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Resenha: O Brasil De Lula

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Por:   •  21/3/2014  •  3.717 Palavras (15 Páginas)  •  463 Visualizações

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Ser mais popular no fim de um governo é muito mais difícil que ser popular no inicio, pois no inicio o povo ainda não te conhece, muitas vezes suas promessas são esperadas por seus eleitores, ou futuros eleitores, muitas vezes o candidato representa bem e passa uma imagem boa, porém no fim ele não fez muitas vezes o que deveria ter feito, ou como aconteceu com Lula ele fez até mais o que seus eleitores esperaram e foi reeleito com mais votos dos pobres, e idoso que no seu primeiro mandato. Toda essa popularidade não passa de um simples jogo politico, que muitos outros políticos por falta de conhecimento não o fizeram ,é lógico que juntamente a esse jogo politico existe um contexto de vida por trás e um pouco de carisma.

Apesar do sucesso de Lula estar longe de ser previsível, com básicos mecanismos de administração ele conseguiu fazer um bom governo, não um governo longe de corrupções, mas aquele governo que tira de campo as pessoas erradas na hora certa. No início de seu mandato em 2002, seu governo partiu de um início melancólico e logo se aproximou do desastre. Seu primeiro mandato, dominado pelo legado econômico de seu predecessor, reverteu praticamente toda a esperança sobre a qual o Partido dos Trabalhadores havia sido fundado. No governo de Fernando Henrique Cardoso, a dívida pública — metade da qual avaliada em dólares — tinha dobrado, e o déficit em conta de então era duas vezes a média da América Latina, as taxas de juros nominais estavam acima dos 20%, e a moeda havia perdido metade do seu valor na corrida eleitoral. A Argentina havia declarado o maior calote da história e aos olhos do mercado financeiro o Brasil parecia à beira do mesmo precipício. Para restaurar a confiança dos investidores, Lula nomeou uma equipe econômica indiscutivelmente ortodoxa no Banco Central e no Ministério da Fazenda, que elevou ainda mais a taxa de juros e fez cortes no investimento público para atingir um superávit primário maior do que o próprio FMI havia recomendado. Para os cidadãos, os preços e o desemprego subiram enquanto o crescimento caiu pela metade. Mas o mais amargo remédio para os militantes foi o néctar dos que possuíam títulos da dívida pública: o fantasma do calote havia sido banido. O crescimento voltou em 2004, com a recuperação das exportações. Mas a dívida pública continuava crescendo, e a taxa de juros foi elevada mais uma vez. Partidários do governo anterior, que remoíam as críticas de Lula a Cardoso, apontaram triunfantemente a continuidade entre os dois. Para o PT não havia muito do que se gabar. Se isso já era desestimulante o suficiente, o pior ainda estava por vir. Na primavera de 2005, o líder de um dos menores partidos do Congresso (havia então uma dezena deles), pressionado depois que um de seus homens de confiança foi filmado recebendo propina, reagiu com a revelação de que o governo comprava o voto dos deputados de modo sistemático pagando 7 mil dólares ao mês para cada um deles, assegurando assim a maioria câmara, após essa revelações as descobertas do mensalão e todas as outras corrupções do governo, até mesmo suspeita de homicídio vieram a tona. Porém todos esses escândalos de mensalão e de corrupção já são normais na história da política do Brasil, e muito pior “são aceitáveis”, quem nunca comprou votos?!Entre tanta corrupção e para limpar diversos nomes, pessoas envolvidas no mensalão resolveram dizer que iriam lutar pela causa e não só por questões individuais.

Raramente um cálculo político foi tão infeliz. Sitiado na mídia e severamente criticado em seu mandato, Lula pôde contar com duas reservas de emergência que não apenas salvaram sua posição, mas a transformaram. O primeiro foi à volta do crescimento econômico sustentado. Depois de um período considerado como a pior estagnação do século — um crescimento médio anual de 1,6% na década de 1990, aproximando‑se de não mais de 2,3% em oito anos de FHC, o PIB chegou ao patamar de 4,3% de 2004 até 2006. O salto se deveu essencialmente à boa sorte no exterior. Esses foram os anos em que a demanda chinesa por duas das exportações mais valiosas do Brasil, soja e minério de ferro, decolaram, em meio a um aumento exorbitante no preço das commodities. Nos EUA, onde as taxas de juros eram mantidas artificialmente baixas por parte do FED, para impedir que a bolha financeira nos Estados Unidos estourasse, o “Greenspan Put” criou um fluxo de importações de capital barato disponível para o Brasil. À medida que os negócios e os empregos melhoraram, o clima no país mudou. Poucos eleitores estavam dispostos a reclamar das reivindicações oficiais de crédito para o desenvolvimento. Além disso, com a recuperação, o Estado estava agora recolhendo receitas maiores. Isso se tornaria um ponto decisivo para outro trunfo do governo. Foi quando tudo andava bem, em mais um golpe esperto no poder que Lula resolveu “pagar suas promessas” e ajudar os pobres, iniciando o programa fome zero que a principio foi um fiasco, que com mais alguns investimentos se tornaria o que é hoje, além desse programa ele criou também o bolsa família, que seria um dinheiro ganho por cada filho se a família comprovasse que a criança estava indo bem na escola, e também sem nenhum problema de saúde. O custo do programa é relativamente muito baixo, porém o impacto e o retorno benéfico que isto trouxe até hoje para Lula é indiscutível, principalmente pela mensagem que ele passa de que o estado se preocupa com as condições de todos os brasileiros. Após esse golpe de sorte ter dado certo agora era a hora de juntar mais eleitores para a reeleição foi ai que Lula deu um aumento significativo no salário mínimo. O reforço desses efeitos foi a introdução do crédito consignado — empréstimos bancários para a compra da casa própria para aqueles que nunca possuíram conta bancária, com reembolso automaticamente deduzido do salário mensal ou pensões. Juntos, transferências condicionais de dinheiro, salários mínimos mais elevados e a instituição de novas linhas de crédito engendraram não apenas um crescimento sustentado do consumo popular, mas também uma expansão do mercado interno que, finalmente, depois de uma longa seca, propiciou a criação de mais empregos. Combinados, o crescimento econômico mais rápido e a distribuição de renda mais ampla conseguiram a maior redução na pobreza na história brasileira. De acordo com algumas estimativas, o número de pobres caiu de cerca de 50 milhões para 30 milhões num espaço de seis anos, e o número de desamparados foi reduzido pela metade. Metade dessa dramática transformação pode ser atribuída ao crescimento, a outra metade a programas sociais — financiados, é claro, pelas maiores receitas oriundas do crescimento. E esses programas não se limitavam a auxiliar a renda.

Combinados, o

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