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A Educação e Movimentos Sociais dentro da escola: uma construção para o Mundo do trabalho

Por:   •  22/3/2020  •  Trabalho acadêmico  •  2.038 Palavras (9 Páginas)  •  18 Visualizações

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Trabalho “consciente”, Educação e Movimentos Sociais dentro da escola: uma construção para o Mundo do trabalho

 

Juliana de Almeida Aguiar Silva[1]

RESUMO

Esse artigo tem o sentido de analisar o espírito do uso da força de trabalho “consciente” (que tem conhecimento de sua própria existência e capacidade de pensar, desejar, perceber etc. “O homem é considerado o único animal consciente.") através de organizações político-sociais dentro da escola, como os movimentos sociais/estudantis, que deveriam fundamentar uma consciência ativa, não alienada para o mundo do trabalho.

PALAVRAS-CHAVES: Mundo do Trabalho, Movimentos Sociais e Educação.

INTRODUÇÃO

        

Nessa perspectiva, essa preleção irá se debruçar na labuta de constatar os temas abordados e os conceitos citados com o entrelaçamento entre os próprios e entendo-os como se dá a transformação do homem consciente do seu papel histórico, político e social no mundo do trabalho durante o período educacional.

        Desse modo a exposição se dará pelos temas trabalho, força de trabalho, ou mesmo Mundo do trabalho, Movimentos sociais/estudantis e Educação. Entende-se o processo de transformação do homem social hoje e a um bom tempo nas esferas públicas a escola(educação) e o trabalho. Como o trabalho é inerente ao homem ou ao ser humano e esse homem é social,  o grande papel de  relevância para a construção do ser social se faz através do trabalho, como constata esse indivisibilidade enquanto conceito que nos diz Saviani: “o trabalho é o ato de agir sobre a natureza transformando-a em função das necessidades humana”; “a essência do homem é o trabalho”; ... “ o que o homem é, é-o pelo trabalho”. A essência do homem é um feito humano: é um processo histórico. (p. 154,2007). Entrelaçando com todo o arcabouço que o cerca, os suportes, as pessoas, as relações que está inserido dentro do mundo do trabalho, entendendo-se segundo MEDEIROS:

“Importante ressaltar que nossas ideias sobre mundo do trabalho apoiam-se em Ramos (2005;2008;2017) cujo conceito de trabalho diverge daquele restrito à sua formação histórica no capitalismo: trabalho assalariado ou emprego. O mundo do trabalho não se reduz ao mercado de trabalho.” (Ramos apud Medeiros e Santos).

Nesse sentido, entende-se o mundo do trabalho mais do que as relações convencionais que culmina em salários e sim as que incluem cultura, educação, os conflitos nele inseridos, os projetos sociais em disputa, as imbricações com a natureza e as relações que estabelecem com o trabalho.

Iremos dá enfoque ao período histórico e inicial das contestações relatadas ou analisadas nas relações no mundo do trabalho. O contexto a ser citado faz referência ao operário-massa em um período que tem como marca divisória os estágios que formou a expansão social-democrata centrado nos sindicados e organizações dos representantes cooptados pela auto escalão das fábricas. Assim traremos um momento posterior, o segundo momento donde esse operário-massa insurge-se com um movimento da segunda geração de ativistas nas décadas de 60 e 70 com os movimentos de base que se caracterizam pela consciência da divisão de classe no período de vigência do taylorismo/fordismo, como mostra Antunes:

 “formada pelos marcos do próprio fordismo, ela não se encontrava disposta a ‘perder sua vida para ganha-la’: a trocar o trabalho e uma existência desprovida de sentido pelo simples crescimento de seu ‘poder de compra’, privando-se de ser por um excedente de ter. Em suma, a satisfazer-se com os termos do compromisso fordista, assumido pela geração anterior. (...) contestação da divisão hierárquica do trabalho e do despotismo fabril emanado pelos quadros da gerência, formação de conselhos, propostas de controle autogestionárias, chegando inclusive à recusa do controle do capital e á defesa do controle social da produção e do poder operário. (...) as lutas de classes ocorrida ao final dos anos 60 e início dos 70 solaparam pela base o domínio do capital e afloravam as possibilidades de uma hegemonia (ou uma contra-hegemonia) oriunda do mundo do trabalho. (2001, p.42)

        Entende-se assim um marco no surgimento dos movimentos reacionário de contestação dentro do mundo do trabalho. Desse jeito contesta-se um período de contestação de movimentos organizados dentro do mundo do trabalho.

Mas iremos voltar mais um pouco na história pra entender também a relação de trabalho com a educação, mola propulsora do trabalho como princípio educativo. O trabalho e a educação são atividades especificadamente humanas! Assim, educação e trabalho estão imbricados na formação, na origem do homem como ser social.  Com isso, para Saviani “Os homens aprendiam a produzir sua existência no próprio ato de produzi-la. Eles aprendiam a trabalhar trabalhando. Lidando com a natureza, relacionando-se uns com os outros, os homens educavam-se e educavam as novas gerações.” (2007, p.154). Historicamente, durante o processo da Revolução Industrial deu-se a Revolução Educacional. Teremos aqui o cruzamento do nascimento histórico dos três principais conceitos que versam sobre o artigo, Educação, Trabalho ou Mundo do Trabalho para inserirmos o surgimento do Movimentos Sociais dentro da Educação, ou suas influências.

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