TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

Resumo - A Psicologia Em Instituição Educacional

Por:   •  18/3/2015  •  1.654 Palavras (7 Páginas)  •  348 Visualizações

Página 1 de 7

resumo Capítulo 2

A Psicologia em Instituição Educacional.

As transformações históricas da sociedade brasileira impuseram uma maior preocupação com as questões educacionais e, consequentemente, com a problemática pedagógica. Nesse âmbito, a Psicologia tornou-se necessária como ciência básica e instrumental para a Pedagogia, o que acarretou seu desenvolvimento, quer no plano teórico, quer no plano prático. Esse desenvolvimento foi de tal maneira relevante que, da Educação, ampliou-se para as áreas, como a organização do trabalho e o atendimento clínico nos Serviços de Orientação Infantil. Desde o final do século passado a preocupação com o sistema educacional do país ocupou vários setores da sociedade. Assim, foi realizada, em 1890, a Reforma Benjamim Constant, que levou o nome do titular do então Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Vale lembrar que nos anos iniciais da República permaneceu grande a influência das ideias positivistas e liberais sobre o pensamento brasileiro em geral e sobre o pensamento educacional em especial, e então, essas ideias do positivismo fizeram-se presentes no plano educacional e sucessivamente no cientificismo e no humanismo, tendo penetrado largamente nos fundamentos e nas organizações escolares.

Sua tônica foi à substituição da tendência humanista clássica pela tendência cientificista, que introduziu disciplinas da natureza científica na sequencia determinada pela orientação positivista. Merece destaque nessa reforma a substituição da disciplina Filosofia pelas disciplinas Psicologia e Lógica. Essa reforma seguiram-se outras que se caracterizam pela oscilação entre a tendência humanista clássica e a tendência cientificista, fundamentadas em ideias europeias e norte-americanas, frequentemente divorciadas das necessidades concretas da realidade brasileira, caracterizando como meros transplantes culturais.

Os grandes problemas educacionais, no entanto, permaneceram: o índice de analfabetismo não sofreu alterações percentuais e aumentou em número absoluto; dois terços da população brasileira em idade escolar permaneciam fora da escola primária; a ampliação do ensino secundário deu-se basicamente na rede particular, mantendo seu caráter propedêutico e sua vocação aristocrática, da mesma maneira que o ensino superior, cujo crescimento ocorreu também apenas nas redes privadas, sendo que em 1900 havia apenas 0,05% de matrículas nesse grau de ensino, em relação à populaão do país (Ribeiro, 1979).

Apesar de tudo as primeiras décadas do século XX foram marcadas por um maior desenvolvimento urbano-industrial, que se constituiu na base para o incremento da industrialização massiva que viria a seguir e teve, mais tarde, a finalidade de substituir importações. Tais condições exigiam indivíduos capacitados nas técnicas escolares mínimas: ler, escrever e contar.

Surge assim uma veemente defesa da instrução, que reivindica a ampliação do número de escolas elementares e o combate ao analfabetismo; posteriormente surgiram os primeiros “profissionais da educação”, ligados principalmente ao ideário escolanovista. Preocupados com o processo ensino-aprendizagem, sobretudo o escolanovismo, tiveram uma penetração sistemática no Brasil e , junto com elas, as teorias e técnicas da Psicologia, produzidas nos centros europeus e norte-americanos de pesquisa e aplicação. Podemos destacar neste período dois grandes movimentos educacionais: o movimento pela difusão da educação e a influência escolanovista no pensamento pedagógico.

Bomfim, num esforço de análise sobre a sociedade brasileira, adotou uma perspectiva em que procurava demonstrar que os problemas enfrentados pelo país deveriam ser buscados em suas raízes históricas, particularmente na sua formação colonial, baseada na exploração imposta rudemente pela metrópole. Em outras palavras, a educação deveria ser antes um instrumento contra a opressão contra a opressão e não simplesmente meio para superar o atraso econômico em relações aos outros países, o que seria defendido alguns anos depois por outros intelectuais.

Paralelamente, deve se acrescentar que, para alguns intelectuais, o atraso do país devia-se à diversidade de raças negra, considerada inferior, porque, segundo eles, ela trazia em si os germes da apatia, da indolência e da preguiça, além de sua propensão á degeneração psíquica e, assim sendo, constituída como entrave ao progresso.

Salientam-se nesse movimento figuras como Miguel Couto e Mário Pinto Serva, que identificavam a ignorância como causa do atraso do Brasil e o analfabetismo como vergonha nacional. Buscava-se a formação de uma forte nação, baseada num “povo forte mental e fisicamente”, que se aproxima dos ideais eugênicos

...

Baixar como (para membros premium)  txt (11.5 Kb)  
Continuar por mais 6 páginas »
Disponível apenas no TrabalhosGratuitos.com