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A análise gravimétrica

Por:   •  4/12/2014  •  Trabalho acadêmico  •  2.097 Palavras (9 Páginas)  •  387 Visualizações

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TRABALHO DE QUÍMICA ANALÍTICA II

DETERMINAÇÃO DE CLORETO POR CORETO DE PRATA

IC610/T01

Professora: Cristina Maria Barra

Aluno: Gil Teodoro Olindo da Silva – 201021533-6

Seropédica, 23 de Julho de 2014

1. Introdução

A análise gravimétrica é um método analítico quantitativo de um determinado elemento ou composto presente em uma solução. A base da gravimetria é a pesagem de uma substância obtida pela precipitação ou volatilização de uma solução. Esse procedimento constitui-se em um método de extensa aplicação na determinação de macro constituintes de amostras relativamente grandes, se for comparado com outros métodos analíticos quantitativos.

Existem inúmeras vantagens da análise gravimétrica, uma delas é a possibilidade de obter resultados reprodutíveis com margem de erro entre 0,3 e 0,5%, nas condições normais de laboratório. Outra vantagem é que o procedimento gravimétrico é de fácil manuseio e boa reprodutibilidade, além da utilização de equipamentos simples e de baixo custo como béquer, balança analítica, entre outros.

O tempo que a execução das análises demanda é uma das desvantagens, devido a sua longa duração. Além disso, este procedimento está sujeito a erros acumulativos, como falhas na execução, e até mesmo elementos interferentes na amostra original. Os principais interferentes da substância analisada são: Br-, I-, SCN-, CN-, S2-, S2O32-.

A gravimetria exige uma série de operações para se determinar a quantidade de um constituinte de uma amostra, tanto por pesagem direta do elemento puro, quanto por um de seu derivado, cuja composição é conhecida e bem definida. Tais operações são descritas abaixo.

2. Método de Análise:

Preparo da Amostra

Em uma análise química, geralmente, pesa-se cerca de 1g da amostra a ser analisada. Prepara-se, então, uma solução conveniente através de um tratamento químico escolhido de acordo com a natureza da amostra. Entretanto, existem análises para calcular a concentração de analito que se iniciam com soluções previamente preparadas.

Precipitação e Digestão

O elemento a ser dosado (macro constituinte) é separado da solução preparada através da formação de um precipitado convenientemente escolhido em cada caso.

Natureza física do precipitado

Para ser usado em análise gravimétrica, um precipitado deve ser suficientemente pouco solúvel para que as perdas por solubilidade sejam desprezíveis. Esta, entretanto, não é a única propriedade requerida. O precipitado deve ser também facilmente filtrável e lavável e não deve arrastar impurezas da solução em que é formado.

A facilidade com que um precipitado é filtrado, assim como sua pureza, dependem do tamanho, forma e carga elétrica das partículas, dentre outras propriedades. As partículas devem ser suficientemente grandes de modo a não passarem através dos poros do meio filtrante empregado. O tamanho delas depende do precipitado em particular e também das condições de precipitação.

Existem três tipos de precipitados que diferem entre si principalmente pelo tamanho das partículas: precipitado cristalino, coagulado e gelatinoso.

No caso do cristalino, as partículas crescem ate atingirem um tamanho em que podem ser filtradas (de 0,1 a 1,0 µ), são densas e sedimentam rapidamente. Em outros casos o crescimento das partículas não ocorrem além de um certo tamanho, e estas passam através dos poros do meio filtrante.

Para que estes precipitados possam ser filtrados é necessário ciar condições para tal, de modo que as partículas dispersas se aglomerem em partículas maiores. Nos coagulados as partículas são unidas por forças de coesão fracas e para mantê-las assim é preciso lava-las com um eletrólito.

Nos precipitados gelatinosos as partículas não crescem além de um certo tamanho, são volumosos e por isso, arrastam uma grande quantidade de água.

Influências das condições do precipitado

Deve-se escolher um reagente precipitante que conduza à formação de um precipitado quantitativamente insolúvel. Usa-se um excesso do reagente para causar o efeito do íon comum, diminuindo a solubilidade do precipitado, com exceção dos casos em que há formação de complexo solúvel

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