolescente.(2012)

Se faz necessário entender quem é esse adultescente, como é seu comportamento, sua vivência, bem como refletir sobre o motivo que faz pelo qual esse indivíduo se apresente nessas condições.

É apresentado uma pesquisa bibliográfica, embasada em autores como José Outeiral e outros que tratam do assunto.    

DESENVOLVIMENTO

Adultescentes são pessoas que facilmente adotam características típicas dos adolescentes e que, na fase que se encontram, tornam-se atípicos para esses indivíduos.

A condição adultescente é visualizado através do comportamento, tais como: mãe que veste as roupas da filha; adultos e avós que praticam esportes radicais; carecas de rabinho e patins; flácidos tatuados; cinquentões freqüentando academias; filhos que continuam a morar na casa dos pais. Embora já tenham alcançado uma certa independência financeira e emocional, ainda dependem da valorização da juventude para se sentirem bem.

A adolescência, a partir dos anos 50 e 60, foi valorizada como imagem e garantia da liberdade, como tempo de livre escolha, de acesso aberto a uma diversidade de identidades possíveis.

Sendo assim, considera-se a adolescência como um tempo de experimentação com possíveis identidades sociais, um tempo de liberdade de escolha. Além disso, é compreendida como uma etapa de obrigação permanente de se reinventar, como estar suspenso e flutuar no campo aberto dos possíveis. É importante afirmar a possibilidade de estar sempre em transição e de ainda vir a ser outro. (OUTEIRAL, 2012)

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