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RESUMO EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA Jocimar Daolio

Por:   •  16/11/2016  •  Resenha  •  4.714 Palavras (19 Páginas)  •  1.326 Visualizações

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RESUMO

EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA: AUTORES E ATORES DA DÉCADA DE 80 JOCIMAR DAOLIO

A obra de Jocimar Daolio pretende contribuir para uma melhor comunicação entre várias tendências da educação física. Para isso , foi entrevistado professores universitário e pesquisadores bastante conhecidos no meio acadêmicos sendo eles , personagens que encenam o drama da educação física nos anos 80, como, o Vitor, o Lino, o João , a Celi, o Go, e nao Matsudo (1987), Castellani Filho (1988), Freire (1989), Taffarel (1985), Tom (1998), seres impessoais das citações bibliográficas.

O estudo é exemplar de uma época da educação física brasileira, em que a convivência entre pessoas simpatizantes de linhas teóricas diferentes foi de caráter excludente,e, por vezes, agressivos, é óbvio, que estas atividades representam uma epoca, nao so da história da educação física, mas também da sociedade brasileira. É evidente também que a comunidade acadêmica da educação física superou esse caráter preconceituoso do debate. Entretanto, ainda é presente manifestações agressivas de excludente por parte de algumas pessoas, mas não é mais uma regra, propõe-se um diálogo que opõe a postura preconceituosas, os rótulos, os estigmas, que favoreça a constatação das diferenças,e não das desigualdades, talvez até ¨expurgar¨ a educação física brasileira das suas últimas feridas.

Contudo o trabalho de Jocimar Daolio intitulado educação física brasileira, pretende especificamente, analisar a instrução de debate acadêmico da educação física brasileira, sobretudo a partir do final da década de 1970, quando ocorreu uma proliferação de discursos científicos na área. Realizando a análise do pensamento científico da educação física sob outra perspectiva. Utilizado para isso uma referência teórica-metodológico oriundo da antropologia social. A justificativa para essas utilização será desenvolvida no primeiro capítulo, também abordado nesse capítulo os pressupostos da antropologia social, a antropologia interpretativa do Clifford Geertz, o antropológico interativo no quadro dos antropológicos e o etnografia do pensamento.

No segundo capítulo, a construção do debate acadêmico da educação física brasileira permitindo identificar os outros mais relevantes desse período, bem como as tendências que passaram a defender.

No terceiro capítulo esses autores são também considerados como atores que encarnam determinados personagem, manipulam certos símbolos, desempenhando assim, papel altamente relevantes nessa contínua encenação e reencenação da educação física brasileira.

No quarto e último capítulo são apresentadas algumas perspectivas para o debate acadêmico na educação física brasileira.

O pressuposto é que o pensamento e o científico também pode ser analisado não somente de forma singular, como um processo característico da espécie humana, mas também na sua dimensão pública como um produto do homem e, portanto, variável e específico.

O olhar antropológico

O pressuposto da antropologia social essa antropologia ficou conhecida como evolucionista, influenciada pelos trabalhos de Charles Darwin, que afirmam,em síntese, que todos os seres vivos passavam por uma evolução e que o homem não foi poupado desse processo.A antropologia configurou-se como ciência a partir de meados do século XIX.

O pensamento evolucionista foi fundamental no sentido de considerar todos os indivíduos recém descoberto como seres humanos. Entretanto, alguns são tão exóticos que deram margem ao pensamento preconceituoso, considerando diferenças existentes como desigualdade, justificando ainda a prática da colonização.

Nas décadas seguintes a antropologia passou a considerar reflexivo. Dessa forma, o que era desigual no comportamento humano passou a ser considerado como diferente e o conceito de cultura já não comportava mais juízo ou valor como melhor ou pior.

Assim, o estudo ou antropologia pressupõe colocar-se no lugar do outro, por isso a antropologia é um mecanismo dos mais importantes para deslocar nossa própria subjetividade.

A antropologia interpretativa de Clifford Geertz ficou conhecida por ter criada a antropologia interpretativa. Para ele a antropologia deve ser vista como ciência interpretativa á procura dos significados, e não uma ciência experimental em busca de leis.

Assim, pode-se compreender que a antropologia não está buscando as causas imutáveis para o comportamento dos humanos, nem pretendendo estabelecer leis invariantes para a conduta dos homens. A antropologia interpretativa de Geertz, está compreendendo o significado e o interpretando-os.

Antropologia interpretativa no quadro das antropologias

Na história da antropologia, destaca-se tradição, intelectualista e a empirista, cruzando-as com sua perspectivas caracterizando pela categoria tempo, chamando-as de sincronia e diacronia.

Na categoria tempo sincronia, as escolas Francesa (intelectualista) e Britânica (empirista), "Escola Francesa de Sociologia - Paradigma racionalista e, em sua forma moderna, estruturalista" e "Escola Britânica de Antropologia - Paradigma Estrutural-funcionalista”.

Na categoria tempo diacronia, refere-se à tradição empirista a “Escola Histórico-Cultural, fundamentada no paradigma culturalista, surgido nos Estados Unidos no final do século XIX” e a intelectualista “ à Antropologia Interpretativa, sustentada pelo paradigma hermenêutica”.

O paradigma hermenêutica tem contribuído nas últimas décadas para uma crítica da concepção cientificista que reinou na Antropologia, entretanto, não se pode afirmar que ele tenha substituído outros paradigmas.

A etnografia do pensamento,talvez o maior desenvolvimento da obra de Clifford Geertz tenha sido a proposta de uma etnografia do pensamento científico. Porque a etnografia, enquanto prática metodológica, foi criada dentro da Antropologia, por pesquisadores que, na virada do século XX, começaram a se preocupar em investigar as tribos nos locais onde elas estavam. Para Geertz (1989) esse tipo de etnografia só é possível porque os significados são passíveis de investigação empírica sistemática através dos padrões culturais. É por isso que para Geertz(1983) o pensamento não é apenas um processo, mas também um produto do próprio meio onde se vive. Por Fim, a contribuição de Geertz em propor a etnografia do pensamento acadêmico é expor as diferenças entre áreas científicas,para propiciar a compreensão de seus símbolos significantes, contribuindo assim

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