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1. Titulo: A família Hoje: Uma análise contextualizada

Por:   •  17/3/2016  •  Trabalho acadêmico  •  2.859 Palavras (12 Páginas)  •  338 Visualizações

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2. Introdução

Este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo referente à família, no qual se destaca as transformações advindas de uma conjuntura que implicam diretamente nesse grupo.

Nesse sentido, é abordada a família através dos tempos, onde se faz um pequeno apanhado histórico do início da organização familiar, as mudanças advindas pós Revolução Industrial interferindo na posição da mulher frente à família não apenas como cuidadora, mas também com papel econômico, inserida no mercado de trabalho.

No segundo momento trataram-se dos novos arranjos familiares e a incorporação de diversos tipos de família, também se tratou do conceito e a função da família que de acordo com Mioto (1997) está conexa a um grupo cultural que vive sob o mesmo teto mantendo laços consanguíneos e/ou afetivos.

No terceiro momento são discutidas a família na sociedade contemporânea suas transformações e família pensada no sentido de ideal a associação primeira que nos induz ao pensar em família e a família vivida que é a família que se vive incorporando diversas variações.

Por fim, são apresentadas as considerações finais, nas quais se conclui que essa instituição denominada família incorpora em sua organização o contexto no qual está imersa e tem e continuara passando por mudanças no decorrer dos tempos.

3 - A família através dos tempos;

A sociedade vive em uma constante dialética, desde sua organização social dos membros que a compõem nos primórdios, até os dias de hoje. Perceber-se que cada época contribuiu para a organização social contemporânea.

Fazendo uma breve análise através dos tempos, se percebe as drásticas mudanças ocorridas na família. Sua gênese se configurou através dos primeiros arranjos matrimoniais (homem e mulheres), não sendo permitido relacionamento extramatrimoniais, preservando a fidelidade perante a virgindade da companheira, diante desta observação Dias (2009 p.63) destaca as contribuições para legitimidade e fidelidade da mulher para com seu esposo:

(...) para haver a certeza biológica da filiação, valorizava-se a fidelidade da mulher, sendo a virgindade um sinal externo de respeitabilidade. A exigência da virgindade era de tal ordem que havia a possibilidade de o marido pedir a anulação do casamento se alegasse não ser sabedor de tal fato, pois o desvirginamento era considerado erro essencial à pessoa.

Diante do longo processo evolutivo da família, nota-se que: “Até por volta do século XII o entendimento de família, ficava reservado à esfera moral e social, não correspondendo a nada além da instalação material do casal na aldeia, fazenda ou casa dos amos e senhores”. ARIÉS (1981 p. 39).

De acordo com as considerações do autor, fica evidente que a família vivia de sua imagem perante a sociedade, onde sair dessa reputação social era sinônimo de humilhação moral. Os pais eram responsáveis pelo corpo e pela alma de seus filhos e a partir deste contexto a família deixa de ser apenas uma instituição do direito privado, assumindo uma função moral e espiritual.

Ao analisarmos a família burguesa nascida em meados do século XVIII, podemos perceber a constituição de novos padrões de relacionamento familiar, que tinha como principal característica o isolamento, privilegiando a privacidade a domesticidade, sendo que havia uma supervalorização das relações emocionais internas, constituindo indivíduos obedientes e disciplinados. (ARIÉS, 1981, p. 45-46)

Através do analise do autor pode-se observar que a partir do momento em que a população se apresenta irredutível, à família passa ser integrante da população, e não mais como um modelo e sim como um segmento, e é importante salientar, que a família é considerada a estrutura principal do desenvolvimento psicológico de seu ente e que influencia diretamente em sua conduta.

Foucault (1979, p. 288) relata como se dá esta nova gestão da família:

Em outras palavras, até o advento da problemática da população a arte de governar só podia ser pensada, a partir do modelo da família, a partir da economia entendida como gestão da família. A partir do momento em que, ao contrário, a população aparece como absolutamente irredutível à família, esta passa para um plano secundário em relação à população, aparece como elemento interno à população, e, portanto não mais como modelo, mas como segmento.

Dando continuidade a esse processo, no período colonial, até meados do século XIX, Melmam (2006) ressalta que as famílias viviam em grandes fazendas rodeadas

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