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Mercado Farmacêutico Brasileiro: Parâmetros de Crescimento

Por:   •  4/5/2015  •  Artigo  •  2.678 Palavras (11 Páginas)  •  84 Visualizações

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Mercado Farmacêutico Brasileiro: Parâmetros de Crescimento

ARAGÃO, Angélica das Dores; ESPERANDIO, Hebert Fonseca; LOPES, Samanta Talita de Souza; PEREIRA JÚNIOR, William Ricardo; BARROS.

RESUMO

O objetivo deste trabalho busca demonstrar de forma detalhada, como foi o crescimento do mercado farmacêutico brasileiro, com comparações entre períodos e em relação ao PIB e o mercado interno. A abertura econômica na década de noventa, proporcionou a reestruturação de diversos setores da economia brasileira, entre eles o setor farmacêutico, que é um dos segmentos mais competitivos na economia mundial. Grande parte é dominada por grandes organizações transnacionais, entretanto, nos últimos anos houve importantes modificações com a crescente participação dos medicamentos genéricos e uma conseqüente descentralização do mercado. Já no mercado farmacêutico brasileiro demonstrou-se que além da entrada do genérico, outros fatores foram de grande importância para esse crescimento, tais como, crescimento das classes sociais de base, aumento nos gastos da população com a saúde, envelhecimento da população.

Palavras Chave: Mercado Farmacêutico, Crescimento, Indústria.

INTRODUÇÃO

O Brasil e sua economia vão bem, mas nos três últimos anos, com a mudança na trajetória da economia mundial, o país sentiu a pressão e recuou no seu crescimento, apresentando baixos resultados no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2012, de 1%, e uma pequena evolução em 2013 de 2,3%. Estes resultados ficam abaixo da média histórica de 10 anos que é de 3,7%, quebrando o ritmo acelerado de crescimento do país. (ANUARIO FARMACÊUTICO, Contento, 2014).

Este cenário de cautela reflete os atuais problemas enfrentados pelo país: alta da inflação, elevação da taxa básica de juros (SELIC) e aumento do dólar, foram às principais causas que frearam o crescimento da economia nacional.

Apesar do recuo no crescimento da economia, o setor industrial farmacêutico vem registrando crescimentos na casa de dois dígitos percentuais a cada ano. Para se ter uma ideia do tamanho deste crescimento, o Brasil passou da 10ª para a 6ª colocação no mercado farmacêutico mundial. E para o ano de 2016, acredita-se que o Brasil alcance a 4ª posição, ficando atrás apenas dos EUA, China e Japão, segundo projeção do IMS Health e da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Evidencia-se que uma das principais características da indústria farmacêutica é o seu elevado dinamismo e sua capacidade de ser uma das mais globalizadas indústrias do mundo, crescendo a taxas superiores àquelas vivenciadas pela economia mundial e principalmente quando comparamos a nossa economia.

Quando falamos do mercado farmacêutico brasileiro, esse cenário se altera muito mais, devido à entrada dos medicamentos genéricos e da expiração de patentes, além da maior regulação de preços e da ampliação do período destinado à pesquisa para o lançamento de novos medicamentos. Entre outros fatores, destacam-se algumas modificações nas estratégias das empresas, sendo bastante relevante a ocorrência das fusões, a fim de aumentar o porte e reduzir os riscos associados ao investimento maciço em P&D, a integração vertical, a focalização em determinadas classes terapêuticas e a aquisição de pequenas empresas de biotecnologia intensivas em conhecimento. (ANUARIO FARMACÊUTICO, Contento, 2014)

Outro fator importante não pode deixar de ressaltar o trabalho desenvolvido pelas distribuidoras de medicamentos nacionais e regionais, que faz a colocação dos produtos nas farmácias através do chamado OL (Operador Logístico). Além do surgimento de pequenas distribuidoras regionais, houve também uma preocupação por parte das grandes distribuidoras do Brasil em relação a realização do atendimento feito as farmácias, tendo como objetivo atingir uma maior área de cobertura possível, como é o caso da maior distribuidora de medicamentos do Brasil, a Distribuidora Santa Cruz, que possui 11 Centros de Distribuição instalados em pontos estratégicos nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Assim, para melhor entender as características dessa indústria tão dinâmica, esse estudo se propõe a apresentar um panorama da indústria farmacêutica no Brasil e seu crescimento, destacando principalmente quais os principais fatores que contribuíram para essa projeção.

METODOLOGIA

A base deste trabalho se deu por parte da busca de informações e analise de dados de forma a auxiliar na construção de ideias e aquisição de conhecimento para a realização do mesmo.

Para isso, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, que trata de um método necessário para abordagem e explicação do assunto, fundamentando o seu embasamento teórico. Conforme Gil (2002, p. 44) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado constituído, principalmente de livros e artigos científicos”.

Com essas características efetuou-se o estudo de caso que, conforme GIL (2002) tem várias etapas para integração entre os elementos obtidos e a realidade da empresa, com a formulação do problema, a coleta de dados, a avaliação e análise e a interpretação do resultado.

Por ser flexível o estudo de caso permite ao pesquisador observar as mudanças ocorridas ao longo do processo e manter-se atento a novas descobertas, sendo que, nos levou a um entendimento mais detalhado referente ao mercado farmacêutico brasileiro.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Vislumbra-se um cenário em que o mercado farmacêutico continue a crescer de forma sustentada, mantidas as tendências de estabilidade nas taxas de emprego, continuidade do processo de elevação do poder de compra dos brasileiros e crescimento da nova classe média.

“A elevação da renda da população e a melhora na sua distribuição têm favorecido o consumo de medicamentos nos últimos anos no Brasil. Hoje 54% da população brasileira consomem remédios regularmente”. (Estudo Saúde, Medicalização e Qualidade de Vida, ICTQ / Data folha, 2014).

A indústria farmacêutica teve o privilégio de receber bons ventos no mercado nacional. Baseado na Abiquif (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica), este crescimento se deve a alguns fatores importantes como:

• Aumento nos gastos da população com saúde mais que dobraram na última década: consumidores adquirem mais conhecimento e se preocupam mais com sua saúde e qualidade de vida;

• Crescimento

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