TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

.

Por:   •  10/4/2013  •  1.119 Palavras (5 Páginas)  •  398 Visualizações

Página 1 de 5

FADM – Faculdade de Artes Dulcina de Moraes

RESENHA

“ESCRITOS SOBRE ESTÉTICA E SEMIÓTICA DA ARTE”

J. Mukarovsky

Aluno: Lucas Vinícius de Melo Souza

Na primeira parte do capítulo “Função, norma e valor estético como factos sociais” inicia considerando as funções e valores da estética na sociedade, mesmo em objetos e ações alheios ao campo artístico e que não necessariamentepossam exprimir valor estético, após este inicio, o autor cita frases para embasar sua afirmação, de que, tanto a arte como a estética já provaram que mesmo coisas, que segundo a concepção tradicional, não seriam abrangidos pelos valores estéticos, podem ser convertidos em fatos estéticos. Também é apresentado exemplos de contrária opinião, citando Palácios transformados em quarteis, podendo destituir a obra de seu valor estético de diversas maneiras. Também é apresentado no texto as variações da esfera artística e estética, que variam de acordo com cada ponto de vista e da forma que se contextualiza o objeto ou a ação. Também discutido, é a dificuldade de se delimitar a área do artístico, do extra artístico, assim como da arte e da estética, no livro, o autor coloca a arte, como objeto que tem como principal função, seus atributos estéticos, diferentemente de objetos extra artísticos, que apresentam o atributo estético, mas não necessariamente como seu principal atributo e função. Também tratado nesta primeira parte do capítulo é o fato de objetos e ações estéticas migrarem para a esfera artística, com o passar do tempo ou por determinadas ações, assim o autor cita campos como o da arquitetura, literatura, artesanato e até o culto religioso como objetos que passaram por esta transformação.

Por fim, conclui-se que, a função estética é algo que flutua à superfície das coisas e do mundo, e intervém de forma importante na vida da sociedade e do individuo, tomando parte entre a gestão do individuo e a sociedade.

Na segunda parte do mesmo capítulo o autorinicia diferenciando a “norma” da “função”, função que descrita na primeira parte, é força viva, mutável, passível de evolução natural, já a norma, que é uma regra e uma medida, portanto estática, aparece como a ciência das regras que regem a percepção sensorial (Baum-Garten). Também é comentado sobre a estética experimental, fundada por Fechner, que parte do anxioma segundo o qual existem condições geralmente obrigatórias da beleza, para cuja verificação bastava eliminar os desvios do gosto individual. A partir disso o autor indaga as formas de se mesurar os valores estéticos e a multiplicidade de normas estéticas de acordo com regras e valores antropológicos, chegando a questionar se a consideração de tais normas, nos levariam a uma perfeição estética, indo de encontro a história da arte, que leva em equivalência os valores estéticos dos períodos.

O autor também dedica um paragrafo para questionar o que é o “mau gosto”, e diferencia-lo do feio. No paragrafo, o autor coloca o termo “mau gosto” como algo válido e aplicado apenas para coisas feitas pelo homem, cujo parece estar em desacordo com a norma estética, seja por incapacidade de realização do homem ou outro motivo qualquer, essa incapacidade do homem em realizar tal tarefa, intensifica a aversão dos indivíduos a peça produzida, o que segundo o autor, faz do termo “mau gosto” a mais aguda antítese da arte, que muitas vezes se utiliza da incapacidade de realização, portanto o mau gosto, para justificar-se como arte. Outro ponto levantado pelo autor com base nos questionamentos da primeira parte do texto, é o fato de que segundo Paulhan, artes superiores como pintura e escultura podem ser arte ‘decorativa’, como o quadro que decora uma sala ou uma escultura que decora uma fonte, assim, para Paulhan, essa arte não seria autêntica, mas sim artesanato artístico, e por seguinte, fenômenos estéticos extra artísticos.

Também abordado pelo autor, são as variações dos cânones estéticos, que se distinguem tanto cronologicamente como qualitativamente, e suas hierarquias, que dividem em hierarquia estética e hierarquia social, o que diferencia o cânone estético dominante em determinada classe

...

Baixar como (para membros premium)  txt (7.1 Kb)  
Continuar por mais 4 páginas »