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Relação do filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin com as Ciências Administrativas.

Por:   •  17/2/2016  •  Dissertação  •  2.792 Palavras (12 Páginas)  •  1.175 Visualizações

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Faculdades Oswaldo Cruz

Graduação em Ciências Administrativas

Alex Melo de Carvalho                                 RA: 3113040

Cássio Eduardo Gasparotto Feltre                 RA: 3113021

Eduardo Vinicius de Oliveira                        RA: 3113085

Emerson Pereira de Jesus                                 RA: 3113078

Gabriel Alves dos Santos                                 RA: 3112124

Renato de Castro Montanari                         RA: 3113051

Trabalho de Teoria Geral da Administração:

Relação do filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin com as Ciências Administrativas.

SÃO PAULO

 2013

Resumo do Filme

O filme “Tempos Modernos” teve sua produção realizada pelo cineasta Charles Chaplin em 1936, é uma narrativa sobre a história de um operário e uma jovem moça. O operário, interpretado por Chaplin, é empregado de uma grande fábrica e desempenha um trabalho repetitivo de apertar parafusos. De tanto realizar movimentos repetitivos e com horas de trabalho em condições precárias e sem tempo para descanso o operário entra em uma crise nervosa, fazendo um tumulto e trapalhadas na fábrica onde trabalha. Como consequência de seus atos, o operário é demitido e em seguida internado em um hospital.

        Recuperado de sua crise nervosa, porém com a eterna ameaça que a vida moderna impõe, assim que consegue sair do hospital se depara com a fábrica que trabalhava fechada. Em certo momento, ao passar pela rua, o operário nota um pano vermelho no chão, no instante em que apanha o pano um enorme grupo de manifestantes segue em sua direção e a polícia deparando-se com a cena o prende por achar que ele é um líder comunista por estar com o pano vermelho, parecido com uma bandeira, em suas mãos. Ainda na cadeia o operário ajuda a prender um traficante de cocaína que tentou fugir da prisão, e em agradecimento a polícia solta o operário. Entretanto ele não queria sair da prisão pelo fato do conforto e da comodidade, pois tinha tudo o que precisava.

Na passagem surge a outra personagem do filme, “a jovem moça”, uma menina vivendo na miséria com mais duas irmãs menores. Por serem órfãs de mãe e com pai desempregado, precisam furtar alimentos para não passar fome. Quando seu pai acaba morrendo em uma manifestação, suas irmãs são levadas para um orfanato. A moça então se vê obrigada a fugir para não ser internada, e volta a roubar comida para sobreviver, conhecendo assim o operário em uma de suas ações criminosas. Na eminência de ser presa quando a polícia, Carlitos assume a culpa pelo roubo. A polícia o prende, mas o solta em seguida após descobrir o engano. Os dois são colocados no mesmo camburão, fugindo logo em seguida. Ambos se conhecem melhor e decidem que querem uma casa.

Para alcançar seus sonhos o operário vai atrás de um emprego e acaba sendo contratado como segurança em uma loja de departamentos, mas logo é despedido por não evitar um assalto além de dormir em serviço. Na sua caça por trabalho Carlitos descobre que as fábricas estão abertas novamente e então busca uma nova colocação de emprego em uma destas, agora como ajudante de um mecânico que conserta as máquinas que ficaram muito tempo sem funcionar. Ocorre outra greve na fábrica e o operário é preso novamente. Enquanto ele estava na cadeia a jovem moça é efetivada em um bom emprego como dançarina em um café. Alguns dias depois ele é solto e a jovem moça o recebe com a notícia de que ela tem um emprego, e este também é contratado como cantor/garçom no mesmo café em que ela trabalha. O operário faz sucesso com a sua improvisação na hora de cantar e o dono quer contratá-lo. Porém a alegria dos dois não dura muito, a polícia surge novamente, mas desta vez para prender a jovem moça em um orfanato. O operário e a jovem iniciam uma nova fuga para recomeçar a vida.

Analogia do filme com os princípios da Organização Racional do Trabalho da Administração Científica de Taylor - ORT

        O estudo de tempo e padrões de produção, criado por Frederick Winslow Taylor, o qual deve haver um tempo padrão para produção, este estipulado pela pelo administrador para que os funcionários cumpram as metas, é facilmente encontrado no filme ‘Tempos modernos’. Observa-se nos primeiros minutos do filme o relógio e as pessoas caminhando como ovelhas, correndo desesperadas para o abatedouro sem propósito algum, mostrando como era o sistema de vida proporcionado pela visão industrial-capitalista, aprofundando mais ainda a crítica ao abordar com detalhes a questão da linha de montagem e suas sequelas desastrosas à psique humana. O operário perde sua sensibilidade das mãos em função de executar a mesma tarefa por todo o período.

A Supervisão funcional criada por Taylor, que propunha a existência de diversos supervisores especializados em determinada área e com autoridade funcional (relativa somente a sua especialidade) sobre os mesmos subordinados, é facilmente observada no filme “Tempos modernos”. Toda vez que o Presidente da Indústria ordena o aumento da velocidade de produção o Supervisor, chamado de “Capataz”, é anunciado e recebe ordens para verificar o aumento da produção e para atentar-se à perda de “Capataz”, os supervisores cobravam dedicação e eram rígidos porque eles conheciam o trabalho. Contudo, eles esbanjavam do poder sob seus comandados.

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Analogia com apreciação crítica da abordagem clássica

Superespecialização do Operário

Busca da eficiência através da especialização do operário por meio da divisão e subdivisão de toda a operação, fazendo uma padronização das tarefas.

 Há uma cena clássica no filme a qual o operário está estritamente dedicado em apertar parafusos. Por ser uma tarefa mecânica e repetitiva ela acaba se tornando um especialista nesta modalidade. No entanto, essa ação repetitiva o leva para um estado de fadiga fisiológica, que desencadeia uma série de outros problemas. Podemos citar outro aspecto sobre essa superespecialização; por estar focado na tarefa que lhe foi designada, ele sabia o máximo sobre ela, mas desconhecia o restante, tanto que quando lhe ofereceram outras oportunidades de emprego o operário tinha certa dificuldade em desenvolvê-las, pois suas habilidades cognitivas estavam comprometidas. Isso ocorreu, pois seu trabalho industrial não necessitava de nenhum desenvolvimento intelectual, apenas a execução de o que era designado e obedecer a tudo que era imposto. Outra cena que ilustra isso remete ao recebimento de uma carta de recomendação do Xerife que ao apresentar para o chefe de uma embarcação, que logo pede para que ele encontre um entalho que seja compatível com o que está sendo utilizado no trabalho, o operário com certa dificuldade acaba encontrando o que foi pedido, entretanto torna a simples tarefa em um pandemônio, levando-o a querer retornar para a prisão.

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