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As Ceras Odontológicas

Por:   •  19/5/2020  •  Trabalho acadêmico  •  726 Palavras (3 Páginas)  •  9 Visualizações

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Ceras Odontológicas >    As ceras foram obtidas pela primeira vez através do extrativismo vegetal. São materiais utilizados amplamente na confecção de trabalhos protéticos. É um éster de baixos peso molecular derivado de componentes de ácidos graxos naturais (como cera de abelha) e sintéticos, como os derivados do petróleo, que se plastificam a uma temperatura relativamente baixa.

As ceras tem um ponto de fusão definido, agora eu preciso por exemplo de uma cera que plastifique mais facilmente ou ainda eu posso precisar de uma cera que pode ser mais rígida, então tenho que modificar a sua composição.

TIPOS

  • Ceras para fundições: Cera especial que pode ser aplicada na construção direta ou indireta de trabalhos protéticos na técnica de cera perdida na fundição de ligas metálicas.
  • Cera para correção ou delimitação: Lâmina de cera usada como bordas de contorno de impressão, ou como limite da base de uma moldeira.
  • Ceras em blocos ou lâminas: Ceras para escultura de trabalhos em prótese.

CLASSIFICAÇÃO

Especificação n. 24 da ADA

  • Tipo I : Cera macia com alto escoamento. Empregada para construção de facetas por exemplo.
  • Tipo II : Cera média. Empregada em ceroplastia de trabalhos direto, em preparos realizados no próprio dente (prova estética).
  • Tipo III : Cera dura, com baixo escoamento (e muita carga, cheaga a resistir à mastigação). Empregada em trabalhos indiretos como incrustações (fundições como bloco metálicos) e coroas (todo o dente, em porcelana ou em metal).

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Parafina

  • Principal componente em peso (cerca de 40 a 60%); (aumenta resistência).
  • Extraída do petróleo, representando uma mistura complexa de hidrocarbonetos de série metano, com uma quantidade menos de fase amorfa (sem forma definida, não tem uma rede de organização) ou microcristalinas;
  • Fratura-se facilmente quando esculpida;
  • Não apresenta superfície lisa ou polida (são grânulos grosseiros);
  • Zona de fusão ou amolecimento - varia de acordo com o PM dos componentes, e determina o ponto de plastificação da cera;

Gomo ou Resina Damar

  • Extraída de uma certa variedade de pinheiro;
  • Adicionada a parafina com o objetivo de aumentar a resistência á fratura e descamação;
  • Aumenta a lisura superficial durante a manipulação;
  • Melhora o polimento superficial;

Cera de Carnaúba

  • Pó bastante fino existente na folha de carnaubeira;
  • Representa uma mistura de ésteres, hidrocarbonetos saturafos e insaturados, ácidos graxos orgânicos de elevado PM;
  • Zona de fusão situada entre 80 a 85ºC ( a parafina funde a 60ºC, então com a cera de carnaúba ela fica mais resistente à fusão);
  • È um componente bastante duros, que combinado com a parafina, diminui o escoamento do produto;
  • Apresenta odor agradável;
  • Facilita o polimento e brilho superficial.

Cera de Candélila

  • Extraída de uma certa variedade de palmeira;
  • Substitui parcial ou totalmente a cera de carnaúba;
  • É relativamente mais macia que a cera de carnaúba;
  • A zona de fusão é mais baixa do que a cera de carnaúba;
  • Ponto de fusão um pouco mais baixo em torno de 70 a 75ºc;

Ceras Sintéticas (formadas em laboratórios)

  • São compatíveis com a parafina e normalmente substituem a cera de carnaúba;
  • Derivados nitrogenados complexos de ácidos graxos ou componentes de ésteres de ácidos derivados de cera montana (extraída do petróleo);
  • Proporcionam maior uniformidade das propriedades da cera;
  • Devido ao elevado ponto de fusão, possibilitam a adiçaõ de parafina;

Ceresina

  • Extraída do xisto argiloso;
  • Substitui parcialmente a parafina, modificando a lisura, escultura e (tenacidade plastificada).
  • Obs: Quando acabar a parafina posso utilizar a Ceresina.

Exipientes

  • São materiais inertes com partículas de tamanho variado;
  • Talco, giz frânces, pedra-pomes e pedra sabão.
  • Obs: posso agregar a cera, dessa forma tenho mais resistência.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

  • Pigmento
  • Ceras de abelha

PROPRIEDADES DESEJAVEIS

O que se deseja para a plastificação correta de uma cera:

  • Deve-e amolecer uniformemente e quando plastificada, não deve eliminar escamas; Soltou escamas deve estar faltando Gomo;
  • Deve apresentar cor diferente dos tecidos bucais, e do material do troquel (modelo de gesso);
  • Deve permitir escultura sem distorção; Deve se manter sua forma original;
  • Apresentar coeficiente de baixa expansão térmica linear; Resistir ás variações de temperatura;
  • Deve ser dimensionalmente estável;
  • Quando aquecida a 500ºC (processo de carbonização), deve ser vaporizada totalmente, deixando no máximo 0,1% do peso original como o resto. Esse 0,1% geralmente são as cargas que ainda restaram.

MÉTODOS DE PLASTIFICAÇÃO

  • Pequenas porções: Uso do calor seco na chama da lamparina (com o cadinho). Deve-se tomar cuidado para evitar a volatização do componente de baixo ponto de fusão. Sempre longe da chama incandescente (vermelha);
  • Grandes porções: Devem ser plastificadas em conchas específicas. Método da cera liquefeita.

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