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Influencia Do Tratamento Osteopatico No Indice Glicemico De Pacientes Portadores Diabetes Mellitus De

Por:   •  7/9/2014  •  1.322 Palavras (6 Páginas)  •  871 Visualizações

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INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO OSTEOPÁTICO NO ÍNDICE GLICÊMICO DE PACIENTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS

Bortolazzo, Gustavo1; Lazaretto, Mariana2

1 Orientador do Projeto

2 Colaborador ou co-orientador

Trabalho de Conclusão de Curso / Curso de Pós-Graduação em Fisioterapia Osteopática

Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos – CBES – Porto Alegre

Resumo - O presente estudo teve como objetivo fazer uma revisão de literatura sobre a relação entre a osteopatia e o índice glicêmico de pacientes portadores de diabetes mellitus.

Foi realizada uma pesquisa utilizando as bases de dados MedLine, Scielo, LILACS e Google Acadêmico, utilizando-se dos descritores: glicemia, osteopatia, manipulação, índice glicêmico e diabetes mellitus publicados até novembro de 2009.

Na literatura atual, poucas referências relacionam diretamente o tratamento osteopático com alteração do nível glicêmico em portadores de diabetes mellitus. Os trabalhos encontrados sobre o assunto ainda apresentam controvérsias, porém, alguns estudos indicam haver um possível resultado positivo de diminuição do nível glicêmico.

Abstract - This study aimed to review the literature on the relationship between osteopathy and the glycemic index of patients with diabetes mellitus.

Research was carried out using the databases MEDLINE, SciELO, LILACS and Google Scholar, using the descriptors: blood glucose, osteopathy, manipulation, glycemic index and diabetes mellitus published until November 2009.

In the current literature, few references relate directly to osteopathic treatment with changes in glucose level in patients with diabetes mellitus. The works found on the subject are still controversial, however, some studies indicate there is a possible positive result of decreased glucose level.

Palavras-chave: glicemia, osteopatia, manipulação, índice glicêmico e diabetes mellitus

Introdução

O Diabetes mellitus (DM) é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas pela hiperglicemia resultante da abolição da secreção de insulina, da imperfeição da ação da insulina ou de ambos (1). Pode ser dividida em duas categorias: do tipo I, onde há destruição das células beta do pâncreas, que leva a uma deficiência total de insulina e do tipo II, que se caracteriza pela resistência à insulina (WILD, 2004).

O pâncreas é uma glândula tanto endócrina quanto exócrina e contém quatro tipos de células produtoras de hormônio e entre estes está a insulina. (TORTORA, 2007)

A insulina é um hormônio proveniente das células beta das ilhotas pancreáticas e tem como objetivo diminuir o nível de glicose no sangue, acelerando o transporte de glicose para as células, convertendo glicose em glicogênio, diminuindo a glicogenolise e a gliconeogenese, além de aumentar a lipogenese e estimular a síntese protéica. (TORTORA, 2007).

A secreção de insulina depende, essencialmente da concentração sangüínea de glicose, isto é, após a ingestão de alimentos, a secreção é estimulada, e na diminuição da concentração de glicose, como no jejum, a secreção é inibida. (KLINKE, 2006).

O diabetes tipo II é de longe mais comum que o tipo I, correspondendo a cerca de 90% de todos os casos de diabetes mellitus. Na maioria dos casos, o inicio do diabetes tipo II ocorre depois dos 30 anos de idade, freqüentem,ente entre os 50 e 60 anos, e a evolução da doença é gradativa.

Segundo GUYTON (2006), o diabetes tipo II está relacionado ao aumento da concentração de insulina devido a uma sensibilidade diminuída dos tecidos-alvo aos efeitos metabólicos da insulina, o que é conhecido como resistência insulínica. Essa resistência faz parte de uma cascata de distúrbios que freqüentemente é chamada de síndrome metabólica, que tem como características a obesidade, resistência a insulina, hiperglicemia de jejum, anormalidade lipídicas e hipertensão.

Durante as últimas décadas, o tratamento do diabetes mudou profundamente. A capacidade de controlar a glicemia melhorou enormemente, e o tempo necessário para o fazer tem diminuído. As melhorias são particularmente evidentes no que diz respeito aos instrumentos usados para monitorar glicose e administrar a insulina. (FOWLER, 2008)

O nervo vago é um nervo craniano misto, que é distribuído desde a cabeça e pescoço até o tórax e abdome. O nervo recebe seu nome em razão da sua ampla distribuição. Os axônios parassimpáticos do nervo vago também suprem as glândulas do trato gastrintestinal (pânceas) e o músculo liso das vias respiratórias, esôfago, estômago, vesícula biliar, intestino delgado e grande parte do intestino grosso. (TORTORA, 2007)

A manipulação visceral é uma terapia manual que consiste de forças manuais leves e suaves em lugares específicos, que estimulam a mobilidade normal, o tônus e os movimentos inerentes das vísceras e de seus tecidos conjuntivos.

Essas manipulações têm o potencial de afetar as funções fisiológicas normais de cada órgão, os sistemas com os quais eles funcionam, e a integridade estrutural do corpo inteiro. (BARRAL, 1988)

Ainda segundo Barral (1988), os órgãos internos precisam se deslocara para permitir os movimentos do tronco à sua volta e para permitir o movimento diafragmático. Esse deslocamento manifesta-se em movimento a volta dos eixos predeterminados que passam através dos órgãos. Fatores como pressões crônicas do tecido, e até pequenas aderências podem alterar eixos e aumentar o estresse em seus tecidos conjuntivos, no sistema nervoso e certamente no corpo inteiro. Quando um órgão deixa de poder mover-se em harmonia com seus adjacentes, devido a anomalias de tomos, aderências ou deslocamentos, ele começa a funcionar contra os mesmos. Isso cria um tipo de irritação crônica no corpo e abre caminho para patologias.

Método

Foi realizada uma pesquisa utilizando as bases de dados MedLine, Scielo, LILACS e Google Acadêmico, utilizando-se dos descritores: glicemia, osteopatia, manipulação, índice glicêmico e diabetes mellitus publicados até novembro de 2009.

Resultados

Em 2003, ANDERSON realizou uma pesquisa aplicando uma massagem corporal em mulheres com Diabetes tipo II e obteve uma redução significativa nos níveis de glicose.

De outra maneira, através de estimulação elétrica espinhal, Kapural em 2004, também obteve uma diminuição do nível de glicose de um paciente com dor crônica.

Finalmente, Pegas em 2005, ao realizar um estudo com pacientes portadores de diabetes tipo II, submetendo-os a um protocolo de tratamento osteopático, obteve redução significativa da glicemia.

Em contrapartida a esses estudos, Bono em 2005, realizou um estudo com pacientes portadores desta patologia, porém somente com manipulação do segmento vertebral T6 e não obteve resultados significativos.

Soler em 2007, realizou um estudo com pacientes saudáveis, realizando manipulação do segmento vertebral T8-T9 e Não observou alteração significativa nos níveis glicêmicos.

Discussões e Conclusões

Na literatura atual, poucas referências relacionam diretamente o tratamento osteopático com alteração do nível glicêmico em portadores de diabetes mellitus. Os trabalhos encontrados sobre o assunto ainda apresentam controvérsias, porém, há alguns estudos que indicam haver um possível resultado positivo de diminuição do nível glicêmico.

Assim sendo, sugere-se que sejam realizados mais trabalhos e pesquisas específicas sobre o assunto referido, para que possamos ter resultados mais concisos e que a osteopatia seja considerada uma ferramenta de tratamento para auxiliar pacientes portadores desta patologia.

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Referências

1. Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. American Diabetes Association. Diabetes Care, 2008;31:55-60.

2. Wild S, Roglic G, Green A, et al. Global prevalence of Diabetes: estimates for the year 2000 and projections for 2030. Diabetes Care, 2004: 27: 1047-1053.

3. TORTORA, Gerard J. Princípios de Antomia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

4. KLINKE, R.; SILBERNAGL, Stefan; BAUER, Christian (Coord.) Tratado de fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

5. GUYTON, Arthur C.; HALL, John E.. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

6. FOWLER, Michael J. Diabetes Devices. Clinical Diabetes. 26(3): 130-133, 2008.

7. BARRAL, Jean-Pierre; MERCIER, Pierre. Visceral manipulation. Seattle: Eastland, 2002.

8. ANDERSON R M, Wandell P, Tornkuist R N. Tactile massage improves glycaemic control in woman with type II diabetes: a pilot study. Pact. Diab. Int. 2004; 21 (3) : 105-109.

9. KAPURAL L, Hayek S, Staton-Hicks M, Mickail N. Decrease insulin requirements with spinal cord stimulation in a patient with diabetes. Anesth. Analg. 2004; 98 : 745-746.

10. PEGAS de Oliveira A. Verificacion de las alteraciones de la glucemia e insulinemia em pacientes diabeticos tipo II sometidos a tratamiento osteopatico. Tesis para obtencion Del D.O. Madrid: E.O.M. 2005.

11. BONO M. Efectos de La manipulación de D6 em La glucemia de pacientes diabéticos. Tesis para obtencion Del D.O. Madrid: E.O.M. 2005.

12. SOLER A. Repercusiones sobre los niveles de glucosa em sangre venosa periférica, trás La manipulacion com thrust Del segmento vertebral D8 D9 em sujeitos sanos. Tesis para obtencion Del D.O. Madrid: E.O.M. 2005.

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