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O Mundo Inexorável de Karl Marx

Por:   •  13/9/2018  •  Trabalho acadêmico  •  573 Palavras (3 Páginas)  •  4 Visualizações

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Resumo “O Mundo Inexorável de Karl Marx” P. 144 a P.151

O sistema capitalista desmorona-se à medida que perde sua fonte de energias, a mais valia. O desmoronamento é apressado pela constante instabilidade da economia.

Para Marx a possibilidade de salvação do desmoronamento não existia, o Estado era apenas um órgão politico dominante dos governantes econômicos. Não havia como fugir à lógica, ao desenvolvimento inexorável de um sistema que não só se destruiria como, ao fazê-lo, daria origem ao seu sucessor. Marx pouco tinha a dizer sobre esse sucessor. Seria uma sociedade sem classes, não haveria uma divisão econômica da sociedade baseada na propriedade e durante um período de transição, haveria a “ditadura do proletariado”, depois então viria o comunismo “puro”.

É importante ressaltar que o Marx não foi o arquiteto do comunismo, essa tarefa caberia ao seu sucessor, Lênin.

Marx apresentou um modelo de mundo abstrato, na qual a situação que apresentava modificava-se de um modo previsível, preciso e inevitável. Era necessário que ao aplicar na realidade suas verificações abstratas, o mundo verdadeiro do capitalismo também tinha de mostrar as mesmas tendências.

A essas tendências chamava ele de “leis do movimento” do sistema capitalismo – a trilha que o capitalismo seguiria no futuro. E todas as previsões se tornaram realidade.

Como assinalaram Adam Smith, Ricardo ou Mill a pressão da concorrência e dos salários que sobem reduzirão os lucros. Os lucros são a característica do capitalismo e só são perpetuados se os negócios crescerem o que leva a uma incessante busca de novas técnicas para renovar-se. Marx afirmava que o progresso tecnológico não é apensas uma consequência do capitalismo, mas um ingrediente vital.

Marx julgava que os lucros cairiam não somente dentro de um ciclo econômico (o que realmente acontece), mas que apresentariam uma tendência secular para a queda, e isso não parece ter ocorrido. Apesar desse equivoco, o modelo marxista do capitalismo foi extraordinariamente profético.

Na Rússia e na Europa oriental o capitalismo desapareceu. Na Escandinávia e na Inglaterra foi parcialmente abandonado. Em toda parte, exceto nos Estados Unidos, o capitalismo está na defensiva. Como Marx previu, o capitalismo desmoronou-se. O que provocou essa instabilidade foi uma sucessão de crises comerciais, complicadas por causa das guerras, destruiu a fé das classes médias e inferior no sistema. E houve algo que estabeleceu a diferença entre a sobrevivência e a destruição, ao contrario dos Estados Unidos, o capitalismo Europeu falou por motivos sociais que foram previstos pelo Marx.

A cura das falhas do capitalismo exigiria um governo que se tivesse elevado acima dos interesses de uma classe só e foi exatamente essa falta de flexibilidade social, esse interesse estreito que enfraqueceu o capitalismo europeu. Nos Estados Unidos os problemas econômicos do capitalismo foram enfrentados com atitudes sociais oriundas de uma herança menos inflexível, há uma sadia flexibilidade social que impediu o desenvolvimento de estruturas de classes rígidas.

Marx não estava errado na sua interpretação econômica, mas na suposição de que as atitudes psicológicas e sociais eram fixas e inalteradas. Para Marx a classe capitalista estava incorrigivelmente encadeada à impiedosa busca do lucro, enquanto o governo era inevitavelmente um instrumento do capitalismo. Porém no Novo Mundo surgiram novas atitudes, a ideia da democracia, de um governo imparcial procurando reconciliar os interesses divergentes, a ideia da luta de classes sem guerra de classes.

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