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A Economia

Por:   •  8/6/2016  •  Trabalho acadêmico  •  1.209 Palavras (5 Páginas)  •  320 Visualizações

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1.    Em que consiste a crise ambiental? Demonstre os principais determinantes e como eles se manifestam. Dê alguns exemplos locais.

R: A crise ambiental consiste num conjunto de variáveis que dizem respeito à um desequilíbrio entre natureza, forças produtivas e relações sociais de produção.

Segundo Karl Polanyi “permitir que o mecanismo de mercado seja o único dirigente do destino dos seres humanos e do seu ambiente natural (...) resultaria  no desmoronamento da sociedade” apud LIMA, M. C. em "A crise ambiental contemporânea". Disponível em: cartacapital.com.br Acesso em: 26 mar 2016. Esta frase é capaz de sintetizar a relação direta entre este desequilíbrio e capacidade avassaladora que um mercado pode ter em relação aos recursos naturais dos quais depende.  As determinantes da crise ambiental podem, basicamente, ser exemplificadas pela exploração de recursos naturais de maneira insustentável (e inconsequentes, principalmente no que diz respeito ao longo prazo); exploração da mão de obra/proletariado; poluição; geração de resíduos; desperdício e incentivo ao consumo desenfreado que implicam na existência do meio ambiente natural e da qualidade de vida de ecossistemas inteiros. A extração de minérios; a construção de hidrelétricas; injeção de hormônios em animais para aumentar sua produtividade e crescimento  (poluentes farmacêuticos) são algumas das situações presentes na conjuntura nacional, que exemplificam variáveis desta crise ambiental, além das implicações associadas ao mercado petrolífero que depende de um recurso natural esgotável, e que atualmente representa um dos principais elementos em voga no cenário econômico mundial.

2.    Caracterize o sistema capitalista contemporâneo. Em seguida destaque os aspectos relevantes impeditivos à sua expansão decorrentes da crise ambiental.

        O sistema capitalista contemporâneo pode ser caracterizado, basicamente, pela articulação entre forças produtivas e relações sociais de produção. Políticas neoliberais tem estado bastante presentes no contexto capitalista contemporâneo. O anseio pela não intervenção/mediação, estatal por parte do mercado, pode ser considerado um dos principais aspectos deste sistema. Outro aspecto diz respeito ao consumo, movido não apenas por uma obsolescência programada, mas pelo ápice alcançado pela propaganda e mercado capaz de criar necessidades para mover o consumo, atingindo praticamente todos os tipos de público, inclusive o infantil. Além do mais, o contexto capitalista atual, tem se mostrado extremamente desigual (Segundo a Global Wealth Report, 2014, 1% da população detém praticamente metade da riqueza global). Além destas características, uma tendência a serviços terceirizados e semiescravos (ou escravocrata contemporâneo) também tem estado bastante em voga, visando o máximo lucro e o mínimo custo. A relação entre mercado e estado em meio a crise ambiental se mostra bastante importante, pois mesmo com a existência do estado, muitas questões anteriormente citadas ocorrem. Se este não existisse como mediador, e garantisse certa proteção/regulamentação ambiental e trabalhista, muito provavelmente a crise ambiental e a sociedade de maneira geral estariam sujeitas a agressividade de um mercado generalizadamente devastador, tanto do meio ambiente de maneira geral, como da manutenção da vida humana e de demais seres vivos.

3.    Descreva o fluxo asfixiante de consumo. Em seguida estabeleça a relação entre consumo, felicidade e meio ambiente.

        Comumente atribui-se ao consumo a concepção de felicidade. Mas embora esta relação seja amplamente difundida a qualidade de vida associada a felicidade não tem relação com a capacidade de consumo, pois esta última não representa um conjunto de fatores que dizem respeito a felicidade (bem estar pleno; saúde; tempo etc.), mas sim a um fenômeno mercadológico capitalista, a cultura do consumo.

Ao fluxo asfixiante de consumo atribui-se a competitividade (que se faz muito presente no capitalismo contemporâneo); a insegurança, ansiedade e alienação (Incentivo ao consumo desde a infância por meio da propaganda, mídias e outros recursos. Disseminação de necessidades criadas; consumo desenfreado; desperdício; "atualizar-se socialmente" e adequar-se ao "produto da vez"). A esse fluxo asfixiante ainda podem ser atribuídas a solidão e a depressão, pois a cultura do consumo prega a adequação a este fluxo, e esta geralmente é atrelada a felicidade, uma felicidade superficial que depende da aquisição para se garantir uma aceitação social e uma identidade padronizada aceitável. O indivíduo ultrapassado que não consome ou compete, não é muito interessante para esta lógica de consumo, uma espécie de anti-herói obsoleto.

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