A Técnica Delphi
Por: Poliana Sousa • 29/5/2026 • Pesquisas Acadêmicas • 1.921 Palavras (8 Páginas) • 4 Visualizações
Técnica Delphi
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O método ou técnica Delphi é usada para obter consenso entre especialistas preservando o anonimato dos mesmos.
Abaixo seus principais passos:
- Define-se o facilitador que fica responsável por compilar as informações dos questionários respondidos pelos especialistas;
- Define-se critérios de consenso ou de término das rodadas;
- Selecione os especialistas com base no tema sendo analisado;
- Cria-se o questionário para enviar para os especialistas. Por exemplo: Questionário para levantar os riscos de um projeto.
- O facilitador organiza as respostas recebidas, e cria um sumário das respostas para submeter aos especialistas de modo a buscar uma revisão da resposta inicial e assim conseguir um consenso entre eles.
- Caso não seja obtido um consenso, repete-se o passo 2 até que seja obtido o consenso ou que algum critério pré-definido seja alcançado, como por exemplo, o número de rodadas.
Uma das desvantagens do método é o tempo dispendido e o custo associado, já que podem ser necessárias várias rodadas para se obter consenso.
O que técnica Delphi?
A técnica Delphi é um método usado para prever cenários futuros de projetos. Para isso, faz-se perguntas para especialistas sobre suas impressões a respeito dos próximos passos do projeto em específico, com o intuito de juntar as opiniões em comum.
Dessa forma, com a coleta de opiniões qualitativas, os peritos refletem sobre os tópicos apresentados com o intuito de chegar a um consenso, diminuindo consideravelmente o número de cenários possíveis.
O método foi pensado ainda na década de 1950 por dois matemáticos: Norman Dalkey e Olaf Hermes. Na época, o intuito era prever os desdobramentos da Guerra Fria, principalmente no campo da tecnologia. As discussões dos especialistas ajudariam na tomada de decisões importantes.
Como funciona a técnica Delphi?
A prática da técnica Delphi ocorre com uma discussão entre peritos para responderem questões sobre o futuro, riscos e impactos de um determinado projeto. Nesse sentido, não existe um número fechado de especialistas envolvidos, o que realmente importa é a qualidade de suas habilidades e competências. Entretanto, as empresas costumam escolher de 5 a 10 especialistas.
A técnica Delphi funciona por meio de, no mínimo três, rodadas de perguntas. Nessas rodadas de perguntas, os especialistas devem emitir suas opiniões sobre determinados aspectos do projeto, ajudando os responsáveis a ajustarem as estratégias e diminuírem riscos e eventos indesejados.
Ao final, faz-se um relatório com as respostas dos especialistas. A função desse relatório é encontrar opiniões em comum, um consenso entre os peritos. Assim, será possível entender o caminho mais seguro para o projeto.
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Como usar a técnica Delphi?
Existem algumas especificidades importantes para garantia de uma técnica Delphi eficiente. Dessa forma, para usar a técnica Delphi, recomenda-se seguir o passo a passo e se atentar às características de cada etapa:
- Definir o problema
A técnica Delphi tem o intuito de reunir especialistas para discutir sobre uma determinada questão. Assim, para que as respostas sejam produtivas, chegando a resultados satisfatórios, essa questão precisa estar muito bem delimitada.
Dessa forma, definir o problema em pauta é o primeiro passo quando for colocar em prática a técnica Delphi. Nessa fase, será necessário:
Definir claramente o problema;
Definir os parâmetros para análise dos especialistas;
Conferir se o problema é abrangente o suficiente para gerar discussão;
Conferir se todos compreendem a questão-problema.
2. Definir o facilitador
Na técnica Delphi, o facilitador assume uma função de mediação. É ele quem irá mediar as rodadas de perguntas com os especialistas, coletará as respostas e fará a análise dos resultados. Ao final, é comum que o facilitador tenha que entregar um relatório contando o processo de uso do método.
O papel do facilitador pode ser feito por qualquer profissional que conheça sobre o assunto e o problema tratado pela técnica Delphi. Geralmente, o gestor da área é quem assume essa função. De qualquer forma, o facilitador deve:
Ser neutro quanto aos resultados da técnica, não tenho interesse nos objetivos;
Ter conhecimento sobre coleta e análise de dados;
Saber mediar pesquisas investigativas.
Algumas empresas optam por formar um grupo de apoio para ajudar o facilitador. Essa é uma ótima opção, já que fazer uma mediação sozinho é uma tarefa bem complexa. Dessa maneira, um grupo preparado e treinado será um ótimo apoio.
3. Definir os especialistas
Com o problema e o facilitador definidos, chega o momento de definir o painel de especialistas da técnica Delphi. O time de especialistas pode conter diferentes tipos de pessoas, como membros da equipe do projeto, consultores ou mesmo determinados clientes.
O importante mesmo é que os especialistas tenham conhecimentos ou habilidades relacionados ao problema em questão. Além disso, as empresas costumam escolher pessoas confiáveis para esse papel, que responderão as perguntas da melhor forma possível, visando o sucesso da organização.
Alguns teóricos defendem que os especialistas devem ser anônimos, para que não haja nenhuma influência em suas respostas. Portanto, se essa forma fizer sentido para a empresa, é importante considerar que o processo será mais longo e a logística mais complexa – nesse caso, não se faz uma reunião entre os especialistas.
4. Iniciar as rodadas de perguntas
Antes de iniciar as rodadas de perguntas, é necessário ter em mente que não há número limite de rodadas de perguntas. Geralmente, três rodadas é o suficiente, mas elas devem se repetir até os especialistas chegarem a um consenso.
Além disso, as respostas devem ser simples e diretas. O intuito é que o facilitador tenha em mãos comentários diretos, de forma que seja possível analisar os pontos em comum nas respostas dos especialistas. Por isso, as empresas costumam usar questionários ou enquetes na técnica Delphi.
Dessa forma, as três primeiras rodadas de perguntas seguem da seguinte forma:
Primeira rodada de perguntas: A primeira rodada de perguntas é mais light. O facilitador deve aplicar perguntas amplas, com o intuito dos especialistas emitirem suas opiniões mais gerais. Ainda assim, é preciso cuidar para não haver comentários grandes e desnecessários, que costumam fugir do tema central.
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