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Fichamento Celso Furtado Formação Econômica do Brasil

Por:   •  21/8/2019  •  Trabalho acadêmico  •  2.325 Palavras (10 Páginas)  •  51 Visualizações

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Yago Chrystyan Lima de Verçosa – RA:11201921806

Referência: FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 34º Edição. São Paulo:

Companhia das Letras, 2007

Resumo

PARTE UM – FUNDAMENTOS ECONÔMICOS DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL

Celso Furtado começa o livro descrevendo como se deu a ocupação do território brasileiro pelos portugueses, no século xv, que inicialmente não obtiveram a mesma sorte dos espanhóis, os quais encontraram metais preciosos na região do México e focaram apenas na extração dos mesmos. Visto a dificuldade em gerar riqueza por meio da colônia, os portugueses focaram na produção agrícola, mais especificamente a cana de açúcar (especiaria com grande valor). Tal produção se fez viável, para o autor, uma vez que movimentou o tráfico de escravo e possibilitou a importação do maquinário produzido em Portugal para a colônia, havendo uma cooperação comercial-financeira com os holandeses que ficaram responsáveis por todo refinamento e distribuição da produção. A mesma se rompeu com a expulsão dos holandeses, do território brasileiro, levando embora também as técnicas sobre produção e instalação de um engenho, essas serviram para que após um decênio fosse instalado na região das Antilhas (colônias de origem francesa e inglesa) uma nova produção de açúcar com algumas melhorias acarretando na diminuição do valor de produção e automaticamente de venda da especiaria.

Com a concorrência desleal no mercado do açúcar os portugueses necessitaram instituir uma nova fonte de renda para a colônia, nesse contexto surge a mineração no Brasil do qual grande parte do ouro encontrado aqui era enviado a Portugal que automaticamente repassava para a Inglaterra (grande potência europeia que firmou diversos acordos unilaterais no campo econômico e político com Portugal) através de importações.

PARTE DOIS – ECONOMIA ESCRAVISTA DE AGRICULTURA TROPICAL – SÉC. XVI & XVII

A economia açucareira desenvolveu grande capitalização, Celso Furtado afirma que através da inserção do mercado de escravos advindos do continente africano, a produção adquiriu grande poder de produção e acumulação de riqueza, a qual se concentrava na mão da classe de proprietários de engenhos. Tal montante era em grande parte destinado ao exterior da colônia, os senhores de engenho constituíam vínculos com os demais núcleos de povoamento apenas destinados à compra de gado (para tração) e de lenha (para fornalhas).

O autor considera a criação de gado um fator fundamental de penetração e ocupação do interior brasileiro, colocando a proibição de Portugal sobre a criação de gado na faixa litorânea como um fator para se ter um desenvolvimento inicialmente no Nordeste e logo após no sul do país, ambas as regiões apresentando uma rentabilidade relativamente baixa, sendo guiadas pelas altas e baixas no valor do açúcar, sendo um fator que impulsionou o aumento demográfico, adquirindo um caráter de subsistência.

PARTE TRÊS – ECONOMIA ESCRAVISTA MINEIRA – SÉC.XVII

Nesta parte do livro Furtado retrata sobre o aumento da população de origem europeia, no séc. XVII, o qual ocorreu por meio de um financiamento do governo ou dos senhores de engenho, relembrando que com a baixa no mercado de açúcar, por conta da concorrência com as Antilhas, as terras americanas só se justificariam economicamente se chegassem a produzir metais preciosos. Tal produção se deu no final do séc. XVII, a qual duplicou o número de imigrantes europeus na colônia e possibilitou uma maior iniciativa dos escravos que poderiam trabalhar por conta própria, mediante a um pagamento fixo ao seu dono, “possibilitando” então a compra de sua liberdade. Celso Furtado destaca que a mineração elevou substancialmente a rentabilidade da atividade pecuária (em específico as regiões do sul e nordeste) pois ao se encontrar em regiões distanciadas, como montanhas, o transporte por meio de gado era essencial, refletindo em como tal distanciamento, no que diz respeito ao litoral, proporcionou que o fluxo de caixa gerado pela mineração fosse mantido, pois havia um encarecimento dos artigos importados, favorecendo os bens de consumo corrente e ocorrendo o contrário aos artigos de luxo, fato esse que tornava a economia mineira mais propícia ao desenvolvimento de atividades ligadas a um mercado interno do que havia sido a açucareira.

PARTE QUATRO – ECONOMIA DE TRANSIÇÃO PARA O TRABALHO ASSALARIADO – SÉC.X

Celso Furtado inicia essa parte do livro colocando em cheque a influência da Inglaterra frente ao destino da colônia, e problematizando o tratado de Mathuen, assinado no início do séc. XVIII entre Inglaterra e Portugal, o qual impossibilitava o desenvolvimento de uma produção manufatureira em Portugal e automaticamente na colônia, fazendo com que grande parte da riqueza gerada no território brasileiro ficasse impossibilitada de ser aproveitada para o início de uma manufatura, servindo apenas para fomentar a produção inglesa.

O autor afirma que o último quartel do séc. XVIII e início do XIX constituiu uma nova etapa para colônia, a qual obteve um aumento populacional e em contrapartida uma queda nas exportações, havendo apenas na região do Maranhão (centro autônomo que se articulava com a região açucareira) uma efetiva prosperidade, justificada pelos investimentos feitos por Marques de Pombal que visava a expulsão dos jesuítas daquela região. Furtado reflete ainda em como a transferência do governo metropolitano e à abertura dos portos em 1808 somados a uma série de acontecimentos políticos que refletiram no mercado de produtos tropicais, como a revolução francesa e às guerras napoleônicas, possibilitaram uma elevação temporária no preço de todos os produtos da colônia. Entretanto, essa prosperidade era precária e o Brasil nos primeiros anos de vida como nação politicamente independente encontraria sérias dificuldades para defender sua posição no mercado, o autor afirma que os privilégios concedidos à Inglaterra retardaram o desenvolvimento econômico do Brasil, levando a uma crise no poder do governo, o qual chegou a receber imposições dos ingleses, como a eliminação do tráfico de escravos africanos e a sua libertação, a qual seria considerada como prejuízo ou melhor dizendo “uma verdadeira hecatombe social”.

Furtado reflete sobre a escassez de recursos financeiros, a qual o governo central busca solucionar emitindo mais papel moeda, tendo de efeito uma inflação que acarretou no empobrecimento das classes populares dos centros urbanos, fazendo com que a renda per capta fosse a mais baixa em todo período colonial, fruto, de acordo com os dados expostos pelo autor, de uma queda no volume das exportações. Em contrapartida os EUA são alavancados na economia por meio da produção de algodão, tendo implicitamente alguns fatores para tal evolução - o acúmulo de capital advindo das guerras napoleônicas aliados ao acúmulo de experiência técnica da fase colonial com o surto da revolução industrial – que para Celso explicam perfeitamente essa disparidade com o Brasil.

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