Análises Químicas Caso Clínico
Por: Alessandra Tavares de Souza • 29/11/2025 • Trabalho acadêmico • 441 Palavras (2 Páginas) • 0 Visualizações
CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA
ALESSANDRA TAVARES DE SOUZA – MA: 24325345
ANÁLISES QUÍMICAS E BIOQUÍMICAS – FASE 2
Análises químicas e bioquímicas Análises químicas e bioquímicas
Introdução ao Caso Clínico
- Paciente Maria Antônia dos Santos, 60 anos, sexo feminino. O histórico familiar inclui pai que faleceu aos 54 anos de idade de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e mãe com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM tipo 2). A paciente apresenta sedentarismo, embora siga uma dieta balanceada. Com um IMC de 31 kg/m², está em sobrepeso e apresenta alterações laboratoriais compatíveis com DM tipo 2. O diagnóstico precoce e o controle rigoroso dos índices glicêmicos são essenciais para a prevenção de complicações.
Descrição dos Sintomas
A paciente relata que nos últimos três meses, apresentou perda de peso, fadiga, poliúria (urinar com frequência) e polidipsia (sede intensa), além de episódios recorrentes de infecções urinárias. Esses sintomas estão diretamente relacionados à fisiopatologia do Diabetes Mellitus tipo 2: a hiperglicemia crônica leva à excreção excessiva de glicose na urina, que provoca perda de líquidos e estimula a sede, a dificuldade das células em utilizar adequadamente a glicose resulta em fadiga e em aumento do apetite, enquanto a perda de peso decorre da utilização de proteínas e gorduras como fontes de energia, a presença de glicose elevada favorece o crescimento de microrganismos, explicando as infecções urinárias recorrentes.
3. Ensaios e Exames Necessários
- Glicemia de Jejum – método enzimático (glicose oxidase/hexoquinase), leitura por espectrofotometria. Mede glicose basal após jejum de 8 a 12 horas.
- Hemoglobina Glicada (HbA1c) – cromatografia líquida de alta performance (HPLC) ou imunoensaios. Avalia a média glicêmica dos últimos 2-3 meses.
- Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) – dosagem enzimática após ingestão de 75 g de glicose, com coletas seriadas. Mede a resposta metabólica.
- Dosagem de Insulina e Peptídeo C – técnicas imunológicas (ELISA, quimioluminescência). Avalia secreção pancreática e resistência à insulina.
- Perfil Lipídico – métodos enzimáticos colorimétricos. Mede colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos.
- Exame de Urina (EAS e Microalbuminúria) – tiras reagentes e método imunoturbidimétrico. Detecta complicações renais.
- Função Renal (Ureia e Creatinina) – espectrofotometria enzimática. Avalia nefropatia diabética.
Referências
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes – 2023. Disponível em: https://diabetes.org.br/. Acesso em: 17 set. 2025.
MARQUES MOL, M.; NASCIMENTO, G. D. R. R.; MACIEL, R. G.; CAMPOS, R. A. R. Type 2 Diabetes Mellitus – A review of literature. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, v. 4, n. 4, p. 61-65, out.-nov. 2013.
TOMASI, L. T.; STRECK, E. L. Exames realizados para diagnóstico e monitoramento de Diabetes Mellitus / Tests performed for diagnosis and monitoring Diabetes Mellitus. Revista Inova Saúde, Criciúma, v. 15, n. 1.
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