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Resenha Sobre o Filme Ensaio Para Cegueira

Por:   •  26/3/2019  •  Resenha  •  630 Palavras (3 Páginas)  •  85 Visualizações

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Filme ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, produzido por Fernando Meirelles, baseado na obra de José Saramago (1995).  

O contexto do filme aborda em seu início uma epidemia de cegueira, onde o infectado apresenta uma visão esbranquiçada, relacionada pelos personagens como um “banho de leite”.

A epidemia começa com um homem (primeiro cego), durante a sua rotina habitual ele é surpreendido por um ataque de cegueira, enquanto dirigia seu carro numa manhã agitada, no “horário de pico” e assim começa uma cadeia de transmissão da doença. Ele se depara com a cegueira e entra em estado de pânico em meio ao trânsito. Extremamente vulnerável, o homem é obrigado a confiar em estranhos e depositar neles sua fragilidade, sentindo-se claramente desconfortável com a condição.

Em contrapartida, o personagem (Médico) é visto frente a uma situação adversa ao doente, sobre conceito ético, ele tem a oportunidade de agir com má fé, diante de uma vítima em potencial. O personagem não hesitou tratou de rapidamente em tirar proveito do homem. No entanto, a personagem (esposa do médico), não sofre com a doença e decide acompanhar o marido, que é acometido da cegueira, simulando também estar cega.

Quando as autoridades perceberam que se tratava de uma epidemia decidiram colocar todas as pessoas que apresentavam cegueira, em quarentena. Com o surto antes nunca conhecido, o governo sentiu grande dificuldade em contê-lo, e optou pela reclusão de todos os afetados, discursando que o ato era para o bem da maioria. Após vários dias de reclusão, apesar de pequenos atritos, o equilíbrio reinou nos tratados dos grupos das diferentes áreas até que ouve a autoproclamação. Um dos reclusos fez uso de uma arma de fogo para impor sua arbitrariedade, o mesmo também não gozava da visão, porém, com o direito do mais forte, imputou aos outros habitadores, regras a serem cumpridas determinando deveres, obrigações e normas de convivência. As regras arbitradas eram vistas como injustas, os alimentos passaram a ser negociados por quem detinha o poder. E qualquer objeto de valor pertencente aos que sofriam o domínio, era usado para capitalizar os alimentos, gerando assim uma má distribuição do alimento que já era escasso. No entanto, os objetos “valiosos” não supriam a necessidade dos que negociavam a comida. Com o passar do tempo e com a falta de recursos a espécie de asilo entra em colapso. Logo, o lado sexual passou a vigorar como “moeda de troca”, onde as mulheres eram obrigadas a vender seu corpo em troca da sua existência e a sobrevivência do seu grupo. Pouco mais adiante, a mulher do médico que decidiu pelo bem e prosperidade do grupo, resolve matar o autonomeado “rei da ala três”. Em consequência disso, torna-se impossível a sobrevivência naquele estado, obrigando-os a fugir do lugar.

Ao sair do asilo, e ao perceber a dimensão que a doença tinha alcançado a mulher do médico que, como única que ainda podia enxergar, vira uma espécie de mãe do grupo. Sobrevivendo alguns dias pela cidade, a competição por alimento é ainda maior. O grupo entra numa igreja católica, a personagem principal presencia um cenário em que todos os santos se encontram de olhos vendados, e diz: “Se os céus não veem! Que ninguém veja”…, sendo assim, ela decide retornar a sua antiga casa, acolhendo também o grupo, que agora já possuía um vínculo maior. Com o passar do tempo, o primeiro homem a ficar cego, recupera a visão.  

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