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10 lições sobre Maquiavel

Por:   •  29/8/2015  •  Trabalho acadêmico  •  1.077 Palavras (5 Páginas)  •  2.359 Visualizações

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CENTRO UNIVERSITÁRIO − UNIPÊ

CURSO DE DIREITO

DISCIPLINA: CIÊNCIA POLÍTICA

PROFESSOR: VINÍCIUS SOARES DE CAMPOS BARROS

GRASIELE DA SILVA PROCÓPIO / TURMA: E

1420004898

10 LIÇÕES SOBRE MAQUIAVEL

JOÃO PESSOA / PB

2014.2

RESUMO

2ª LIÇÃO: A VERDADE EFETIVA

 

  O pensador, e não filosofo, era ligado a um mundo prático, e não se importava com os meios por ele tomados para atingir seus propósitos. Maquiavel foi um dos fundadores da ciência política renascente. Refletiu que pra que se compreendesse o caminho político a delimitação dos fatos antigos e modernos, não se tornariam temporários ou instantâneos, mas infindáveis, tornando-se regras que descrevem o universo político. O homem não muda, sempre agirá igualmente de acordo com as mesmas adversidades, entendendo que estudando o passado descobrimos o futuro porque os homens sempre terão as mesmas paixões produzindo os mesmos resultados. Desta forma, Maquiavel conseguiu construir um pensamento moderno, descrevendo como a política é e não como deveria ser.

3ª LIÇÃO: PESSIMISMO ANTROPOLÓGICO

  Maquiavel avalia a negatividade da natureza humana, para ele o homem é mau e a todo custo quer satisfazer suas ambições. Podendo a maldade ocultar-se em algum momento, acredita que não por muito tempo, pois o mesmo (o tempo) é o pai da verdade. Para ele, é melhor que o homem seja temido do que amado, por ser inconstante, dissimulado, etc. Pois quando lhe são solícitos pertencem a ti, caso contrário, revoltam-se.

   Maquiavel acredita na inovação da sociedade virtuosa, haja vista que apesar de seus almejos, os homens são capazes de construir boas ações quando ele afirma que o norte para a ação do governante é o bem comum. Fato observado na República Romana, que o pensador enfatiza, que se a oposição de interesse for bem ordenada proporcionarão, desta forma, o bem coletivo.

     

4ª LIÇÃO: A CONCEPÇÃO DE HISTÓRIA DE MAQUIAVEL

  Maquiavel acreditava que a vida política era um ciclo onde todos os envolvidos estavam sujeitos a constantes mudanças. Desta forma ele nos encaminha ao entendimento do presente e futuro, haja vista que a instabilidade e a ambição pelo poder provocam mudanças dos governos, resultando na corrupção sempre ativa na vida dos Estados. A natureza não permite que as coisas do mundo tenham paradas, quando elas chegam a sua perfeição, não podendo subir mais, tendem a descer, bem como, depois que descem, chegando à baixeza, haverão de subir. Maquiavel enfatiza a importância da ação humana na edificação do destino das cidades.

5ª LIÇÃO: A ÍNTIMA RELAÇÃO ENTRE FORTUNA E VIRTÙ

  Maquiavel centraliza seu pensamento na relação entre fortuna e virtù. Estes conceitos permeiam por toda sua obra e simbolizam a luta entre os homens e os acontecimentos do mundo político. A fortuna era considerada uma “recompensa” aos homens de virtù, que as conquistavam com seus méritos. A virtude ou virtù, significava valor, capacidade, determinação, engenhosidade e proeza ligadas a necessidade política. Para ele, o indivíduo devia agir de forma astuciosa para garantir a continuidade do Estado. Assim com visão no âmbito político, Maquiavel afirmava que a virtù deveria dominar a fortuna afim de esclarecer a percepção da astúcia nos pensamentos do indivíduo ao seu redor.

6ª LIÇÃO: A AUTONOMIA POLÍTICA

  Maquiavel analisava a ruptura da tradição do universo político, sujeita a sua própria autonomia e visão, separando da ética e da religião. Para Maquiavel um governante que almeja o poder deve guiar-se a necessidade política não estando preso a nenhuma norma ética, jurídica ou religiosa.

   A política e a moral seriam critérios distintos a serem julgados. Maquiavel diz, que para salvar a pátria o governante deveria utilizar de todas as maneiras possíveis para concretizar seu objetivo, visando um resultado positivo das suas ações.

7ª LIÇÃO: A RELIGIÃO COMO INSTRUMENTO DO ESTADO

  O pensador valorizava a moral pagã e preteria a cristã, pois a considerava individualista em virtude do pensamento que se aferia à salvação da sua alma. A religião para Maquiavel era uma forma de dominação, pois nem todo o homem obedecia as leis humanas mas nunca desobedeceria as divinas. Criticava tanto a instituição da Igreja quanto seus valores morais.

  Contudo, defendia a moral pagã por ser útil aos propósitos do Estado, pois, pra ele, a religião era um instrumento a mais para a conservação da ordem e da segurança.

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