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A Ética e Educação II

Por:   •  8/2/2019  •  Trabalho acadêmico  •  914 Palavras (4 Páginas)  •  17 Visualizações

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UNIDADE CURRICULAR:          ÉTICA e EUCAÇÃO

CÓDIGO: 11017

DOCENTES: António Teixeira e Sérgio Lagoa

A preencher pelo estudante

NOME: Daniel Romeiro

N.º DE ESTUDANTE: 1502088

CURSO: Educação 

DATA DE ENTREGA: 03/01/2019

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TRABALHO / RESOLUÇÃO:[pic 3]

Antunes (1973) considera a Educação promotora e instauradora de valores onde «…a tão afirmada “crise da escola” (…) nada mais é do que a percepção do descompasso entre a instituição escolar moderna, as práticas educativas modernas e os seres humanos atuais, que já estão em outra sintonia» (Sílvio Gallo, 2014).

Kohlberg (1971) reflete acerca da necessidade de uma educação orientada para o desenvolvimento moral. Consubstanciado em valores democráticos de respeito, de aceitação da multiplicidade e polissemia, defende que a educação moral é o processo de desenvolvimento do raciocínio que os sujeitos conseguem alcançar por meio de discussões sobre dilemas morais, colocados a partir de simulações de situações práticas hipotéticas. Entende, ainda, que o cerne de um juízo moral não radica no conteúdo de uma decisão, mas na forma de fundamentação dessa decisão pelo que a escola deve funcionar por meio de uma participação organizada dando voz ativa a todos os que a compõem.

Sidney B. Simon (1972) no seu modelo de clarificação de valores, consciente das tensões existentes, na sociedade norte americana, entre necessidade, liberdade, heteronomia, autonomia, coerção, autodeterminação, defesa da tradição e a necessidade de abertura à construção de novos valores, destacou a necessidade de desenvolver uma prática moral educativa sustentada em quatro pilares: i) cabe aos alunos criar o seu próprio sistema de valores. ii) a educação moral deve evitar as metodologias moralistas; iii) o desenvolvimento moral, espontâneo e livre, deve ser estimulado adotando-se metodologias que repousam na tomada de consciência dos valores; iv) respeito pelo código de valores de outras pessoas, sociedades e culturas, num clima simultaneamente responsável e tolerante. Visou uma prática moral que abarcasse as três dimensões do ato moral: o momento cognoscitivo de escolha; o momento afetivo; o momento do comportamento, da atuação. Segundo Dias Barros (2004) «Nesta perspectiva, o papel do professor consiste em auxiliar os alunos a alcançar posturas axiológicas morais, por meio de um conjunto de técnicas.» No entanto esta posição tem, segundo Barros (2004) um grau elevado de subjetivismo e relativismo moral que não clarifica uma orientação concreta, podendo contribuir para um “à deriva” na prática moral educativa.

A educação nas virtudes morais proposta por Peters e Brezinka, (s/d) inscreve-se na corrente que preconiza a existência de uma lei moral universal inserida na natureza humana. Admite que o ato de decisão e de derivação de regras morais dos princípios fundamentais, é racional e livre. Rejeitam os dilemas morais de Kohlberg, considerando-os inadequados à psicologia concreta das crianças e jovens, eventualmente traumáticos, simulados e consequentemente falsos. Consideram que é na natureza do indivíduo e nos exemplos práticos reais que se encontram os primeiros princípios morais onde é preciso contar com a consciência e o ato prudencial que devem regular e concretizar as ações morais concretas. É a orientação do pluralismo moral que considera imorais ou não os atos morais concretos. [pic 4]

Ricardo Marín (1997) propõe o modelo integrado para a clarificação dos valores, assente em quatro momentos: cognoscitivo; afetivo, valorativo; volitivo, de ação individual e social. Afirma que as nossas preferências são influenciadas pelos média, pelos grupos com os quais nos relacionamos ou por aqueles que despertam nossa simpatia e admiração. Considera que os valores têm uma ressonância pessoal, começando pela nossa formação, reclamam esforços, sacrifícios e renúncias. Entende a liberdade como a capacidade de cada um decidir por si mesmo, sendo responsável pelos seus próprios atos, processo que acarreta, na ausência de uma orientação, riscos múltiplos para que não seja possível a imputação, a terceiros, das nossos falhas.

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