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A Mosca Transgênica: Uma Alternativa para a Diminuição da Transmissão do Vírus do Mosaico Dourado

Por:   •  8/11/2017  •  Projeto de pesquisa  •  5.085 Palavras (21 Páginas)  •  100 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRONÔMICAS

DEPARTAMENTO DE BIOPROCESSOS E BIOTECNOLOGIA

PROJETO DE PESQUISA

Título: Mosca Transgênica: Uma Alternativa para a Diminuição da Transmissão do Vírus do Mosaico Dourado

Caruane Alves Donini

Gislaine Santos Jacinto

Natália Albuquerque

Botucatu

Junho/2017


Resumo

A mosca branca (Bemisia tabaci ) é considerada uma das piores pragas nas lavouras, e de importância mundial, por causar perdas a diversas culturas, como soja, tomate, feijão e algodão. No Brasil, seu combate vem sido bastante complicado, devido a forma mais agressiva da mosca branca, o biótipo B ser o mais comum e abundante, além de ter criado resistência aos praguicidas usados no seu controle. É o principal vetor do vírus Bean Golden mosaic vírus (BMGV), na qual causa perdas irreparáveis as lavouras e de grande destruição, principalmente por prejudicar as plantações de feijão-comum ((Phaseolus vulgaris)) com o que é conhecido de mosaico dourado. Deste modo, novas alternativas de controle vem sendo desenvolvidas, como é o caso do SIT (Sterile Insect Technique), uma técnica que utiliza radiação para esterilizar os machos e depois solta-los no ambiente para copular com as fêmeas selvagens, no entanto essa técnica vem mostrando algumas desvantagens. Devido a isso, um novo sistema vem sido colocado em prática como a obtenção de linhagens transgênicas, o sistema RIDL (Liberação de Insetos Carregando Gene Letal Dominante), onde ocorre uma integração de um gene letal dominante associado a um promotor específico da fêmea, não precisando envolver a radiação para que ocorra a esterilização. Nesse processo, os insetos recebem dieta suplementada com um repressor químico. A expressão do gene letal dominante é mantida desligada enquanto este repressor é adicionado ao meio das larvas. Para as amostras que forem preparadas para serem soltas, o repressor é retirado e o gene letal dominante é ativado, levando a morte de todas as fêmeas, ou seja somente os machos homozigotos para o gene letal são liberados com o objetivo de copular com a fêmea selvagem. A geração seguinte seria heterozigota para o gene letal, sobrevivendo somente os machos. Além da adaptação do método de microinjeção de embriões para a espécie B. tabaci, para a obtenção de linhagens transgênicas por meio da injeção dos trangenes LA513, LA882 e LA3653. Portanto existem diversas aplicações para o controle de vetores por meio dessa técnica e pode ser importante no Manejo Integrado de vetores.

  1. Introdução

 

O feijão-comum (Phaseolus vulgaris) é um dos alimentos dos componentes básicos da dieta dos brasileiros, sendo um dos mais importantes, devido ao seu valor nutricional como fonte proteica. Além disso, é considerado um dos produtos agrícolas de maior importância econômica-social. No Brasil, o cultivo é bastante difundido em todo o território nacional, com destaque entre os cincos países, responsáveis por mais de 60% da produção mundial de feijão-comum. Devido a variação climática no país, existem diversas cultivares melhoradas e adaptadas para cada região. Para ter uma alta produtividade e reduzir os custos de produção, é necessário levar em consideração certas características como, por exemplo, alto potencial de produção, ampla adaptação às condições de cultivo, alguns métodos culturais fundamentais para a implantação da lavoura e resistência a doenças [1].

Se não houver o manejo indicado, existem diversas doenças e pragas nessa cultura que podem devastar plantações, com destaque para o mosaico dourado. Constitui a principal virose que afeta o feijoeiro, causado pelo vírus Bean Golden mosaic vírus (BMGV). Existem relatos de 100% de incidência da doença, levando a perda de 40% a 100% na produção. O vírus é o membro-tipo do Gênero Begomovirus, família Geminiviridae. A multiplicação do vírus na planta ocorre nos núcleos das células do floema. Este já foi clonado e completamente sequenciado em 1993 e o acesso está disponível no GenBank. A única forma de dispersão do vírus é por meio do vetor, mosca branca (Bemisia tabaci), sendo a responsável pela baixa produtividade na cultura, causando prejuízos significativos. A mosca branca é uma praga de importância mundial, por causar danos em diversas culturas, como algodão, tomate, soja, feijão, entre outras [1,2].

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