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Ciência Sem Fronteiras - Ensaio

Por:   •  2/12/2013  •  950 Palavras (4 Páginas)  •  153 Visualizações

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O Programa do governo Federal Ciência sem Fronteiras[1], lançado no governo Dilma em julho de 2011, objetiva principalmente investir no intercâmbio de cientistas e estudantes brasileiros e estrangeiros, promovendo desta forma a presença do Brasil no exterior e gerando dentro do país uma economia do conhecimento até então inconsistente, quando comparado com os países que nas últimas décadas investiram maciçamente em educação.

O programa efetiva-se nas áreas das ciências bio-eco-geológicas, médicas e tecnológicas, dentre outros motivos, pela carência do país na produção de pessoal com expertise nessas áreas de conhecimento e pelo retorno em termos econômicos e de desenvolvimento para o país.

A grande maioria dos países da América Latina possui em seu quadro educativo universitário mais de 60% de seus estudantes especializando-se nas áreas das ciências políticas e humanas.

Apesar do destaque do Brasil no continente, nos quesitos ciência e tecnologia, ainda há um apego ao estudo dessas ciências humanas, que remonta, não somente ao tabu compartilhado por quase toda a humanidade em relação ao aprendizado da matemática e ciências exatas em geral, mas também ao período vivido sob o jugo da ditadura militar.

Com o fim dos governos ditatoriais, que fomentaram o estudo das engenharias e ciências exatas, a comunidade acadêmica e os intelectuais num ato de rebeldia contra toda aquela orientação para as áreas tecnológicas, impulsionada pelas ditaduras, passaram a se enveredar pelas áreas das discussões políticas e sociais, numa tentativa de trazer para si essa dinâmica até então tolhida.

Não obstante o grande número de estudantes e pesquisadores engajados em ciências humanas no país, conforme citado anteriormente,

“em ciência e tecnologia, o Brasil está muito à frente de praticamente todos os países latino-americanos, e tem centros de excelência de educação superior que produzem a maior quantidade de doutorados e publicações científicas da América Latina”[2].

Não é debalde que o Brasil é o maior e mais eficiente produtor de etanol do mundo, tem uma indústria aeronáutica requintada, com produção variada e de alta qualidade de aviões civis e militares, e tudo isso devido aos investimentos governamentais nos anos 60 e 70.

Mas em termos gerais, grande parte da produção científica no Brasil é acadêmica e pouco aplicável à economia de maneira prática, vide o número insignificante de patentes registradas aqui, se comparado com países como Japão, Estados Unidos, Coréia do Sul, Índia, China e Israel.

A meta do Ciência sem Fronteiras é elevar ainda mais o número de pesquisadores nas áreas de ciência e tecnologia até 2015, oferecendo mais de 100 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros, escalando a capacidade nacional de fazer de sua produção científica algo palpável e aplicado à realidade, através do diálogo entre os setores acadêmico e produtivo.

O programa em questão nasce não como um oásis, mas em decorrência de outras iniciativas levadas a cabo na primeira década do século XXI, como no caso do ProUni[3], do governo Federal e Todos pela Educação[4], concebido e financiado pela iniciativa privada. Este último levou a questão da precariedade da educação do país à sociedade civil – atualmente muito mais engajada no cenário educacional.

Contudo, o Ciência sem Fronteiras possui particularidades que o destacam dos demais programas educativos, não menos importantes. É um programa de graduação, pós-graduação, doutoramento e pós-doutoramento que fomenta a educação em áreas capazes de produzir tecnologia e que projeta o Brasil internacionalmente pela capacidade de geração de conhecimento a que se propõe, dentro e fora do território nacional, pontual e prospectivamente. Visando trazer de volta e atrair destacados pesquisadores residentes no exterior, brasileiros ou não, o governo tem a meta de transformar o país em um exportador de conhecimento e serviços e não mais somente de matérias-primas,

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