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LINGUAGEM JURÍDICA OBRA “LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA” DE ERMANI TERRA

Por:   •  19/6/2019  •  Trabalho acadêmico  •  1.200 Palavras (5 Páginas)  •  17 Visualizações

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FACULDADE DE DIREITO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

LINGUAGEM JURÍDICA

OBRA “LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA” DE ERMANI TERRA

NIRVANA IRIS LEIROZ- RA 22208

1ºANO CN

2019

SÃO BERNARDO DO CAMPO

  1. Dados da obra

TERRA, Ermani. Linguagem, Língua e Fala. 1º ed, São Paulo: Scipione, 1997. (Ponto de Apoio) – 88 p.p.

  1. Palavras-chave

Linguística; normas; escrita; fala; linguagem

     3. Citações

  1. “O Brasil não só alcançou sua independência política com relação a Portugal, como também, há muito, alcançou sua independência linguística. Só não alcançamos ainda nossa independência normativa.” (pp-53)
  2. É importante notar que o processo de apropriação de uma língua se faz por aprendizagem, que ocorre, como assinalamos, independente da escola.” (pp-23)
  3. “Acabamos por esquecer que aprendemos a falar antes de aprender a escrever, e inverte-se a relação natural.” (pp-14)
  4. “Esse produto social é autônomo, à maneira de um jogo com suas regras, pois só se pode manejá-lo após uma aprendizagem.” (pp-17)
  5. “Os antigos romanos já diziam: verba volant; scripta manent, isto é, já que as palavras voam, o que está escrito permanece.” (pp-13)

    4. Resumo da obra

 A obra “Linguagem, língua e fala” de Ermani Terra se distribui em 13 capítulos e um glossário para o melhor entendimento da mesma. No primeiro capítulo conceitua-se e classifica-se, o que se denomina como “bem”, apresentando o motivo da língua ser classificada como um: coisa que por ser útil ao homem, é objeto de apropriação. No segundo capítulo, diferencia-se os conceitos de linguagem, língua e fala. Conceituando-os como: linguagem é todo sistema de sinais utilizado para realizar atos de comunicação, podendo ser sub-dividida em linguagem verbal e linguagem não-verbal; língua é um aspecto da linguagem de natureza gramatical concretizado pela fala, formado por um conjunto de sinais e regras que a organiza. Além de apresentar o caráter público e privado da fala. Mais pra frente no terceiro capítulo, introduz-se dois tipos de restrições da fala: instrinseca relacionada à regras naturais que delimitam a fala e extrínseca que são as normas impostas pelos conjuntos de falantes. Ainda sim, se diferencia e demonstra a importância de saber os conceitos sobre agramaticalidade e gramaticalidade. A apresentação do que se denomina como Signos, ocorre no quarto capítulo, sendo assim, ícone é um signo artificial que estabelece uma relação entre uma imagem criada pelo homem à o que ela representa. No quinto capítulo, apresenta-se ao leitor o conceito de normal e a transgressão da mesma a partir de uma sanção – como perder nota ao não respeitar a norma gramatical dentro da escola. E a tendência de uniformidade que padroniza o uso que se faz da língua e diversidade, denominadas como força centrípeta e centrifuga, na citação que antecede o capítulo. O sexto capítulo é feito a partir da introdução ao valor histórico da norma culta e a diferenciação de norma e fala. O sétimo capítulo estabelece uma divergência entre o português do brasil e português de Portugal, como: semântica, colocação de pronomes, etc. A segunda parte da obra começa no oitavo capítulo, onde se explica a complexidade da gramatica. Procurando ampliar mais ainda os conceitos já apresentados, o nono capítulo envolve os níveis de fala e fatores que os diferenciam; regionais, culturais, contextuais e naturais além dos níveis de linguagem. No décimo capítulo se apresenta a linguagem sob o prisma de adequação. Seguido do décimo-primeiro capítulo onde ocorre a apresentação da linguística, e se destaca a influência de Saussure e Chomsky. O último capítulo é a conclusão da obra, que se baseia em tudo que foi apresentado de forma compacta e objetiva.

      5. Crítica da obra

Logo no começo da obra percebe-se uma importante característica da mesma: apesar de ser escrita em 1997, cerca de 20 anos atrás, a escrita apresentada e suas explicações são extremamente fáceis e modernas, o que facilita muito a compreensão para jovens leitores de obras explicativas. As citações antecedentes de cada capítulo também dão um ar mais moderno à obra, fazendo com que o leitor se baseie nos mesmos para criar certa expectativa antes mesmo de ler o capítulo em si e ver o que será conceituado no mesmo. Para a maioria dos leitores de primeira viagem em livros que parecem ser complexos – mas só parecem, a obra é uma verdadeira surpresa. A maneira com que a linguagem, língua e fala são apresentadas e contextualizadas como se fosse verdadeiramente uma aula com um professor, transmite certo conforto e facilidade em apreciá-la. Ao tratar de assuntos como o caráter público da linguagem porém com uma noção privativa que temos dela para com nós mesmos, além da ultra valorização da escrita sob a fala mesmo que não tenha esse direito por valores históricos e sociais, faz com que se tenha uma nova perspectiva sobre tudo que nunca foi ensinado nas escolas. E a partir daí, começa a base da obra para formar uma estrutura que demonstre com propriedade a complexidade da linguagem, de modo quase imperceptível porém extremamente preciso. Quando introduz-se classificações antes nunca vistas como as restrições de uso da língua, além de suas transgressões naturais, introduz-se também ao leitor a chance de avaliar suas próprias experiências linguísticas e como as mesmas foram influenciadas por esses novos conceitos. Dentro dessa mesma introdução, apresenta-se um estudo muito interessante sobre a disposição natural do ser humano em aprender a falar, não apenas o que é dito comumente: os bebês repetem o que ouvem e assim, se tornam capacitados a se comunicar. Na obra, diz-se que todos nós nascemos com um dispositivo interno linguístico que se desenvolve juntamente com nossas capacidades biológicas e psíquicas. Os termos como gramatica gerativa – que nos faz compreender palavras “inventadas” que foram geradas a partir de uma norma gramatical. -, competência e desempenho auxiliam na construção de uma interpretação mais ampla sobre a linguagem. Ao tratar-se de signos e seus significados, a obra da uma ênfase em coisas que quem não conhece, não percebe como quando o significante tem seu significado alterado – pão se torna significado de comida no sentido amplo; cruz de sofrimento, etc -. Também é apresentado a valorização da norma no seu sentido culto, base da doutrina da linguagem, e desvalorização da norma real, que se usa no cotidiano. Logo após comentar sobre a valorização da famigerada norma culta, dá-se uma introdução histórica a essa hiper-valorização pois o Brasil ainda não atingiu sua completa independência normativa de Portugal, mesmo todos os falantes sabendo que a forma de linguagem dos países é completamente oposta, ainda se tem uma situação de dependência com nosso colonizador. Faz-se também um ponto muito importante ao tratar-se da gramática pois, a gramática não se delimita ao seu teor normativo, cuja aprendemos na escola mas, num sentido muito mais amplo – linguagem, fala e escrita e as leis naturais que as regulam. Tem-se uma falsa concepção de que a gramática é apenas o certo que condiz com o que a norma impõe, e o errado que desvia-se da norma. Por fim, ainda se demonstra as variações da linguística e com uma conclusão recheada de noções variadas e importantíssimas sobre os temas tratados, a obra se finaliza dando uma verdadeira aula a seus leitores sobre o curioso universo da linguagem, língua e fala.

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