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PLANEJAMENTO URBANO 1 FICHA DE ESTUDO DIRIGIDO - Arquitetura

Por:   •  18/5/2016  •  Seminário  •  2.646 Palavras (11 Páginas)  •  699 Visualizações

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PLANEJAMENTO URBANO 1

FICHA DE ESTUDO DIRIGIDO

  1. De que forma podemos conceituar o planejamento urbano? Qual seu objetivo e seus principais instrumentos?

Planejamento urbano – É a previsão de evolução de uma cidade ou zona urbana com a visão de ordenar a distribuição física territorial das mesmas de forma a ampliar a continuidade do sistema a longo prazo. Trabalha com a visão de futuro (no mínimo 30 anos) e objetiva a criação de meios que promovam mudanças sócio culturais e consequentemente melhoria do padrão de vida da população urbana. Tem como principais instrumentos o Plano Diretor, o Estatuto da cidade e a Agenda 21. Atua através da interferência do Estado (através da atuação dos municípios, estados e por fim o governo federal).

  1. Como podemos entender os conceitos de cidade e urbano?  

Cidade - produto dos processos sócio espaciais que refletem a interação entre as várias escalas geográficas. Deve aparecer como um fenômeno gerado pela interação complexa de uma quantidade indeterminada de agentes modeladores do espaço, interesses, significações e fatores estruturais.

Urbano - adjetivo de tipo qualificativo usado para designar tudo àquilo que tenha a ver com a urbe ou com a cidade. O urbano é completamente oposto ao rural, pois é o espaço urbano que se desenvolvem todas as atividades e fenômenos relacionados com a cidade e com a vida moderna

  1. De que forma o planejamento e a gestão urbana são complementares?

Porque como o nome mesmo diz, um complementa o outro. O planejamento prepara meios para efetivação da gestão futura buscando-se evitar ou minimizar problemas e ampliar margens de manobra. Já a gestão efetiva as condições construídas pelo planejamento.   

De que forma podemos caracterizar o processo de urbanização brasileiro?  O Brasil teve um crescimento acelerado e desordenado sem controle e planejamento urbano com crescimento e distribuição desigual dos recursos e benefícios como também dos problemas ambientais.

O primeiro surto de urbanização verificou-se no século XVIII, com o ciclo da mineração. A atividade mineradora contribuiu para esse processo por vários motivos: provocou a transferência da capital da Colônia (de Salvador para o Rio de Janeiro – 1763) e o deslocamento do eixo produtivo do Nordeste açucareiro para o Sudeste aurífero, originando inúmeras vilas e cidades e promovendo a interiorização do crescimento econômico do País. Ganhou intensidade a partir da década de 1950, devido à industrialização e à modernização das atividades agrárias. A partir de 1960, a urbanização brasileira acentua-se, de forma diferenciada, em todas as regiões do país. O poder público passou a intervir decisivamente na organização do espaço brasileiro (Construção de Brasília). O projeto desenvolvimentista tinha como objetivos, além da integração nacional, a modernização do território e o desenvolvimento da economia capitalista. Para tanto, era necessário expandir a indústria e construir uma sociedade de consumo predominantemente urbana. Políticas espaciais explícitas e vultosos investimentos deram respaldo à urbanização como estratégia do desenvolvimento do território. Um aspecto da questão urbana pode ser remetido a essa proposta de construir um Brasil urbano. Além da implantação de hidrelétricas, portos, aeroportos, dutos e canais e de grandes projetos industriais, apoiados em financiamento externo, a expansão da rede de energia, de estradas e de comunicações foi um meio de eliminar barreiras à circulação do capital, que teve, então, um expoente na indústria automobilística. ”Entre os anos 1950 e 1970, a população metropolitana no Brasil triplicou, saltando de 3 milhões para 8,5 milhões de habitantes.  Este crescimento vertiginoso, embora diferenciado de acordo com as regiões brasileiras, contribui para que o Brasil chegasse a 2010 com uma taxa de 84% da sua população vivendo nas cidades e metrópoles.  Crescimento e distribuição desigual dos recursos e benefícios e também dos problemas ambientais.  Crescimento acelerado e desordenado (sem controle e planejamento urbano). Cidade Formal x Cidade informal.

 

  1. Quais as bases para as transformações das grandes cidades brasileiras a partir das reformas urbanas no final do século XIX e início do século XX?

O processo de urbanização tem as raízes na sociedade colonial, embora ele ocorra em pleno século XX, quando formalmente o Brasil é uma República independente. A questão fundiária, que ocupou um lugar central nos conflitos vividos pelo país no século XIX, referia-se fundamentalmente ao campo. A crescente generalização da propriedade privada da terra a partir de 1850 com a confirmação do poder político dos grandes proprietários nas décadas seguintes e a emergência do trabalho livre a partir de 1888, ocorreram antes da urbanização da sociedade. No entanto, a urbanização foi fortemente influenciada por esses fatores: a importância do trabalho escravo (inclusive para a construção e manutenção dos edifícios e das cidades), a pouca importância dada à reprodução da força de trabalho, mesmo com a emergência do trabalhador livre, e o poder político relacionado ao patrimônio pessoal.

A industrialização Brasileira que se afirmou a partir de 1930 e foi até o fim da Segunda Guerra Mundial constituiu um caminho de avanço relativo de forças espontâneas e de fortalecimento do mercado interno, com grande desenvolvimento das forças produtivas, diversificação, assalariamento crescente e modernização da sociedade. Foi interrompida pelo rearranjo por que passa o processo brasileiro de industrialização após o fim da Segunda Guerra, quando se verifica sobre ele um significativo e crescente controle do capital internacional.

6) Como explicar a ambiguidade entre a ruptura e a continuidade que marcou o processo de urbanização brasileira nas décadas de 1930 e 1940? Enquanto o Estado investia em infraestrutura para o desenvolvimento industrial visando à substituição de importações, a burguesia industrial assumia a hegemonia política na sociedade sem que se verificassem uma ruptura com os interesses hegemônicos. As reformas urbanas, realizadas em diversas cidades brasileiras entre o final do século XIX e início do século XX, lançaram as bases de um urbanismo moderno "à moda" da periferia. Eram feitas obras de saneamento básico e embelezamento paisagístico, implantavam-se as bases legais para um mercado imobiliário de corte capitalista, ao mesmo tempo em que a população excluída desse processo era expulsa para os morros e as franjas da cidade.

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